O governo do Piauí não merece confiança

Por intermédio da Ordem dos Advogados do Brasil secção PI, tomei conhecimento que seria realizado em uma das dependências do shopping Teresina, em 16 de novembro de 2016 evento referente a inovações tecnológicas, criatividade e outras séries de discussões relativo ao segmento industrial e comercial. Acorreram ao local, convidados oriundos das diversas classes sociais procedentes de outras unidades federativas do Brasil.

Na ocasião estávamos interligados simultaneamente a 157 países de todos os continentes do planeta. Me pronunciei por 10 minutos explanando a patente de minha propriedade MU00241-9, sendo esta a primeira que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial /INPI defere ao estado do Piauí em todos os tempos, quando nosso índice populacional é de três milhões e duzentos mil habitantes, dados preocupantes e desmoralizantes para o governo, demonstração nítida de descompromisso do poder executivo em investir na criatividade do povo piauiense.

Conclui minha manifestação expondo alguns dados de orçamentos de fábricas e empresas no sul e sudeste, disponibilizando a fabricar o prato e talher adaptado a deficiente visual em larga escala para o Brasil.

A governadora em exercício Margarete Coelho, usou a palavra tecendo elogios ao nosso produto, declarou estar surpresa com a inédita invenção patenteada por um piauiense, em seu discurso asseverou que o governo do Piauí teria obrigação de disponibilizar uma dotação orçamentaria para ajudar na confecção do material, encerrou sua participação e dirigiu-se até onde eu estava, apertou minha mão, me parabenizou, posamos para fotos e na oportunidade me entregou um cartão com todos os contatos do seu gabinete, secretariado, assessores e atribuiu responsabilidade a professora Lucile Moura, para que tomasse as providências cabíveis para que fosse realizado seu compromisso assumido de público.

A receptividade afável, amiga, respeitosa e sensível me chamou atenção, o que me deixou com um pé atrás, como prenuncia o adágio popular: “Quando a esmola é grande o cego desconfia”, em virtude de dissabor que sofri no gabinete dessa autoridade enquanto deputada, mas relevei e decidi acreditar que a montanha chegaria a Maomé.

No dia seguinte fui ter com a professora Lucile Moura, muito acessível e solicita me recepcionou com urbanismo e delicadeza, deu todas as orientações e providências que o caso requeria, agendou para a manhã seguinte encontro com autoridades da Sedet que substituía o secretário Nerinho, e em seguida protocolaria o processo, após este ato a professora Lucile me tranquilizou com as seguintes palavras: Não fique apreensível, todo o projeto foi vitorioso, no máximo em março de 2017 você receberá o recurso, me telefone depois do recesso para marcar sua visita a vice-governadora.

O tempo passa o temo voa e a poupança Bamerindus nem existe mais, todos os prazos acordados foram vencidos, as promessas foram esquecidas, liguei para a Lucile Moura por mais de uma centena de vezes, se quer me atendeu uma única vez. No segundo semestre tive audiência com o secretário Nerinho, conversamos por cinco minutos, demonstrou surpresa, pois até aquele momento não tinha conhecimento do processo, ficou de agendar comigo para próxima semana, aguardo o contato de suas secretarias ate esta data.

Abusei de ligar para o gabinete desse senhor, as respostas eram idênticas não está, viajou, está de licença para tratamento de saúde, está em reunião, viajou com o governador, etc. Não tenho conta de quantas vezes liguei para os telefones que a vice-governadora me disponibilizou, dezenas de vezes estive no gabinete dessa autoridade, em uma ocasião cheguei por volta de 11h, a chefe de gabinete mandou que aguardasse pois a Margarete Coelho assinaria uns documentos antes de viajar para são Paulo e aproveitava para me atender, às 15h me ofereceram um cafezinho e mandaram que eu fosse embora, pois a governadora já estava voando a bordo de um 727 rumo a pauliceia.

Em uma solenidade na APPM, já estava me deslocando para o almoço, me deparei com o governador Wellington Dias, sozinho a pé adentrando no pátio daquela instituição, fui abordado por ele e conversamos por uma media de 5 minutos, lhe apresentei o piloto definitivo do produto personalizado com o nome do Piauí, expliquei a situação do trâmite do processo, na impossibilidade de continuarmos o diálogo em virtude de já estarmos cercados de curiosos se despediu dizendo: Me procure no palácio amanhã, só que esqueci de perguntar-lhe de qual ano.

Por ocasião da entrega do ambulatório odontológico para pessoas com deficiência no hospital da Polícia Militar, conversei com o Wellington Dias, muito atencioso, solícito, sorridente, tratante e vaselina como sempre, solicitou a sua mulher Rejane Dias que chamasse o professor Merlong Solano, e deu a seguinte determinação: Resolva o problema do Carlos Amorim, e me comunique.

Por incrível que pareça acreditei naquele papo furado do governador, conversei com o Merlong e a chefe de seu gabinete que agendou audiência no palácio para o dia seguinte, a tarde reagendou, depois cancelou, após dezenas de telefonemas consegui falar com a senhora de prenome Rute, que solicitou minha presença, tivemos um contato breve, mas por estantes fiquei convencido que tratava-se de uma pessoa confiável, 40 dias depois retornei ao palácio e recebi dessa senhora a seguinte informação: Não tenho o que lhe dizer.

Em outubro fui recebido em audiência improvisada pelo professor Merlong Solano em seu gabinete, solicitou o número do processo, pesquisou no seu computador e minutos depois disse Carlos, vou levar seu processo para o governador, mas fique sabendo desde já, não existe dinheiro para cumprir esse compromisso. Agradeci e me retirei satisfeito, pois nesse governo vagabundo do PT que tem a frente o Wellington Dias, encontrei um homem correto, digno e honesto, o secretário Merlong, foi o único que não tangenciou um milímetro da realidade para me tapear, ludibriar ou embromar.

Ao saber que o processo se encontrava pronto para o despacho da procuradora de sobrenome Arruda, fui ter com a mesma que me recepcionou de forma exemplar, fez a seguinte revelação: Seu processo está aqui na minha mesa, só não o despachei no mesmo dia porque o governador Wellington Dias não expediu documento informando indicativo de onde sairá esse recurso. Através do secretário de estado da inclusão Mauro Eduardo tomei conhecimento que o processo perambulou por várias secretarias, acredito que com o objetivo simplesmente de atrasar e prejudicar a elucidação do projeto.

Geralmente nos finais de ano pauto matéria referente ao reconhecimento de um trabalho desenvolvido em beneficio do crescimento, desenvolvimento e progresso desse estado, mas de forma constrangida quero nessa oportunidade reconhecer publicamente a irresponsabilidade do governo Wellington Dias, descompromissado com as causas importantes desse estado, contribuindo de forma aviltante para o atraso desse povo, com seus proselitismos eleitoreiros e o tradicional assistencialismo barato.

Tenho convicção que por esse fato me indigno com a indecorosa postura descompromissada desse governo, que de forma criminosa me prejudicou durante todo o ano de 2017, usou minha boa fé, me fez confiar em quem não merece o mínimo credito, tenho apenas que me reerguer sacudir a poeira e seguir em frente com minha cabeça erguida e bastante fé em Deus, o soberano criador e dono de todas as coisas.

Deixo um lembrete, Araruta tem seu dia de mingau, esse bando que se locupletam da miséria, fome, ignorância e analfabetismo do povo do Piauí, terá também seu dia de mingau da farinha na água e sal.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sábado, dezembro 30th, 2017 às 11:17 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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