Oportunista vacila, cai do cavalo e arrasta juíza

Há 15 dias tomei conhecimento da eleição para renovação da diretoria da Associação dos Cegos do Piauí/ACEP previsto para o dia 3 de dezembro do corrente ano, duas chapas concorrem ao pleito.

Me causou espécie o fato que a entidade eta sub judice por determinação da justiça, decisão emitida pela titular da 5ª Vara Civil. Como sou burro demais imaginei que a tal eleição só poderia ser possível após o julgamento de mérito, quando seria revogada a intervenção existente para que o exercício de cidadania a garantia ao voto dos associados fosse estabelecido.

Para minha perplexidade sábado (18) o programa “De olho na cidade”, ancorado pelo radialista Paulílio Daniel, veiculado pela rádio Pioneira de Teresina, promoveu debate entre os dois candidatos pleiteantes a presidência da Acep, fiz intervenção por telefone declinando brutal irresponsabilidade, descompromisso e vergonhosa desobediência aos ditames do estatuto da entidade, tais estroinices promovida por uma descuidada operadora do direito identificada por Ana Lúcia, que no mínimo deve estar a serviço de alguém, ao elaborar edital eleitoral determinando que a posse do eleito seja realizado imediatamente após o resultado proclamado.

Neste propósito existe gritante agravante, em virtude que o eleito tomará posse em desacordo com normas estatutárias que define o mandato em um triênio, no caso em baila o mesmo se estendera em 3 anos e 2 meses. Qualquer simples idiota percebe facilmente tratar-se de uma manobra nociva a instituição, pois extingue criminosamente o processo de prazo de transição entre ou seja, o interventor e a nova diretoria eleita para que haja as devidas prestações de contas, transferências de autógrafos de contas bancárias que recebem convênios das três esferas de governo, o mesmo ato ocorrerá em cartórios, fornecedores, elaborações de contratos junto a diversos empresários, prestadores de serviços e de créditos a instituição.

Existe alteração de autógrafo em banco estatal que o trâmite demanda média de dois meses, portanto esse tresloucado ato dessa advogada demonstra simplesmente ignorância ao desconhecer a legislação da instituição impondo seu totalitarismo selvagem aos nossos companheiros que atemorizados, coagidos, humilhados e amedrontados absorvem tamanha falta de respeito. Essa advogada e useira e vezeira em manipular a seu bel prazer regras e normas de eleições passadas, inclusive ludibriando e enganando a justiça.

Lembro-me nitidamente de uma liminar expedida pelo meritíssimo juiz de prenome Sebastião, que determinou a suspensão de uma eleição da Acep em virtude de haver estúpida afronta ao edital eleitoral, quando os números dos candidatos foram escolhidos ao bel prazer da comissão eleitoral favorecendo um concorrente conivente com as patifarias da nefasta comissão.

Recordo que recebi a liminar às 13h55 de uma sexta-feira no cartório da 3ª Vara, suspendendo a eleição que seria realizada domingo dois dias depois, na ocasião fui informado que não havia viatura do tribunal para intimação devido o avançado da hora, cujo expediente encerraria às 14h, seria feito na segunda-feira, dia útil sem prejuízo ao mérito determinado pelo juiz.

Por um acaso a oficial de justiça escalada senhora de sobrenome Castelo Branco foi ao cartório entregar algumas intimações efetuadas, quando tomou conhecimento da nova missão, de pronto descartou qualquer possibilidade de efetuar o trabalho, pois seu compromisso naquele dia estava encerrado, elencou algumas situações adversas ao prosseguimento correto, digno e honesto.

Ao perceber minha reação contrária ao seu questionamento abriu uma exceção: “Se o senhor disponibilizar o transporte farei essa gentileza”, fui com a mesma ao ponto de táxi da Praça João Luis Ferreira, tomamos um veículo de um amigo meu de prenome Fausto, ocupei o acento ao lado do motorista, ela acomodou-se na parte traseira.

O que me chamou atenção é que durante o percurso a oficial de justiça fez várias ligações tentando localizar o presidente da comissão eleitoral, fomos a quatro locais, quando conseguiu o endereço residencial correto, fomos até o morro do Uruguai, lá fui recebido a gritos, insultos e agressões verbais, pela intervenção enérgica da oficial percebi que havia profundo laço de amizade entre ambos, fato constatado ao convencê-lo a se controlar evitando escândalo publico.

Ficou nítido que o tal favorzinho argumentado pela oficial de justiça no cartório deu-se em virtude da identificação da parte acusada como sendo pessoa da sua amizade e convívio diário. Por essa brincanagem desembolsei R$ 65,00, há 7 anos.

O contrário de todo meu procedimento correto, digno, honesto e cívico neste fato foi realizado absolutamente ao oposto por essa tal Ana Lúcia, que ajuizou ação no plantão judicial de sábado, argumentando ao plantonista que o coitadinho do ceguinho jamais poderia ficar frustrado com a suspensão da eleição, os pobrezinhos que vieram de outros municípios estão acomodados em péssimas condições hospedados em casebres de outros cegos, seria importante a sensibilidade do meritíssimo para evitar percalços e humilhações a estes eleitores prejudicados por pedido de um concorrente contrariado e previamente derrotado.

Verifiquei que essa pobre coitada apelou e incentivou a cultura do coitadinho do ceguinho com a cuia na mão. Me interrogo até a presente data qual o convencimento que o juiz plantonista teve para revogar uma liminar que tinha o objetivo de restabelecer o ordenamento jurídico efetuado em urna eletrônica no processo parametrizado em parceria com o TRE/PI.

Infelizmente não posso declinar o que penso relativo aos trejeitos que possivelmente foram usados pela maledicente operadora do direito perante o fragilizado meritíssimo, sei lá quais procedimentos usados na ação injusta, irresponsável, incoerente, insustentável, improcedente e excludente, mas pode ter certeza, daria a minha vida para saber o valor da prova real.

Dois agravantes ilustram essa pauta, até a presente data aguardo a intimação da revogação da liminar mencionada acima, da mesma forma meu advogado. A situação mais acentuada e de cunho gravíssimo é que a Ana Lúcia, nos microfones da rádio pioneira de Teresina declinou em alto e bom tom que está cumprindo ordens da meritíssima titular da 5ª Vara Cível, com base em documentos em suas mãos, por ser uma eleição atípica o estatuto da Associação dos Cegos do Piauí/ACEP deixa de exercer suas atribuições legais em virtude de intervenção na instituição determinada pelo juízo acima mencionado.

Repito o que declinei aos microfones da rádio pioneira de Teresina, ter convicção que essa advogada mente peremptoriamente, tentando enxovalhar a honorabilidade da meritíssima envolvida, no afã de justificar o injustificável, ou seja, de salvar sua pele de jacaré pintada de preto e marrom.

Somente os hipócritas e demagogos confundem a etimologia da palavra polemizar com crime de desobediência às leis.

Carlos Amorim DRT 2081/PI



Este texto foi publicado em segunda-feira, novembro 20th, 2017 às 10:04 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

Deixe um comentário

Seu comentário