Vela preta sete dias

Ary Barroso, nascido em 7 de novembro de 1903, por ter sido exímio comunicador, compositor, radialista, narrador de futebol, apresentador de programa de rádio, como também descobridor, de grandes talentos musicais em programas de auditório da rádio nacional do Rio de Janeiro em seus áureos tempos, como exemplo da maior revelação de sua lavra temos a cantora Elza Soares, é autor do segundo hino do Brasil, “aquarela brasileira”, regravada em todo mundo por centenas de vezes.

Em 2006 foi homenageado pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva, que sancionou a Lei 11.327, o ato foi publicado no Dario Oficial da União vigorando imediatamente até os dias atuais. A data de nascimento desse extraordinário músico é de fato e de direito o dia oficial do radialista do Brasil, lamentavelmente a impunidade premia recalcitrantes, desobedientes, reacionários, irresponsáveis e descontentes que não aceitam em hipótese nenhuma a data aprovada no Congresso Nacional como o dia que deve ser comemorado por todos os profissionais desse segmento.

O Sindicato dos Radialistas do Piauí não se manifestou em hipótese alguma em relação a magnitude dessa data, entendo que por se tratar de uma entidade de classe falida, desestruturada, pelega e descompromissada não tem nenhum motivo para reconhecer a importância da lei que garante referencia a homenagem a essa sacrificada e explorada categoria.

Tomei conhecimento de algumas manifestações e notinhas plantadas em jornais e redes sociais, asseverando que a lei acima mencionada havia sido revogada, com simples consulta ao Google pode ser confirmado tratar-se de simples fake news, mentira absoluta protagonizada por canalhas descompromissados e derrotados.

Em 1943 Getúlio Vargas determinou 21 de setembro como dia do radialista do Brasil em homenagem ao piso salarial decretado, ocorre que com o advento da nova lei promulgada pelo então presidente Lula, foi de fato extinta a lei anterior do estado Novo. É importante informar que lei existe para ser cumprida, por incrível que pareça no Brasil existe a cultura da lei que pega e da que não pega, posso reconhecer esse crime como sendo oriundo da cultura retrógrada de antibrasileiros, antissociais, analfabetos, descompromissados e outras classificações degradantes que o valha.

O Congresso Nacional é composto por duas casas, a câmara federal composto por 513 deputados e o senado da república com 81 senadores, é inadmissível que os parlamentares julguem, discutam e aprovem projeto de lei para que após todo o desgaste dispendido o cidadão mantenedor desses representantes cometam o despautério de descredenciar a lei concebida legitimamente por essas autoridades constituídas através do voto popular.

O que deveria ser derrotado e defenestrado de vez por todas do seio dessa categoria seria o humilhante piso salarial de R$1.350,00, salário de fome que envergonha e desgasta o profissional de rádio do Piauí perante a sociedade, pela ínfima condição socioeconômica financeira que lhe é imputado por esse salário miserável aprovado comodamente pelo inexpressivo sindicato da categoria.

Refletindo Melhor rebusquei em minha memória o que essa categoria teria a comemorar em sua data festiva, a resposta é simples e imediata, absolutamente nada, o terrorismo que vive esses trabalhadores é fato corriqueiro e diário, a classe patronal submete a todos, inquietações e preocupações constantes, o profissional conclui sua tarefa, ao retornar a sua residência paira o temor que no dia seguinte ao retornar no local de trabalho poderá encontrar aviso de demissão, cumulado com convite fúnebre para comparecer ao RH.

O número de desempregados é imenso, as constantes demissões leva ao sacrifício e deploração o profissional que continua trabalhando, mas com atribuição de substituir o colega demitido executando dupla tarefa e percebendo o mesmo salário. Não estou fantasiando nem tão pouco promovendo sensacionalismo, esta é a realidade nua e crua.

Os egressos de universidades e faculdades de comunicação com habilitação em jornalismo admitidos para estágios, são vítimas de verdadeiras fraudes, pois recebem remunerações ínfimas e são usados pelos patrões como pretexto de evitar novas admissões ou contratações de oficiais das funções ocupadas, a partir dessa constatação, tenho convicção que o sindicato dos radialistas do Piauí é omisso negligente e conivente ao compactuar com todos esses crimes em desfavor do profissional desse segmento.

Acredito que essa instituição sindical não tem dados estatísticos oficiais de demitidos, como tambem, da mão de obra ociosa da categoria em busca de emprego. Feliz dia do radialista no Piauí que passou em brancas nuvens e absoluto esquecimento.

Carlos Amorim DRT 2081



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Este texto foi publicado em quinta-feira, novembro 8th, 2018 às 9:18 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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