Sindicato decrepito e falido

Segunda-feira(25) estive com o presidente da Fundação Antares, o padre e jornalista Humberto Coelho, que me ouviu atentamente referente ao projeto educativo radiofônico “Guia Legal”, na ocasião denunciou que minha DRT emitida pelo órgão competente federal não tinha validade perante o sindicato dos radialistas do Piauí, mesmo assim apoiava minha proposta solicitando ao senhor Rodolfo Vale, diretor do sistema de rádio que me atendesse.

Repeti todo o projeto educativo para um programa de rádio com o objetivo de educar, informar conscientizar e capacitar a sociedade para as garantias de vastíssima legislação municipal, estadual e federal direcionada às garantias legalmente constituídas à pessoa com algum tipo de deficiência, no Brasil existem 46 milhões de indivíduos, no Piauí 850 mil e em Teresina 220 mil, (dados oficiais do IBGE Censo 2010).

O programa de nome “Guia legal” é ancorado em projeto federal com o mesmo nome, aprovado no Congresso Nacional, sancionado pela então presidenta Dilma Rousseff, publicado no Diário Oficial e distribuído exemplares em leitura Braille e com letras ampliadas para pessoas com baixa visão e visão subnormal. O conteúdo prende-se especialmente a Lei Federal 7.853/1989 regulamentada pelo Decreto Federal 3.298/1999.

O diretor de rádio demonstrando muito interesse pela essência da proposta, declarou que por tratar-se de um programa semanal disponibilizaria o espaço aos domingos, pois a grade de programação fecharia em 17 de julho. Ao verificar meu cartão de identificação profissional emitido pelo Ministério do Trabalho, quando este assevera que o detentor do mesmo está apto a exercer em todo Brasil as funções de locutor, apresentador e animador, garantias legalmente constituídas não é reconhecido e vergonhosamente desrespeitado pelo sindicato dos radialistas do Piauí, que impõe a necessidade de autorização por parte do órgão classista, acrescentou o diretor que existem outros pleitos com o mesmo impedimento os quais adjetivou de problemas e não quer se envolver nesta litigância.

Embora eu reconheço que cada caso e um caso, mas entendo haver má fé, ignorância e retaliação ao desconhecer garantias oriundas do texto constitucional brasileiro, como tambem a recém-criada reforma trabalhista em vigor. No meu caso específico fui capacitado profissionalmente como comunicador de rádio através do Programa Intensivo de Preparação de Mão de Obra/PIPMO, projeto do governo federal em parceria com a Assembleia Legislativa do estado do Maranhão, estagiei na rádio Timbira de janeiro de 1971 a julho de 1972, emissora de concessão pública pertencente ao governo do estado do Maranhão, portanto desprezo, ignoro e desconheço qualquer imposição, ousadia e petulância originada desse despreparado sindicato.

Não necessito de qualquer aval como por exemplo, certidão de aptidão vocacional ou a obrigatoriedade de me tornar membro associativo dessa instituição classista. Em conformidade com legislação federal nenhum trabalhador pode ser submetido a esse tipo de abuso.

Denunciei o horrendo fato a procuradoria federal do trabalho para as providências devidas, ajuizarei a 1ª instância do Fórum Civil, procedimento em desfavor desse sindicato, em primeiro plano impetrarei mandado de segurança com pedido de liminar, em conseguinte ação de danos morais pelo constrangimento que fui submetido. Há um adagio conhecidíssimo no Brasil “Quem não vive para servir não serve para viver”.

Gostaria que as soberanas e absolutas autoridades desse sindicato, informasse a opinião pública do Piauí qual o número de profissionais dessa categoria que estão desempregados, como também, o valor do piso salarial trabalhado arduamente há décadas por essa instituição que se autointitula defensora e protetora dos direitos dos trabalhadores do rádio do Piauí. Quero saber como é possível comunicadores de rádios convencionais inabilitados perante o departamento regional do trabalho ter registro em carteira profissional como locutor, apresentador e animador, como também alguns agraciados por esse sindicato que demonstram visivelmente inabilidade para o exercício da função, por questões éticas me reservo o direito de não declinar dezenas de nomes militando diariamente no rádio do Piauí.

É importante informar que a Lei Federal 10.098 artigos 24º e 26º/2000 determina aos veículos de concessão pública de rádio e televisão, espaço a divulgação de instituições e entidades que trabalham na causa de pessoas com algum tipo de deficiência, inimaginável a estupidez de proibição a profissional com deficiência legalmente habilitado e capacitado a desenvolver sua atividade profissional. A título de informação sou acadêmico de Marketing cursando o 4º período.

Carlos Amorim DRT 2081

Pág. 1

Pág. 2

Pág. 3

Pág. 4

Pág. 5

Pág. 6



Este texto foi publicado em sexta-feira, junho 29th, 2018 às 10:35 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

Deixe um comentário

Seu comentário