REDEVIDA de televisão ludibria telespectador brasileiro

O programa tribuna independente levado ao ar em 23 de março de 2010 por este veículo quando foi entrevistado o deputado federal Dagoberto Nogueira do Mato Grosso do Sul líder do PDT na câmara federal.
O apresentador ao iniciar o programa disponibilizou endereço eletrônico e número de telefone para que os telespectadores fizessem suas indagações, interrogações e perguntas a autoridade ali presente. Imediatamente antes mesmo que o parlamentar se pronunciasse lancei mão ao meu celular que tem o nº (86) 8815 1907 e fiz a ligação para o número informado pelo âncora que é 017 3355 8432 fui imediatamente atendido, minha ligação foi repassada a uma segunda atendente que me pareceu a primeira vista uma pessoa inábil para oferecer aquele tipo de serviço, demonstrando frágil discernimento.
Dialogamos uma média de 5 minutos para que chegássemos a um denominador comum, isto é ao entendimento, apresentei a seguinte proposta: Sou Carlos Amorim de Teresina no PI, filiado ao PDT local há 10 anos, pergunto ao líder do PDT na câmara Federal como ele vê ou entende a prestação de contas do ministro do trabalho Carlos Lupi através da mídia nacional sempre enfatizando a sigla PDT. O mesmo acontece no Piauí quando o secretário estadual das cidades, deputado Flávio Nogueira e presidente do referido partido faz suas prestações de contas através da mídia e enfatiza a sigla PDT, isso não se configuraria propaganda eleitoral extemporânea? Na minha concepção há uma efetiva massificação do nome e da imagem dessas autoridades.
Após encerrar a minha ligação voltei minha atenção para o desenrolar do programa acima citado e comecei a me angustiar com os insistentes apelos do apresentador para que as pessoas ligassem e fizessem suas perguntas. Durante todo o programa apenas uma pergunta foi ao ar, um telespectador perguntou o que significa PDT. A resposta foi oferecida com riqueza de detalhes da época do estado novo do governo Vargas até o retorno do exílio de Leonel Brizola.
O Brasil inteiro assistiu perplexo a uma série de questões altamente polemica como foi o caso da proposta da matança de jacarés e de onças do Mato Grosso, a equiparação dos percentuais de reajustes de aposentados para quem ganha acima do salário mínimo que inclusive o nobre líder parlamentar acha simples e normal um aposentado que contribuiu para a previdência durante toda sua vida de trabalho com dez salários mínimos e hoje ele está reduzido a perceber dois salários.
Percebeu-se com facilidade que pela gravidade das propostas o Brasil não assistiu passivamente e aplaudindo aquela discussão desenvolvida naquele estúdio.
Milhares de ligações foram feitas com as mais variadas inquietações, indignações, repúdio e talvez muita vergonha. Todas essas pessoas como eu foram jogadas na vala comum, fomos desrespeitados e ignorados, fica explícito que há uma filtragem, uma triagem acintosa daquilo que pode ou não ser levado ao conhecimento da opinião pública.
Eu não reconheço imprensa séria sem liberdade de expressão, sem direito ao contraditório, sem direito a crítica e contestações, fragiliza-se a uma intensidade imensa o nosso processo democrático brasileiro. Não se pode admitir imprensa amordaçada, omissa, subserviente, mercenária e venal.
Externo aqui minha indignação pelo constrangimento que fui submetido por este programa que imaginava ser sério.

Obs: Disponibilizo a quebra de meu sigilo telefônico onde será confirmada a autenticidade da minha ligação.
Roxo de vergonha finalizo.

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