Papo furado na mídia

A dilapidação de patrimônios edificados com o erário público são práticas rotineiras nas instituições descompromissadas e mal administradas por seus representantes legais.

A Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP cultua ao longo de sua existência essa prática nefasta. Ao término do mandato de uma diretoria promovem verdadeiros desatinos, objetivando prejudicar e descaracterizar o trabalho desenvolvido pelo seu antecessor. Por exemplo, o professor Aloizio Gonzaga de Carvalho Filho que desenvolveu como diretor atividade de 1º secretário da instituição no exercício legal de suas atividades com recursos financeiros da instituição construiu uma sala dotada de toda estrutura para desenvolver a contento suas atividades, esse ato causou inquietações, angustias e descontentamentos ao então presidente Francisco das Chagas Costa, que ao término de seu mandato como último ato de vandalismo destruiu a golpes de picareta, machado e marreta esse setor de grande relevância para o desempenho do serviço prestado aos beneficiários no espaço criado pelo ex-diretor acima mencionado.

O que é terrivelmente inaceitável é a conivência e omissão generalizada do impostor que se autointitula de presidente Janilton Marques Bastos, que não levantou se quer uma pena para punir seu antecessor pelo desastre que causou imensos prejuízos a entidade, apesar de não ter amparo legal para sua indevida atuação estelionataria como representante legal da entidade que está sub júdice com base no processo 213063/2011tramitando na 8ª vara cível, como também esse presidente não foi empossado como determina o edital eleitoral e o estatuto da Acep.

É importante que as autoridades e sociedade mantenedora desse antro denominado ACEP tome conhecimento desses desmandos e descompromissos causadores de imensos prejuízos ao erário público, como também apoios financeiros e donativos que são colocados a disposição dessa entidade sem haver adequada prestação de contas. Recentemente solicitei através de ofício cópia de ata da prestação de contas que foi apresentada a assembleia geral em 8 de janeiro de 2012, recebi como resposta do presidente de mentira Janilton Marques, através do senhor de pré nome Celestino, que qualquer solicitação só seria atendida através de pedido judicial. Com base nessa atitude indecorosa percebe-se facilmente a roubalheira ocultada nessas propostas indecentes irresponsáveis, injustas e desonestas desse filhote do processo ditatorial que foi comandado pelos generais de cavalaria do Brasil.

Acredito que é chegada a hora de uma intervenção do estado nessa instituição por não resistir meia hora de uma auditagem por parte do tribunal de contas do Piauí e demais segmentos. Tenho acompanhado a performance apresentada a mídia de pseudos líderes da Acep que portam-se indubitavelmente como delinquentes, suas posturas  são deprimentes, pífias inexpressivas e mentirosas, tentam de todas as formas explicar o inexplicável, absolutamente insanos e enlouquecidos com o objetivo de ludibriar, enganar e convencer a opinião pública dos seus atos fortemente criticados.

Lamento profundamente que o paternalismo promovido por tutores como garantias à continuidade da cultura do  “ceguinho com a cuia na mão” promova e patrocine eventos geradores de satisfações individuais a meia dúzias de subservientes que manifestam-se  com objetivos exclusivamente pessoais em detrimento do interesse, proteção e amparo de centenas de cegos absolutamente esquecidos, isolados, abandonados, famintos e excluídos, quando sabe-se a boca pequena o montante do recurso financeiro envolvido, nesses esquemas que aufere vultosos lucros aos seus protagonistas que se locupletam com a miséria desse contingente de ignorantes com deficiencia visual do Piauí.

A Acep deveria ter o discernimento, entendimento e o adequado conhecimento para saber que é importantíssimo conquistar admiração, respeito, credibilidade e confiança da sociedade, para que reconheça em uma pessoa com deficiência visual um cidadão produtivo, digno e competente, mas para que isso saia da teoria a prática é premente a necessidade do diálogo correto, honesto e sincero com os ditos normais que convivemos em nossas atividades da vida diária nas ruas, praças, avenidas e dependências institucionais e privadas. Ao insistirmos de falar de nós para nós em nossos casulos, obviamente a tendência é crescermos para baixo como rabo de cavalo.

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Este texto foi publicado em segunda-feira, março 26th, 2012 às 8:32 am na(s) categoria(s) Crítica. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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