Quem bate esquece, quem apanha lembra

Em 2009 o deficiente visual de prenome Haroldo, membro associativo da Associação dos Cegos do Piauí/Acep, por um milagre da graça de Deus não teve sua visa ceifada, atropelado por um automóvel que desrespeitou o sinal sonoro com o semáforo vermelho em desfavor do veículo na faixa de pedestre localizada na Av. Barão de Gurgueia entre as ruas Beneditinos e Pedro II.

Denunciei esse fato ao Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência que tem como coordenadora a promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida do MP/PI, Junto a solicitação agreguei a necessidade de haver uma câmera para registrar e punir a criminosa desobediência dos recalcitrantes condutores de auto, a promotora marcou audiência com a Strans para uma composição, na data aprazada presentes o autor da denúncia, o então superintendente da Strans Ricardo Freitas, o diretor de sobrenome Lopes, o engenheiro Douglas e um advogado, após longo debate quando todos atropelavam todos que parecia mais oferta de xepa em final de feira ou casa de pobre que falta pão, quando todos brigam e ninguém tem razão, foi esse tipo de debate ocorrido na audiência.

O Ricardo Freitas determinou a promotora Marlúcia que realizasse pesquisa em todos os hospitais que tivesse atendimento de pronto socorro para identificar quantos cegos haviam morrido atropelado em sinalizações semafóricas em Teresina, com esse documento em mãos avaliaria a possibilidade de instalar câmeras para penalizar motoristas invasores, acrescentou em seu criminoso depoimento que uma câmera dessas custa caríssimo. Na ocasião o interpelei perguntando qual seria o valor de uma vida na sua imaginação, por incrível que pareça a promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida encerrou a audiência agendando a próxima para apresentar a documentação exigida.

Na segunda audiência contestei de forma veemente a submissão da promotora, ao se postar ajoelhada perante tamanho abuso promovido pela Strans e acatado pela coordenadora do Centro de Apoio. No decorrer do meu depoimento que foi digitado pela própria Marlúcia, essa por várias vezes tangenciou a originalidade de autenticidade de minhas manifestações, fato que gerou uma animosidade entre eu e a Marlúcia, quando em certa ocasião ela declarou em alto e bom tom que não iria mais escrever o que eu queria, faria o que achasse certo, o que é o correto, o diálogo amistoso e gentil foi possível ser ouvido do estacionamento.

Ao finalizar o procedimento imprimiu o termo de audiência e em tom grosseiro e estúpido determinou que eu assinasse, rechacei a imposição da promotora dizendo: Gostaria que a senhora lê-se todo o texto para eu decidir se assino ou não. A promotora Marlúcia possessa, indignada e descontrolada levantou-se de sua poltrona e desferiu violento murro na mesa ao tempo em que gritava: “Não sou obrigada a ler nada para você”.

Insisti argumentando que seria sua responsabilidade ler o que estava escrito para mim. A Promotora endiabrada gritou em alto brado: “Ponha-se daqui para fora, não lhe atendo mais em hipótese nenhuma”. Reagi dizendo que a denunciaria, ato contestado por ela com o agravante: “Você pode ir até ao Papa, não trabalho coagida para ninguém”.Gritou de forma desesperada a sua secretária que estava em uma sala ao lado, a servidora imediatamente atendeu recebendo a seguinte ordem: “Pega esse documento e leva esse moço para lá e indica o local onde deve assinar”.

Ordem dada, ordem cumprida, tenho convicção que o pessoal da Strans lembra perfeitamente esse deprimente fato. Recordo-me que o Ricardo Freitas estava descontraidamente com uma folha de papel A4 em forma de cilindro rodando em sua mão, com o impacto do soco que a Marlúcia deu na mesa, ele se assustou e deixou o papel cair no chão em cima do meu sapato no pé esquerdo. Como prova de poder e de uma superautoridade que imagina ser, arquivou definitivamente esse procedimento.

Enquanto exercia meu 2º mandato como diretor da Associação dos Cegos do Piauí/Acep, solicitei a semaforização sonora em toda a extensão da Avenida Frei Serafim, como determina a Lei federal 10.098, artigo 9º/2000 e ABNT 9.050, a promotora Marlúcia em brutal e vergonhosa desobediência a legislação deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros na Avenida com o esdrúxulo argumento que não empurraria o ceguinho para debaixo dos carros, havendo também a determinação da Strans que a instalação desse equipamento de segurança a pessoa com deficiência visual desarticularia a sinalização semafórica em toda a extensão da avenida, ato aplaudido e acatado pela promotora que na minha avaliação desconhece a legislação de garantias de direitos a pessoa com deficiência, principalmente o disposto no desenho universal tão aclamado por ela.

