Sinuca de bico no Banco do Brasil

Há 10 anos na recepção do Luxor Hotel estava a espera do cantor Zeca Baleiro, acompanhado de dezenas de profissionais da comunicação, uma repórter de um portal me solicitou entrevista sobre Zeca Baleiro, pois havia me ouvido no programa do Fernando Mendes, contando fatos pitorescos da infância e pré-adolescência do famoso cantor, quando convivi com todos seus familiares na cidade de Arari-MA, sendo os pais do Zeca professores do Ginásio arariense e por tabela o internato arariense sob responsabilidade do Pe. Clodomir Brandt e Silva de saudosa memória, histórias ocorridas nos idos de 1966 a 1969.

Concluída a matéria um indivíduo que só observava me abordou alugando meu ouvido fazendo perguntas e especulando como conheci a cantora Alcione, informei que estudei no colégio São Luis de propriedade do Professor Luis Rego, de saudosa memória e a Marrom dava seus primeiros espetáculos musicais para os alunos tocando trombone no lugar de ministrar aula, por tal procedimento foi expulsa do colégio.

Após esse fatídico dia sempre fui incomodado por esse elemento com o mesmo assunto Alcione, Alcione, Alcione e Alcione, disse que o sucesso da cantora dependeu muitíssimo de favores da sua mãe, garantiu que esteve com a mesma em sua mansão na Barra da Tijuca participando de um aniversário, quando só convidados escolhidos a dedo tiveram acesso, e a genitora do contador de estória foi contemplada por gratidão, reconhecimento e amizade dos tempos das vacas magras da Alcione Nazaré.

Tive a oportunidade de encontrá-lo em gabinetes de deputados, o de mais frequência era do Francis Lopes. Frequentemente marcava presença no restaurante do Tatá, ao lado do prédio da Assembleia, em outra oportunidade o encontrei no gabinete da vereadora Cida Santiago, sendo a última vez segunda-feira (2) as 16h50, quando adentrei o saguão do Banco do Brasil localizado a Rua Álvaro Mendes, na ocasião estava acompanhado do cidadão de prenome Baiguel, que goza de minha inteira confiança, pois presta serviço de Motoboy e ao longo de 4 anos tem atribuições de entregar documentos e valores em espécie sempre com muita responsabilidade e denodo.

Ao chegar no terminal eletrônico o Baiguel não conseguiu enxergar os números do teclado, pois havia esquecido os óculos, como conhecia superficialmente o indivíduo em baila que estava mexendo em um terminal eletrônico em companhia de uma mulher, pelo que ficou evidenciado tratava-se de sua cúmplice, o pedido de auxílio foi aceito pelo nocivo elemento, ao tomar o cartão solicitou a senha, informei que ia fazer a identificação por biometria ao tempo que declinei o valor de R$ 600,00 da conta-corrente, o saque foi realizado com sucesso, ocorre que ele mudou de terminal tentando uma segunda operação com pretexto de sacar mais R$ 20,00, seguimos todos com ele, e a mulher com muita conversa na orelha do Baiguel desviava sua tenção, como não conseguiu fazer o segundo saque em virtude de aprovisionamento me devolveu o cartão ao tempo em que colocou R$ 500,00, 5 cédulas de cem no bolso da minha camisa, não percebi nada anormal no momento acreditando que tratava-se de um gesto gentil, ao chegar na calçada do banco lembrei-me de contar o dinheiro, havia apenas 5 cédulas de cem, ele havia subtraindo R$100,00.

O Baiguel me confidenciou que achou estranho o modo dele contar o dinheiro, dificultando o olhar do meu amigo que apesar de estar atento a conversa do ladrão jamais imaginou que estivesse perante um bandido.

Todos esses fatos foram registrados no saque do Banco do Brasil, 1º DP e comunicado ao gerente da agência 0044 que localizou nas imagens das câmeras o ato criminoso, pelos modus operandi, facilidade e prática como promoveu, esse elemento deve ser contumaz na aplicação desse tipo de golpe, no meu caso com o agravante, humilhante inaceitável, quando usou a minha deficiência visual para subtrair de forma aviltante e inconcebível um valor insignificante, mas constrangedor e devastador no quesito emocional do lesado.

Todo cidadão que tenha sido vítima de atos como esse deve tomar as mesmas providências que protagonizei, dessa forma os agentes de segurança e funcionários do sistema reúnem condições de identificar esses bandidos, os colocando onde merecem, na cadeia, salvaguardando a integridade econômica e financeira dos clientes mais vulneráveis.

Carlos Amorim DRT 2081

extrato

boletim de ocorrencia



Este texto foi publicado em quarta-feira, setembro 4th, 2019 às 9:53 am na(s) categoria(s) Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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