Teleférico a manivela

Ontem as emissoras de televisão do Piauí em seus programas jornalísticos usaram e abusaram da imagem da senhora Alzenir Porto, superintendente da Strans, quando esta bravateou abundantemente  contando suas costumeiras estórias eivadas de contradições e fatos irreais ao qualificar  as irregularidades e arbitrariedades cometidas  pelos condutores de auto diariamente no perímetro urbano de Teresina ao desrespeitarem o código nacional de transito.

A entrevistada disse que o estacionamento de veículos nas calçadas é o campeão de multas, explicitou em suas entrevistas a importância de uma nova postura desse segmento e elencou a importância de matérias educativas a essa categoria. O que me deixou embasbacado, perplexo, estarrecido, ultrajado, humilhado, decepcionado, desenganado e vencido é que essa senhora é proprietária de uma autoescola situada na Avenida Barão de Gurgueia com Rua Beneditinos, bairro São Pedro, zona sul de Teresina, qualquer pessoa que necessite caminhar na calçada desse estabelecimento escolar será impedido pelos veículos estacionados criminosamente na calçada, empurrando o pedestre para disputar espaço na via de alta rotatividade de rolamento de veículos, sendo submetido a eminente risco de morte.

Para esse episodio nefasto, irresponsável e descompromissado esse trecho descrito aqui é percurso de pessoas cegas, indo e vindo para sua instituição, Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP. Não consegui entender qual motivo da felicidade demonstrada por essa autoridade descrevendo o tal excelente trabalho prestado a essa cidade, acredito que ela estava possuída por uma entidade espiritual sonhadora, vislumbrando uma utopia inalcançável a milhões de anos-luz dessa nossa realidade.

Com base na dificuldade que enfrento no meu dia a dia para me locomover nessa cidade, qualifico o transito caótico, infernal, desorganizado e desorientado, onde tudo é possível nessa terra de ninguém, tendo a impunidade como incentivo para motivar recalcitrante a cometerem todo tipo de bandalheira inimaginável ao cidadão e cidadã impotente para externar minimamente seus descontentamentos.

Imagino que essa foi a última aparição dessa senhora nos veículos televisivos, não pretendo ter o desprazer de me deparar com esse tipo de cultura inútil com objetivo óbvio de explicar o inexplicável e justificar o injustificável. Meu lenitivo é o ensinamento do ser supremo criador de todas as coisas, que permite que aconteçam trovoadas, raios e trovões, mas tais fenômenos não serão para sempre. Acreditando nessa realidade me disponho a vislumbrar em 2013 para esta pasta uma autoridade com perfil de gestor público, nunca, jamais de um mero propagandista de produto de quinta categoria.

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Este texto foi publicado em quarta-feira, dezembro 12th, 2012 às 12:46 am na(s) categoria(s) Crítica. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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