Um dia para esquecer eternamente

Sexta-feira da semana passada dia em homenagem ao promotor de justiça, pairou em mim dúvida se haveria expediente, como estava próximo a sede do Ministério Público fui verificar, o segurança ao me recepcionar informou que não havia expediente em decorrência da comemoração da magnânima data, fui orientado a retornar segunda-feira (19), para minha surpresa o primeiro dia útil de trabalho após a solenidade de comemoração não havia funcionamento, o servidor da portaria deu como pretexto para o ato desabonador a mudança das promotorias para outro imóvel, acrescentou que os servidores já estavam em recesso.

A título de informação o início legal e oficial do recesso seria no dia seguinte (20). Se fizermos uma breve reflexão perceberemos facilmente que as instituições brasileiras se transformaram em gigantesco transatlântico em alto-mar tempestuoso, sem leme e sem comunicação.

Alguém pode achar que estou sendo rigoroso em cobrar essa terrível falha. Seria importante que a sociedade avaliasse os imensos danos que esta instituição causou a quem necessita a prestação de serviço que deveria ser oferecido ao contribuinte por esses senhores e senhoras. Por exemplo, tive meus interesses prejudicados, quando informações de urgência de um processo não pode ser disponibilizado em virtude desse corporativismo em favor da bandalheira e descompromisso que é matéria aceitável de grande consumo nesse país.

Centenas de servidores recebem indevidamente o dinheiro público sem trabalhar. Quantos documentos deixaram de se analisados? Indubitavelmente milhares de advogados e jurisdicionados foram afetados com esse ato desmoralizante refletindo o extremo desleixo em desfavor do patrão pagador de impostos mantenedor dessa carcomida máquina com o sacrifício de muito trabalho, sangue suor e lágrima.

Para quem não sabe o Ministério Público é o fiscal da lei, o órgão que deveria cortar na sua própria carne, dando exemplo de obediência e respeito a legislação, mas o que presenciei foi apenas mais um episódio decepcionante desse órgão público, com seus agentes inchados de soberba, vaidade, orgulho e outras futilidades humanas que tem como justificativa aos seus nocivos atos a legendária histórica frase “faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço”, e o simples mortal incorpora essa imbecilidade e ao se recolher a sua insignificância contempla com resignação asseverando manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Não será difícil que tais atos possam um dia quem sabe serem contemplados com o prêmio nobel da paz pelos extraordinários serviços prestados a população piauiense, principalmente a mais necessitada e carente. É importante registrar a existência de raríssimas exceções que de fato fazem justiça separando o joio do trigo.

Carlos Amorim DRT 2081/PI



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Este texto foi publicado em quinta-feira, dezembro 22nd, 2016 às 8:45 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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