TJ/PI proibe acessibilidade

Semana passada estive no cartório cívil localizado no Tribunal de Justiça do Estado do Piauí para obter informação sobre o processo de nº 20100001004310-7, ao solicitar o extrato fui informado pela servidora a existencia de uma determinação da diretoria desse órgão que proibia esse tipo de prestação de serviço, na oportunidade informou que eu deveria ir a OAB para obter o documento acima citado, tentei convencer a servidora que essa nova norma fere o disposto da Lei 10.098, Cap. I, artigo II, inciso 2º, alínea d. Como pessoa com deficiencia visual que sou tenho direito a essa informação com absoluta prioridade, não consegui demover a servidora que gentilmente confirmou a excludente ordem emanada por seus superiores. Percebi mais uma vez o vergonhoso absurdo desrespeito por parte de um órgão que teria a obrigação de conhecer e respeitar o estado legal de direito brasileiro. Sempre faço a mesma pergunta: até quando vamos suportar estas estroinices de autoridades, gestores públicos e sociedade? É fácil identificar abusos gritantes ao entendimento de pessoas com deficiência em todos os segmentos sociais.

A garantia legal de direitos a prioridade é absolutamente desrespeitada por todos, da mais alta autoridade ao de menor expressão como prestador de serviço público ou privado, são ignorantes e descompromissados ao responderem a inquietações de interlocutores do desconhecimento da legislação de garantias de direitos a 30 milhões de pessoas com algum tipo de deficiencia no Brasil.

Na minha concepção o fator contribuidor de todo esse descalabro são propagandas enganosas levadas ao conhecimento da opinião pública pelos veículos de comunicação informando às maravilhas que são o atendimento dispensado a pessoas com deficiencia em Teresina e no Piauí. É nítido a olho nu o descaso que essa parcela da população sofre com a brutal formação de barreiras arquitetônicas e atitudinais pelas quais são submetidos a superar todos os dias sem que haja alguma providencia plausível a superá-las.

Existe uma série de órgãos declaradamente prestadores de serviços exclusivamente em benefício da comunidade de pessoas com deficiencia. Lamento informar que em sua absoluta maioria são oportunistas e mentirosos, pois o que está escrito como determinação legal continua como letra morta, inexistente na prática.

Creio que quando houver conscientização, informação, instrução e conhecimento por parte dos que sofrem na pele constrangimentos, preconceitos, discriminações como prática diária dessa sociedade canibalesca e truculenta, aguardam ansiosamente quando o futuro for presente e essa gente reconhecer a necessidade de tomar rédeas de seu próprio domínio, talvez haja um lenitivo como tábua de salvação para a existencia real da respeitabilidade a pessoa com deficiencia de Teresina do Piauí e do Brasil, pois são essas pessoas que sabem o que querem o que sofrem e onde o sapato lhes aperta o pé.

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