Relincho em preto e branco

Recentemente ouvi um programa de rádio quando o âncora anunciou que seu telefone era sem censura, um certo jornalista de atuações insignificantes no cenário da comunicação do Piauí, participou daquele programa matutino e fez uma desastrosa afirmação caluniosa, falou que havia em Teresina um grupo de advogados que formavam uma quadrilha para roubar o seguro DPVAT, pessoas que caiam de jumento no interior, ou seja se acidentavam, pediam emprestado a placa de uma moto  a um parente, amigo ou aderente e formalizavam pedidos de  indenização do seguro acima mencionado com documentação fraudulenta, toda ela forjada por advogados especialistas nesse tipo de golpe.

Ouvi toda aquela estúpida informação com muita reserva, pois tenho a convicção que se houver uma representação contra este moço para provar o gravíssimo conteúdo de sua matéria que teve ousadia e petulância de tê-la levado a opinião pública não terá como provar, seu termo probante será fálido, neste caso indubitavelmente cairá em desgraça. O que me causa estranheza é que esse rapazinho oriundo da televisão da ecologia hoje atualmente pendurado em uma TV pública não tem o despautério de se pronunciar em casos rumorosos como esses e outros que costumeiramente dá seus pitacos, em seu local de trabalho é um verdadeiro túmulo.

Em todas as atividades da vida humana existem os profissionais inatingíveis, ótimos, bons, regulares, médios, pequenos e ruins, no campo da advocacia jamais poderia ser diferente, mas para sermos tácitos na avaliação do episódio temos a obrigação de manter presente a realidade como pauta principal do nosso trabalho, a categoria de advogados militantes do Piauí é em sua absoluta maioria formada por profissionais dignos, íntegros, responsáveis, cumpridores de seus deveres, pais e mães de famílias que no seu dia a dia de luta honram com galhardia o juramento que fizeram no ato de solenidade que receberam seus diplomas, culminando com a conquista do exame de ordem que lhes garantem desenvolver suas atividades como profissionais do direito.

A OAB-PI tem obrigatoriedade de apurar todos os fatos aqui declinados e como punição o mínimo que poderá sofrer esse elemento é a condenação a retratação no mesmo veículo onde cometeu esse terrível desatino, quando submeteu a centenas de honrados profissionais a inomináveis constrangimentos públicos. Nos dias atuais não é mais concebível que alguém se esconda por trás de um telefone de uma emissora de rádio para destilar seu veneno, sua incompetência e suas frustrações a atingirem cidadãos e cidadãs, autoridades legalmente constituídas de um estado democrático de direito brasileiro. Uma emissora de rádio é uma concessão pública, portanto é co-autora e responsável pelo delito cometido susceptível a responder cível e criminalmente pelo conteúdo de matérias veiculado na grade de sua programação.

Quero nesse dia 12 de abril de 2011 abraçar carinhosamente a cada um dos jornalistas que militam na comunicação do Piauí, meus votos de parabéns, êxito em seus empreendimentos, muito sucesso e a grata recompensa do retorno laboral, o rico dinheirinho no bolso de cada um para garantir a sobresistencia e a permanência de um jornalismo honesto, autentico e sério que dignifique o telespectador, rádiouvinte e leitor, refiro-me aqui apenas e exclusivamente aos bons e probos dessa categoria, os que ainda não os são, procurem sê-los para que no próximo ano  esteja contemplado por este site, pois nunca é tarde para se redimir de erros e ser feliz..

Atenção: Leia matéria Apoiadores.



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Este texto foi publicado em terça-feira, abril 12th, 2011 às 12:46 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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