Teresina ignora treze de dezembro

Dia 13 de dezembro comemora-se a padroeira da pessoa cega, dados estatísticos oficiais do IBGE, censo 2010 assegura a existência de 350 mil pessoas exclusivamente com deficiência visual no Piauí, no Brasil existem 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual

O sistema Bandeirantes de comunicação especificamente Band Teresina, na pessoa do jornalista Francisco José, muito preocupado, responsável e sensível, pautou matéria televisiva comigo, pessoa com deficiência visual, aposentado, jornalista que goza de bom conceito perante a sociedade, embora tenha o dom de causar ciúmes e inveja aos miseráveis, famintos e desprovidos de conhecimentos, lamentavelmente alguns letrados, ladrões, bandidos, canalhas e corruptos tenham também conceitos negativos a meu respeito.

A matéria veiculada pela TV Band Teresina, gerou imensa repercussão às entidades, poderes, autarquias e seus respectivos gestores. A pauta da denúncia referiu-se ao criminoso descaso da Strans, Prefeitura e Ministério Público, através da promotoria de garantias de direitos a acessibilidade sob responsabilidade da senhora Marlúcia Gomes Evaristo de almeida, promotora de Justiça do MP/PI.

A Lei 10.098, artigo 9º/2000 determina implantação de sinal sonoro em vias de alta rotatividade de veículos, o objetivo é garantir independência, liberdade, individualidade, soberania e segurança ao transpor a via. O sinal que serviu de modelo para a gravação fica estabelecido a Avenida Barão de Castelo Branco em frente a Igreja São Francisco, bairro Monte Castelo.

Há 40 dias por ser artéria de habitual trajeto feito por mim, identifiquei a inoperância do equipamento, o qual o adjetivei de “sinal sonoro silencioso”, inédito no Brasil e no mundo, esse aparato enquanto funcionando normalmente transforma-se em verdadeira roleta russa, em virtude da desobediência e desrespeito ao mesmo protagonizado pelos condutores de veículos de duas e quatro rodas, incentivados pela ausência de fiscalização e a certeza da impunidade.

Não é necessário me ater descrevendo o ato ao contrário, ou seja, a inoperância da sinalização em questão cumulado com o agravante estabelecido na via de pedestre oposta a igreja, a calçada totalmente ocupada de forma arbitrária por veículos estacionados obrigando a pessoa com deficiência visual transitar na via de rolamento de veículo sofrendo eminente risco de vida.

Dia seguinte a veiculação da excelente matéria denunciando o fatídico episódio, retornei a perigosa via, para minha indignação, surpresa, descrença e cólera, me deparei com o mesmo quadro que denunciei no ato da entrevista, percebi pela milésima vez que temos um gestor administrativo municipal desclassificado, criminoso, inconsequente, mentiroso e outros adjetivos, os mais depreciativos que possa imaginar como qualificador a esse Fifi, adjetivado pela Lava Jato.

É inaceitável que para corrigir seja necessário alguém perder a vida atropelado em cima da faixa de pedestre identificada aqui, por pura imbecilidade desse administrador. Como coautor acusamos o banditismo da Strans, cujo desserviço, omissão e negligência é visível a olhos de qualquer cego mental.

O Ministério Público que teria atribuição de fiscalizar aplicação lei é protagonista em promover suas estroinices, vejamos: A promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, ajoelhada perante a Strans na pessoa do então superintendente Ricardo Freitas, deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros ao longo da Avenida Frei Serafim, ato ocorrido em 2009, até a presente data nenhuma instituição desfez essa verdadeira molecagem. A meu ver a Marlúcia tem poderes semelhantes e idênticos ao da sanguinária Cleópatra, reconhecidamente identificada por suas crueldades pela história antiga de imperadores, reis e rainhas.

O lamentável de todos esses acontecimentos é que essa autoridade é premiada quase todos os dias por possíveis e tais indecorosos serviços prestados a sociedade, motivo de muita vaidade e orgulho para si, culminando com apropriação indébita de invejável salário percebido mensalmente sem trabalhar.

Justifico minha acusação fundamentando a excrecência que é a política de acessibilidade existente nessa província de merda, carros estacionados sobre calçadas, desníveis em toda a via pública, buracos, esgotos a céu aberto, lama estagnada, aclives, declives, fossa estourada, código de postura do município avacalhado, obstruções de praças, ruas e avenidas, existência inadequada de placas, painéis, banners, toldos, bares, lanchonetes, tabuleiros, cadeiras e etc. ocupando espaços exclusivos ao ir e vir de pessoas com dificuldade de locomoção e mobilidade reduzida, rampas e rebaixamentos de guias absolutamente fora dos padrões da ABNT

Dentre centenas de abusos físicos em nome de todos citarei um, na Avenida Frei serafim entre as Ruas Des. Pires de castro e 1º de maio existe demarcação de território formado por gelo baiano e grossas correntes, protetores de carros ali estacionados criminosamente. Acredito que a Marlúcia nem tão pouco o Firmino, são cegos, portanto posso qualificá-los com base na autenticidade que tenho garantido pelo estado brasileiro posso adjetivá-los de simples e contumazes autoridades irresponsáveis de forma cavalar.

Para fechar esse leque de intransigência, abuso e autoritarismo registro duas tragédias fatais. Há dois anos na sinalização semafórica localizada na Avenida Frei serafim com Rua Des. Pires de Castro, um deficiente físico ao transitar na faixa de pedestre com os sinais fechados para os veículos foi atropelado e morto imediatamente, quando seu corpo ficou esfacelado pelo pneu do veículo.

Há 6 anos em um sinal semafórico em frente ao Teresina shopping, nas mesmas condições anteriormente descritas o deficiente físico de prenome Claudemir, foi brutalmente atropelado tendo morte imediata na faixa de pedestre que tentou transpor, não tenho uma única informação por parte da senhora Marlúcia de sua atuação perante o criminoso episódio.

Nesta oportunidade parabenizo a nobre promotora que em um gesto de grandeza na ocasião de uma partida de futebol do campeonato nacional realizado no estádio Albertão, com 30 mil ingressos já vendidos de forma antecipada, a extraordinária e excelente promotora Marlúcia solicitou ao Egrégio Tribunal de Justiça que impedisse a realização do evento, cujo pedido tresloucado causaria transtornos, imensos prejuízos econômicos, financeiros e morais ao futebol do Piauí.

Motivo dessa tragédia valorizava a vigilante e ávida fiscalizadora a aplicação da lei detectou que o estádio faltava um complemento de 3 metros de rampa acessível a cadeirante, durma-se com um barulho desse que faz inveja a Serra Leoa. Graças a Deus o magistrado que recebeu a missão de julgar essa inútil demanda usou o bom censo e indeferiu irrevogavelmente a falta de respeito promovida por uma autoridade inconsequente, insensível e desequilibrada

Carlos Amorim DRT 2081



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Este texto foi publicado em sábado, dezembro 15th, 2018 às 10:21 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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