Por ocasião de uma partida de futebol no estádio Albertão, que decidia o campeonato nacional da categoria D, essa senhora deu parecer proibitivo a realização do evento esportivo pela ausência da edificação de um pedaço de rampa, a famigerada atitude causaria imensos prejuízos ao estado do Piauí, aos desportistas, a imprensa falada, escrita e televisada apostos para a transmissão do clássico, como também 40 mil ingressos vendidos, graças a Deus o juiz de direito togado, digno, responsável, integro e comprometido com seu mister derrubou o maledicente parecer.

Em 1976 o então prefeito de Teresina Sílvio Medes, sancionou lei aprovada na Câmara Municipal de Teresina a obrigatoriedade de cardápio em Braille em bares, restaurantes e similares em vigência até a presente data, como perguntar não é crime gostaria que a promotora Marlúcia informasse a respeitabilidade ao cumprimento dessa lei pelas empresas afins.

Inovação tecnológica de minha autoria denominado de “Prato e talher adaptado a deficiente visual” patenteado por mim, sendo esta a primeira e única patente que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial/INPI deferiu ao estado do Piauí em todos os tempos, recebendo por parte da Assembleia Legislativa e Câmara Municipal de Tersina voto de louvor, aprovado por unanimidade pela magnitude importância desse design funcional conhecido e reconhecido em todo o Brasil, por 3 anos consecutivos exibido na Feira Internacional da Reatech e Federação das Industrias de São Paulo representando o estado do Piauí que gerou matérias jornalísticas escritas e televisivas.

A vereadora Cida Santiago, apresentou projeto de lei que foi aprovado em seções plenárias e em todas as comissões temáticas a obrigatoriedade de prato e talher adaptado a deficiente visual em bares, restaurantes e similares em Teresina, a promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, sem se quer conhecer a redação do projeto, apresentou contestação através de parecer determinando ao prefeito Firmino Filho a revogação da lei, arguindo o desenho universal que em sua concepção é pau para toda obra negativo.

Vejamos: A obrigatoriedade que tratava a lei, seria apenas e tão somente aos estabelecimentos comerciais, o cliente ficaria livre para decidir se queria o seu filé a parmegiana no prato adaptado ou em um pinico usando uma colher de pau do tempo da minha vó, a outra questão, que é uma inquietação minha: Qual a diferença entre a obrigatoriedade do cardápio em Braile e o prato adaptado no conceito da promotora Marlúcia?

Os hotéis e restaurantes de Teresina tem obrigatoriamente em suas dependências banheiros adaptados, pergunto a genial promotora Marlúcia, se eu não quiser usá-lo, estaria alijado, impedido ou proibido de usar o tradicional ou seria obrigado a fazer minha micção na recepção? Uma pergunta que não quer calar, no início dessa redação mencionei o fato que a promotora asseverou que não me atenderia em hipótese alguma, gostaria de saber se há algum documento formalizado a seus superiores se abstendo de me prestar o serviço pela qual é remunerada? Sendo positiva a resposta o parecer com o objetivo de atrapalhar, dificultar e prejudicar enviado ao Firmino, trata-se simplesmente de intromissão indevida e perseguição pessoal, ato susceptível a penalidades disciplinares.

Semana passada fui surpreendido em minha residência com intimação do 12º DP para depor em um TCO penal promovido por denúncia da promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida me acusando de injúria, calunia e difamação, tipifico essa autoria como denunciação caluniosa e criminosa, pois ao longo dos anos a promotora vem desobedecendo vastíssima legislação das 3 esferas de governo de garantias às pessoas com algum tipo de deficiência.

Como vítima dessa senhora, tenho obrigação de denunciá-la no exercício de minha atividade profissional, o que farei com insistência, rigor e severidade até que a máquina Maria Fumaça volte para os trilhos e desenvolva sua atividade de comando com regularidade e serenidade. Lamentavelmente a regulamentação da lei do abuso de autoridade só será sancionada pelo presidente da república Jair Messias Bolsonaro, semana que vem.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em segunda-feira, agosto 19th, 2019 às 9:42 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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