Tudo passa e a vida continua

No Piauí temos algumas figuras que conseguiram convencer o povo que não eram políticos profissionais, suas vitórias eleitorais e ascensões ao poder foram objetos do acaso, embora suas atitudes e traquejos ao lidar com o inesperado e indesejável inconveniente de cobranças populares portam-se como velhas raposas calejadas de experiência na arte de enganar e ludibriar a frágil esperança da comunidade.

Há uma semana me deparei com o secretário de segurança Fábio Abreu concedendo entrevista à concessão pública de rádio pertencente ao governo do estado. Fiz intervenção por telefone solicitando informações e tecendo críticas à postura dessa autoridade a frente da pasta. Duas situações me surpreenderam: Primeiro, a forma drástica com que respondeu apenas aquilo que lhe interessava demonstrando ter aprendido rapidamente a arte dos tradicionais políticos cansados e carecas de permanentes mandatos ao longo de décadas, segundo, imaginei ser essa autoridade assíduo telespectador dominical das aulas do Silvio Santos no SBT, criador de evasivas da cultura inútil: Pedir auxílio as cartas, as placas aos universitários e em último caso pular a resposta, sendo este  o método usado  pelo ex-capitão da polícia militar Fábio Abreu, atualmente membro da reserva remunerada dessa instituição.

Ao responder uma de minhas interrogações disse não haver nenhum impedimento legal para que no exercício da função que lhe é atribuída envergar uniformes da polícia militar que pode ser de soldado raso até o estrelato de coronel, como também aos da polícia civil “lamentavelmente desconheço quais são”. No que se refere às armas, é instrutor desses equipamentos com vasto conhecimento técnico e prático, portanto pode portar qualquer tipo de arma sem nenhum problema.

Ao ouvir todo aquele acinte, lembrei-me do ex-presidente da república que sofreu impeachment Fernando Collor de Mello, imbuído de poderes extraordinários como chefe supremo das forças armadas do Brasil, em alguns momentos abdicou dos ternos e gravatas de última geração confeccionados na Inglaterra, Itália e França custando os olhos da cara dos brasileiros que é exatamente aquele que custeia a papagaiada de nossas autoridades, apareceu lépido e fagueiro na base aérea de Brasília uniformizado com sua mulher e seu filho de oficiais da Aeronáutica, tomaram um jato supersônico e decolaram em direção a lugar algum. Redes de televisões mostraram esse ato de bravura e patriotismo a todo Brasil.

O legendário ditador de Cuba comandante Fidel Castro, notabilizou-se pelas suas constantes aparições em televisão em suas visitas a vários países, uniformizado com um modelito militar. O líder palestino Yasser Arafat, como autoridade máxima percorreu o mundo envergando seu tradicional uniforme militar e ostentando na cinta uma pistola automática metálica de capacidade fulminante de destruição a quem pudesse e quisesse ver complementando a indumentária o inseparável turbante.

Desenvolvo essa dissertação com o objetivo de chamar atenção, Fábio Abreu não está inventando nem tão pouco criando absolutamente nada de novo, apenas contemplando velhos e conhecidos adágios do magistral comunicador Abelardo Barbosa (popular Chacrinha) que declarou em versos e prosas em suas palhaçadas que na vida nada se cria tudo se copia. Ilustro essa pérola da sabedoria popular com minha criatividade crítica e política nesse estado e no Brasil: Como o gado novo, gado velho e gado doente votam mal!



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Este texto foi publicado em sexta-feira, julho 3rd, 2015 às 9:02 am na(s) categoria(s) Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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