Quando alguém agonizar quero testemunhar

O presidente da Associação dos Cadeirantes de Teresina em reunião com a cúpula administrativa da Strans sofreu terrível constrangimento público, quando solicitou que lhe fosse informado o local do banheiro para uma micção, um gênio da cocada preta, sabe-se lá sua qualificação profissional e escolaridade saiu-se com o seguinte crime verbal: “Vê se dá um jeito para te segurar, pois este prédio é novo e não existe banheiro adaptado, teremos que te levar para a sede antiga que fica do outro lado da Avenida Pedro Freitas”. O resultado dessa ignomínia, o cadeirante autoridade máxima da sua classe, mijou em sua roupa perante todos que se faziam presentes no recinto.

Gostaria de perguntar aos canalhas de Teresina que são remunerados magnificamente, exclusivamente para mentir, elogiando uma tal política de acessibilidade existente nessa província. Qualquer boteco para vender cachaça só consegue o alvará de funcionamento após a fiscalização da prefeitura, Ministério Público, bombeiros, para verificar que as adaptações acessíveis a pessoa com algum tipo de deficiência foram realizadas, principalmente banheiro equipado com rampa, barras, piso tátil, pia com torneira e saboneteira adequada.

Pela milésima vez denuncio a omissão, negligencia, descompromisso, irresponsabilidade e desonra com que a promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, procede a frente da Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Piauí, lamentavelmente o trabalho desenvolvido por essa senhora tem como objetivo, prejudicar, dificultar e atrapalhar o processo de inclusão da pessoa com deficiência em todos os segmentos sociais e profissionais, sua prioridade é administrar do conforto do seu gabinete os visíveis desrespeitos a vastíssima legislação, cito: Convenção de Genebra na Suíça, convenção de Nova York nos Estados Unidos, convenção de Salamanca na Espanha, Lei 7.853/1989; 10.048 e 10.098/2000; 6.653/2015; 13.146/2015 e decretos 3.298/1999; 5.296/2004, todo esse arcabouço contrastante com a permanência dos carros estacionados nas calçadas, aclives e declives em todas as artérias da via pública, buracos, crateras, calçamento cabeça de jacaré, esgoto a céu aberto, fossas estouradas, placas, painéis e toldos absolutamente fora do padrão da ABNT formando intransponíveis barreiras visíveis aos olhares até mesmo de cegos.

O transporte público não merece seque constar nessa degradante relação de desmando aqui divulgada em decorrência da parcimônia entre o MP/PI e poder executivo municipal. A acessibilidade existente no transporte coletivo urbano de Teresina é idêntica a pé de cobra, absolutamente invisível, ou seja, inexistente. Em 2009 a promotora de justiça do MP/PI Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros ao longo da Avenida Frei Serafim, em brutal e vergonhoso desrespeito as Leis: 10.098 art. 9º/2000; 6.651 art. 81º, parágrafo único /2015 e ABNT 9.050.

Por incrível que pareça esse ato criminoso perdura há 10 anos blindado pela indecorosa impunidade ou ausência de autoridade. Pelo que demonstro nesse breve relato, estamos em um mato sem cachorro, mergulhado em caudaloso rio de água doce eivado de piranhas ferozes, onde o jacaré que tem o couro grosso nada de costas para permanecer incólume, gozando o mesmo conforto da mais premiada promotora do Brasil, pela sua tutela ao coitadinho do ceguinho com a cuia na mão do estado mais miserável do Brasil, “Piauí velho de guerra”.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sábado, agosto 3rd, 2019 às 9:40 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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