Última Unidade Real de Valor 2.750,00

A presidenta Dilma Rousseff, garantiu aos brasileiros com carteira profissional assinada com renda de até cinco salários mínimos direito a cinquenta reais para inclusão a cultura, toda essa fábula contemplará ao cidadão aquisição de livros, acesso a teatro, cinema e outros eventos culturais durante o mês. O cômico desse projeto é a inclusão do aposentado que deverá preencher uma série de exigência para garantir esse pífio assistencialismo com valor reduzido a trinta reais  desrespeito gritante para com o inativo que trabalhou bravamente, deu seu contributo para o desenvolvimento e progresso do Brasil recebe como premio aviltante indelicadeza a sua fragilidade.

Residi 26 anos no Rio de Janeiro, frequentei todas as casas de espetáculos, do extinto Canecão ao Teatro Municipal, o mais humilde teatro do Rio o valor dos seus ingressos superam esses ínfimos cinquenta reais, propagado e massificado midiaticamente como se fosse redenção revolucionária a ignorância e imbecilidade dessa gente. Acredito que muitos ao tomar conhecimento dessa matéria me criticarão com esdrúxulo e cretino argumento (é melhor essa miséria de cinquenta reais que nada). Ofereço defesa veemente a minha crítica, dignidade, respeito e cidadania, não existe dinheiro que pague, qualquer que seja o processo de assistencialismo oferecido ao povo brasileiro, na minha avaliação é temerário e maledicente, pois coage  e deseduca  gerando louros e elogios indevidos aos protagonistas desses eventos meramente oportunistas.

Enquanto maciço projeto de educação a ser disponibilizado ao povo brasileiro não ocorrer, este será presa fácil, caminhará alegremente em um corredor em direção à morte inocentemente sem perceber o risco que lhe espera em frações de segundos, é a realidade que o poeta canta em versos e prosa a música denominada “admirável gado novo”.

As concessões públicas de rádio e televisão do Brasil poderiam ter grande importância para a educação, conscientização, politização e informação desse povo, mas o que se percebe na grade de programação desses veículos são meias verdades, matérias tendenciosas, capciosas entrevistas com pautas previamente estabelecidas no sentido de ludibriar, enganar e vilipendiar a opinião pública. Ainda é fortíssima a prática nociva do jabá para que algum estranho no ninho consiga irrisórios espaços para divulgar algo relacionado a cultura. Não existe qualquer veiculação de matéria educativa como apoio cultural isento de pagamento de mídia de responsabilidade de algum veículo de comunicação nesse país, sequer as emissoras estatais disponibilizam esse espaço, apesar de serem mantidas pelos impostos recolhidos pelos contribuintes.

A situação que vivemos é caótica e vexatória, para os desfavorecidos é simplesmente humilhante e constrangedor o processo de inclusão imposto pelos detentores do poder do Brasil, o exemplo lamentavelmente vem de cima, da alta cúpula do comando da nação brasileira. Há um adágio muito conhecido que diz: “de boas intenções o inferno está cheio”. Com esses trinta reais que receberei quero assistir o filme “memórias do cárcere” da obra de Graciliano Ramos, produzido pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos.

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Este texto foi publicado em sexta-feira, dezembro 28th, 2012 às 8:37 am na(s) categoria(s) Crítica. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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