Seleção de comadres

Imaginemos se fosse possível após a proclamação do sorteio dos jogos da Caixa Econômica Federal utilizarmos os resultados na certeza que os mesmos números seriam sorteados. Promovo essa metáfora com o objetivo de fazer um comparativo com a prática dos comentaristas profissionais de futebol, a meu ver é uma atividade “verdadeiro mamão com açúcar”, em virtude que os comentários são infalíveis, pois estão apenas dissertando sobre algo já realizado as vistas de milhares de expectadores.

Após o encerramento da copa do mundo, me manifesto pela primeira vez sobre a preferência popular de fanáticos torcedores, incentivados por imensa mídia irresponsável oriunda de todos os veículos de comunicações, quando pelos mais variados motivos, mentem de forma descarada à opinião pública.

Os prognósticos são os mais elásticos, inconcebíveis a aceitação do torcedor coerente, inteligente e consciente, são redes de emissoras massificando resultados como: 5 a 1, 5 a 0, 4 a 2 até mesmo 8 a 1 em revanche contra a Alemanha, deixam claríssimo que a seleção brasileira é a demolidora do futebol mundial, passando por cima de todos com a superioridade de um guindaste suspendendo uma formiga, na realidade esse tipo de matéria não tem sustentação legal, ética e moral em virtude que o futebol está em pé de igualdade em todo planeta terra.

Eu particularmente jamais acreditei na vitória da seleção brasileira, manifestei meu pensamento em vários veículos que participei da programação, tenho objeção ao treinador Tite, embora reconheço ser exímio conhecedor dessa arte esportiva, mas falta-lhe o rigor do Yustrich, treinador do Clube de Regatas Flamengo nos áureos tempos, quando ameaçava seus pupilos mostrando um pedaço de pau como reação pela desobediência tática.

O Telê foi ácido e rigoroso, como também o Cláudio Coutinho, criador do overlapping e da polivalência no futebol, enquanto isso o técnico da seleção derrotado em 2018 deixou claro em suas entrevistas que alguns jogadores foram convocados por gratidão e amizade, por terem decidido alguns jogos das eliminatórias, portanto não poderiam ficar fora do selecionado.

Declinou tambem que sentiu dor no coração ao ter que dispensar alguns jogadores com melhores condições físicas e técnicas, mas foram convocados na fase final dos jogos classificatórios e não conseguiram compor o conceito de um por todos e todos por um, decidiu então apostar na sorte de uma loteria, levando alguns bichados, acreditando na recuperação dos mesmos no decorrer do torneio, pagando muito caro pela prática de treinador paizão.

Existe na história do selecionado brasileiro repetidos fatos de jogadores bichados convocados no sacrifício para enterrar a seleção brasileira. O mais patético de todos foi o popularíssimo galinho de Quintino denominado Zico. Entendo que a copa do mundo por ser um campeonato curto deve ser considerado como uma guerra, apenas e tão somente deveriam ser selecionados os melhores jogadores do momento.

Outra questão grave deve ser corrigida pela alta cúpula do comando do selecionado brasileiro é proibir de uma vez por todas a presença de familiares dos jogadores, dando palpite, fazendo comentários, concedendo entrevistas coletivas como se fossem autoridades do segmento, refiro-me a mãe, pai, irmãos, filhos, avós, namoradas e outros. Em minhas conjecturas imaginei a guerra do Vietnã, cada soldado americano além do armamento bélico ter que carregar a trupe dos familiares a tira colo, tenho convicção que não aceitariam o gentil convite.

É facilmente identificável ao trabalho do Tite, que o mesmo é um fincador de poste, o sistema tático montado é permanentemente fixo com a possibilidade de mudar as peças, mas nunca a posição e modo de jogar, cito o vencido e ultrapassado 4-4-2 ou o falso 4-3-3, o treinador adversário facilmente detecta o sistema tático aplicado e o neutraliza facilmente toda a operacionalidade ofensiva ou defensiva da seleção brasileira, por esse motivo e outros sou contrário a permanência desse gaúcho a frente da seleção ex-canarinho do Júnior capacete e atual comentarista da aldeia global. Acrescento a antipatia doentia do Galvão Bueno, como individuo incompetente e sensacionalista como narraria o saudoso Mário Viana.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sexta-feira, julho 20th, 2018 às 11:00 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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