Pit bull: vítima ou vilão?

Preconceito, fama de mau, falta de informação e opinião equivocada, infelizmente muitas das vezes tem o poder de decidir sobre a vida e morte de uma espécie. Apesar de o nome completo da raça ser American Pit Bull Terrier, ele é mais conhecido aqui no Brasil simplesmente por “pit bull”. Muitos não sabem, mas o pit bull é um animal amável e apto a diversas funções importantes, como ser um cão policial, terapeuta, de busca, ou de exploração agrícola, mesmo assim, a publicidade negativa levou muitas cidades a condená-los como um problema comunitário.

Como ativista, esteticista canina e felina já obtive contato com cães de todas as raças e posso dizer que são os mais amáveis durante o manuseio e ótimos em toda estética do banho.

Em um bate papo com o especialista comportamental animal Ricardo Leon, foi concluído que é importante esclarecer especialmente para donos de cães grandes e/ou fortes independente de ser Pit Bull que só amor e carinho não bastam. É preciso educar corretamente, recompensando os comportamentos corretos e mostrando que há limites. Socializa-los é extremamente importante e muitas vezes é necessário reprimir adequadamente comportamentos agressivos que possam surgir como em qualquer raça.

Um dos maiores exemplos do jeito dócil da raça de cachorro Pitbull está nos Estados Unidos! O gigante Hulk, de 80 kg, ficou famoso por seu tamanho e por cuidar dos meninos Jordan e Jackson — este último, de apenas 3 meses.

Através de pesquisa descobri, que Rachel Casey, (da Universidade de Bristol) afirma que relacionar a agressividade a determinadas raças não tem qualquer rigor científico. Um artigo publicado na edição americana do Huffinton Post vai mais além. Nele encontrei o resultado de uma investigação da “American society of temperant”. No seu infográfico pude ver que o Pitbull é a segunda raça mais tolerante, apenas atrás do Labrador Retriever.

Mas, infelizmente o número de Pit Bull que foram vítimas de discriminação por causa de sua raça cresceu, em alguns casos seus donos são impedidos de acesso a estabelecimentos, recusa de atendimento estético, são algumas das situações. Precisamos ter coerência pois o preconceito e suas consequências podem representar um destino cruel a esses pobres animais.

Engana-se quem pensa que a discriminação racial acontece apenas com seres humanos. Os animais também sofrem preconceitos. Segundo pesquisa, estima-se que 1 milhão de Pit Bulls sejam eutanasiados por ano nos Estados Unidos. São 2.800 cães Pits eutanasiados por dia. Apenas 1 em 600 serão adotados. Cerca de 75% dos abrigos praticam a eutanásia em Pits assim que eles chegam, sem mesmo receberem a chance de serem adotados.

No Estado do Rio de Janeiro eles sofrem preconceito e há gente querendo vê-los longe do Brasil. Eles são num total de 10 000 entre os 20 milhões de cães do país. “Deve haver umas cinqüenta mordidas de pit bulls por ano”. Em uma entrevista estimou Francisco Araújo, gerente do Controle e Vigilância de Fatores Biológicos da Fundação Nacional da Saúde. É muito pouco se considerarmos que há mais de 400 000 acidentes anuais desse tipo. Mesmo assim, os pit bulls aterrorizam a sociedade.

Infelizmente essa percepção foi criada pelas rinhas ilegais, a falta de informação e o pânico causado pelas ações de uma minoria de cães mantidos e criados por pessoas criminosas negligentes têm provocado o preconceito contra a raça ao redor do mundo. O tratamento negativo dado aos Pit Bulls é infeliz e injusto. Além do mais, pit bulls bem-educados não saem mordendo.

Pit Bulls podem viver harmoniosamente se for dada a chance. A história da raça demonstra que, com o treinamento adequado, o American Pit Bull Terrier pode ser leal e valorizado pela família. O comportamento de qualquer raça de cães é um reflexo dos cuidados que os donos lhes dão, por isso o que muitas vezes acontece com esta raça de cachorro é uma falta ou um adestramento deficiente. São os donos os principais responsáveis pelos ataques dos seus pets. A causa principal de um animal se tornar agressivo é a má ou inexistente educação proporcionada ao animal, afirma o especialista Ricardo Leon.

Nós do Projeto Uivos e Miados, acreditamos que como qualquer raça esses animais podem ser tão graciosos, brincalhões e afetuosos quanto a menor raça de todas. Eduque, respeite e Ame. Pit bull — “abreviação” de American Pit Bull Terrier —Não existem registros oficiais sobre a origem do Pit bull. Entretanto, muitas pessoas acreditam que sua origem se deu no Reino Unido, onde foi criado especialmente para lutar. Estudiosos americanos afirmam que os primeiros exemplares da raça no país são versões do Staffordshire Bull Terrier.

Conscientização
Acusar cães que pertencem ao um grupo de determinada raça de maneira leviana e analisar casos de ataques que envolvem Pits sem conhecimento total da situação ou de comportamento canino, é condená-los à morte.

Monica Silva
(Projeto Uivos e Miados)

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