Sucatas enguiçadas, empurradas e rebocadas

Segunda-feira 30 de novembro do corrente ano 7h50 cheguei ao ponto de ônibus localizado à Rua esperanto a 20m da associação de moradores do bairro Monte Castelo, meu destino, sentido bairro linha 610. Às 8h parou no ponto oposto o ônibus de nº 777 em direção ao centro, às 8h35 o segundo ônibus em direção ao centro de nº 756, às 8h45 o terceiro ônibus de nº 776 também em direção ao centro, toda essa movimentação acompanhei em pé esperando o coletivo, finalmente as 8h47 horário que informava o meu telefone móvel tomei o ônibus 777, sendo este o primeiro que passou em direção ao centro quando cheguei ao ponto, fez toda a rota me conduzindo ao retornar.

Embora tenha conhecimento que o operador não tem nenhuma responsabilidade para com a molecagem descrita acima, reclamei ao mesmo que esperei o coletivo por 57 minutos, quase uma hora. Fui interrompido por um passageiro que estava ao meu lado informando que havia descido de um ônibus linha 610 obedecendo orientação do motorista que iria recolher o veículo a garagem, corroborou com minha indignação assegurando que chegaria atrasado ao seu trabalho, pois o ônibus que estava a bordo demorou muito.

Essas declarações justificam a perca do meu precioso tempo em virtude da dupla irresponsabilidade por parte da empresa Santana, como também do operador, ambos contaminados com a certeza da impunidade deixaram buraco na linha prejudicando centenas de usuários do sistema. Se houvesse penalidade severa com aplicações de fortíssimas multas esse tipo de procedimento não aconteceria. O correto seria imediata comunicação a empresa para que fosse colocado uma unidade reserva, de apoio ou substituição para evitar todo transtorno ocorrido.

A gravidade dessa ocorrência consiste ao horário, afetando o trabalhador que depende da péssima prestação de serviço dessa linha inoperante e indigna. Imaginemos o transtorno ocorrido no espaço de uma hora, exatamente das 7 às 8 da manhã. Se observarmos os espaços de um veículo a outro nitidamente percebe-se a estúpida desorganização, identifica-se que a regularidade de 25 minutos está absolutamente fora de ordem.

Esses fatos ocorrem em virtude da irresponsabilidade gritante da administração do poder executivo, garantido pela anuência do prefeito bebê chorão. A Strans submissa às estroinices do prefeito não tem compromisso com o usuário do transporte público, não existe qualquer fiscalização desse departamento para coibir, inibir e impedir que a população de Teresina sofra diariamente estúpido desrespeito por parte dessas sucatas ambulantes adjetivadas de coletivos urbanos.

O que me deixa estupefato é a ausência das autoridades, poderes legislativos e judiciários, instituições e entidades formadas pela sociedade civil organizada não movem uma palha para que seja defenestrado de uma vez por todas essa inútil prestação de serviço de uma empresa absolutamente inconsequente e desmoralizadora.

Fatos semelhantes ao que descrevo denunciei ao Ministério Público e Strans devidamente protocolados, lamentavelmente até o presente não recebi uma única vírgula como resposta, percebe-se facilmente que as organizações criminosas dessa cidade estão todas em um só prato da balança, unidos, harmoniosos, sorridentes e alegres, desejando que nós arraia miúda vamos todos a puta que pariu, embora reconheçamos as raríssimas e excepcionais exceções.



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Este texto foi publicado em terça-feira, dezembro 1st, 2015 às 8:08 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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