O Brasil descamba à banca rota

Há um adágio popular que diz: “Em rio de muita piranha jacaré nada de costa”, minha intenção em abordar tal expressão é lamentar profundamente a postura do Brasil virado de ponta a cabeça perante casos de envolvimento de personalidades brasileiras atoladas em crimes de toda ordem, do pé ao couro cabeludo. Tenho a sensação que quanto mais a polícia federal autorizada pelo poder judiciário prende membros dessa casta política contumaz em furtar, roubar e desviar fabulosa massa monetária dos cofres públicos, parece ser esse ato incentivo a realização de novas operações criminosas.

Quando houve a denúncia e por conseguinte a defenestração do mensalão, imaginei que a roubalheira do dinheiro público estaria solucionada, ledo engano, se fizermos superficial contabilidade, após a descoberta da ponta desse iceberg nos deparamos com roubos fenomenais de bilhões de reais, verdadeiras fábulas imperiais retiradas do povo brasileiro.

O Brasil vergonhosamente ocupa o topo das nações mais corruptas do planeta, da pedra lascada aos nossos dias de evoluídas tecnologias eletrônicas, informatizadas com o que existe de mais moderno. Constatamos que o nosso país avançou assustadoramente, mas de forma regressiva, causando aos brasileiros decepção, vergonha e humilhação perante as nações organizadas e civilizadas do mundo.

Temos encarceradas as mais destacadas autoridades políticas em todos os tempos amargando cadeia por participações e envolvimento em crimes que lesaram a pátria, tenho tranquilidade para afirmar que os poderes da nação brasileira estão podres com seus membros transformados em verdadeiras metástases cancerosas, em menos de um ano dois ex-presidentes da República Federativa do Brasil presos envolvidos em diversificados casos de corrupção de patamares inaceitáveis.

Nesta quinta-feira (21) caiu em desgraça o ex-presidente do Brasil Michel Temer, levando consigo o ex-ministro e ex-governador do Rio de Janeiro Moreira Franco, a título de informação é piauiense, teresinense da gema, pois nasceu em uma residência situada a esquina de Rua Coelho Rodrigues com Arêa Leão, mesma rua do tradicional colégio das irmãs, minha tia de saudosa memória Maria do Carmo Reis o acompanhou ao Rio de Janeiro contratada como babá, ficando com a família até os anos 90, lamento profundamente mais um fato negativo, deplorável envolvendo um piauiense.

A pergunta que não quer calar, quando o Brasil conseguirá apagar essa mácula, que desmoraliza e constrange a nossa gente pacata, humilde e trabalhadora que sofre a cada episódio de forma ultrajante e vexatória? Eu, por exemplo, me coloco no lugar desses elementos e sinto a dor sofrida pelos familiares de homens e mulheres nessa situação, em caldo de pinto, algemados em seus lares de forma inquestionáveis.

Quando comecei a me entender como gente o roubo praticado por gestores públicos era a subtração de um pneu de carro, um lençol de hospital, uma cadeira de uma escola, cinco mil réis acrescido a compra de um cadeado e superando todas as expectativas o uso indevido do carro da repartição desviado para um serviço particular do próprio motorista. Nos dias atuais me espanto com a evolução da roubalheira, bandalheira e patifaria que não tem diabo que consiga deter.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sexta-feira, março 22nd, 2019 às 9:20 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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