Rio abaixo, rio a riba é aqui

Quinta-feira (14) estive na TV Assembleia, após concluir alguns contatos enquanto esperava o táxi na portaria da emissora percebi que um carro parou e alguns servidores alertaram que a Cristiane Sekeff estava chegando, para mim não significou absolutamente nada a quela informação, permaneci como estava conversando com uma pessoa também com deficiência visual. A porta de vidro foi empurrada abruptamente, perceptível a violência da ação o meu colega fez saudação a estúpida senhora que ignorou o bom dia que lhe foi dirigido, seguiu seu caminho sem expressar uma única palavra, mentalmente imaginei que a imperadora Cleópatra, de reconhecimento da pré-história mundial havia encarnado aquele intransigente trapo humano.

Para mim não foi surpresa alguma o comportamento mal educado e desrespeitoso daquela viciada em mamar as tetas do erário até sangrar. Quem tiver interesse nesses fatos basta pesquisar essa senhora. Quem a conhece apenas pelo seu lero-lero, papo furado e história de malandro para delegado em programa de rádio, jamais acreditará nesse verídico depoimento prestado por esta vítima.

O senhor Paulo Guimarães proprietário de um pool de empresas concedeu entrevista em uma de suas emissoras FM, contou sua história desde sua permanência em Fortaleza onde estudou, fez uma síntese de sua caminhada rumo ao sucesso de sua vitoriosa e bem-sucedida vida empresarial, ao final da entrevista disse estar surpreso por não ter havido participações dos ouvintes, o entrevistador rapidamente saiu-se com esta pepita de 10k de ouro em pó. Paulo temos muitas participações em nosso WatsApp, o problema é que não tive tempo para verificar o que os ouvintes estão falando. O entrevistado retrucou de forma indignada, não senhor, pode colocar ao menos uma participação, eu gosto é de conversa de mesa de bar advinda do povo. O zeloso censurador obedeceu a determinação do patrão e veiculou a mensagem do WatsApp que não tinha nada de mais, respeitosa, eivada de elogios e reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo Paulo Guimarães. Avaliei sendo aquela exigência nobre valorização e respeito a determinações do artigo 5ª a Carta Magna brasileira.

Em certa ocasião me deparei com a Cinthia Lages entrevistando uma senhora de nome Francisca Josefa, com deficiência visual, que por brutal ignorância contestava a obrigatoriedade aos estabelecimentos do prato e talher adaptados a deficiente visual e outros em bares restaurantes e similares em Teresina, aprovado pela Câmara Municipal. A Cinthia Lages corroborou com o pensamento da entrevistada comentando o que não conhece de forma irresponsável. Senti-me prejudicado e através de ofício administrativo solicitei direito de resposta a direção da emissora, me foi concedido 12 minutos, o mesmo tempo de duração da entrevista anteriormente mencionada, ao adentrar o estúdio guiado por um produtor de programação o Efrem Ribeiro e Cinthia Lages, se quer me dirigiram simples bom dia.

Iniciado a entrevista a Cinthia Lages disse: No ar estou com o Carlos Amorim, que veio falar do seu prato e talher adaptado, retruquei imediatamente, meu objetivo é contestar as infâmias prestadas pela Francisca Josefa nesse programa, A Cinthia Lages me atropelou dizendo: Você não pode falar da entrevistada, você não pode falar da promotora Marlúcia, do contrário está encerrada a entrevista. Percebe-se facilmente a ousadia, petulância, arrogância e desobediência a determinação do chefe hierárquico avacalhada por quela senhora.

Recentemente o âncora de um programa de rádio tecia comentários referente a 14 cães criados pela deputada estadual Teresa Brito, na ocasião teceu um leque de elogios a parlamentar em prol do atendimento, proteção e garantias de direitos de todos os animais, gatos, cachorros, cavalos, burros, jumentos do Piauí enquanto vereadora de Teresina. Liguei para a produção perguntado se aquele entusiasmado radialista tinha dados de pesquisas de animais abandonados, qual o processo de castração, aplicação de vacinas e finalizei sobre ações promovidas em benefícios da APIPA pela nobre deputada, aguardo a veiculação até a presente data.

Há 15 dias ao ouvir a rádio Timbira do Maranhão o apresentador se manifestou para justificar o processo de censura informando aos ouvintes que fossem breves ou brevíssimos em suas manifestações ao WatsApp e outros mecanismos, pois não disporia de tempo para triagem dos conteúdos a serem levados ao ar.

É praxe absoluta maioria das emissoras de rádio que abrem seus telefones por um minuto a expressão popular, asseverarem que só em sua emissora é possível tal ação, pois dão essa oportunidade, lamentavelmente esse tipo de afirmativa decorre de brutal ignorância as garantias legalmente constituídas ao direito de livre manifestação das ideias e liberdade de pensamento e expressão, e para culminar com explicita censura e dificultar a manifestação popular os telefones antes disponíveis são desativados ou reduzidos. Imagino que a mídia institucional paga aos veículos, interfere de forma vil na grade da programação das emissoras, nas pautas jornalísticas, nas redações, nas produções e culminando nas proibições às participações populares que muitas das vezes a indignação dos famintos fere mortalmente os interesses dos dominadores do gado novo gado velho e gado doente.

O processo de exceção que vivemos na atualidade supera ao implantado pelo ministério da censura atuante nos anos de chumbo que viveu o Brasil, sendo o mais cruel, criminoso e desumano o protagonizado pelo eminente general Emílio Garrastazu Médici. Seria salutar que detentores de concessões públicas de rádio e televisão, classe patronal, cuspidores de microfones, jabazeiros, mercenários, mercantilistas que formam a imprensa piauiense pesquisassem essas minhas inquietações e buscarem corrigirem-se as maledicências e desserviços pregados a comunicação prestada a esse povo ingênuo, infantil, ignorante, desinformado e ludibriado.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sábado, fevereiro 16th, 2019 às 10:52 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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