Não preciso agradar ninguém

Em 31 de março de 1964 os poderes constituídos do Brasil foram revogados para dar lugar a uma sanguinária ditadura militar, as liberdades foram cerceadas, as garantias de direitos a cidadania foram defenestradas, o Congresso Nacional e os demais parlamentos das unidades federativas do Brasil foram dissolvidos, vários atos inconstitucionais foram decretados pelo milico de plantão. As artes, a música e a comunicação foram frontalmente atingidas, foi criado o ministério da censura, qualquer tipo de manifestação levada ao conhecimento da opinião pública através das concessões públicas de rádio e televisão e outros, teriam que ser submetidos ao crivo de um censor.

As emissoras mandavam suas pautas e de forma lacônica, vergonhosa e humilhante 90% do conteúdo era censurada e proibida a veiculação, ancorado no esdruxulo pretexto “subversão contra o regime”. O tempo passou, após gigantesca batalha de líderes revolucionários em grande parte pereceram ao longo da trajetória pela conquista de direitos e liberdade, sendo a primeira vitória registrada nos anais dos arquivos nacionais autorização do retorno dos exilados para o Brasil, com aprovação, sanção e publicação no Diário da União da anistia ampla, geral e irrestrita contemplando todos a partir de  2 de setembro de 1961, em 15 de agosto de 1969 data que a lei 6.683 foi assinada pelo presidente João Batista Figueiredo, em vigência desde 28 de agosto, após esse ato aconteceram milhares de manifestações em todo Brasil pelo direito de votar pelas garantias essenciais ao cidadão, pelas diretas e finalmente veio a eleição dos constituintes que elaboraram diuturnamente a Carta Magna brasileira que teve seu ponto máximo em 5 de outubro de 1988 classificada pelo saudoso Ulisses Guimarães, como sendo a constituição cidadã.

Ocorre que em pleno século XXI, agosto de 2019, alguns capachos de governos e a banda podre da imprensa do Piauí composta por picaretas, jabazeiros, mercenários, mercantilistas e venais formam verdadeiro patrulhamento em desfavor das garantias que asseguram o artigo 5º da constituição, como liberdade de pensamento, liberdade de manifestação, liberdade de expressão, livre manifestação de ideias, direito ao debate, direito a crítica, direito ao contraditório, direito absoluto ao exercício de cidadania.

Por incrível que pareça é facilmente perceptível nos veículos de concessão pública de rádio e televisão veemente processo de exclusão, censura, mordaça, atos compactuados com péssimos profissionais, cuspidores de microfones do mais miserável estado do Brasil, “o Piauí velho de guerra”.

Tenho ouvido ataques pessoais a minha dignidade, a minha honra, a minha profissão promovido por ataques de forma sórdida por calhordas, vagabundos e reles decrépitos que incomodados com minha formação e informação ao denunciar canalhices promovidas por gestores públicos e autoridades de forma covarde e impune, motivo que fazem levantar contra mim demônios e infernos na tentativa inútil de inibir minha mensagem altaneira, independente, livre e soberana, a todos eles minha mensagem de desprezo acompanhada dessa expressão gentilíssima (estou cagando para vocês).

O que é incrível, inaceitável, inconcebível, incompreensível é a irresponsabilidade de um apresentador de programa de rádio não deter o conhecimento que a censura a manifestação pública é proibido no Brasil, só me resta uma única alternativa para absolver tal insanidade, imagino tratar-se das garantias a permanência e manutenção do subserviente locutor no ar para garantir sua sobrevivência a qualquer custo, mesmo que seja cometendo injustiças, crimes e desonras.

Em 1970 fiz o curso de operador de rádio difusão pela escola industrial do Maranhão apoiado pelo Programa Intensivo de Preparação de Mão-de-Obra (PIPMO), o que aprendi há 50 anos continua muito vivo na minha mente, contrastando aos canalhas que se quer sabem o significado de imparcialidade.

No dia de ontem ao participar do programa ancorado pelo jornalista Bartolomeu Almeida, veiculado pela rádio Teresina FM, um vagabundo me adjetivou de mentiroso, o apresentador do programa fez ouvido de mercador, não se pronunciou em absoluto a rechaçar a ignomínia daquele bandido, liguei para o programa declinando ter ouvido o relincho de uma égua prenha ou de um cafajeste desocupado, ao desligar o Bartolomeu desenvolveu gigantesco discurso hipócrita, cá com meus botões tive a sensação que tratava-se do arauto da moralidade cantando o hino dos justos, rapidamente refiz meu equivocado pensamento e retornei a realidade, tratava-se de fato de um papo furado, história de malandro para delegado ou tentativa de iludir o coveiro para um ato homoafetivo.

Há um adágio muito antigo que diz: “Só se estabelece quem tem competência”; “O pau que dá em Chico deve ser o mesmo que dá em Francisco”; “Quem tem rabo de palha não passa perto de fogo”. No meu caso específico, dentro do meu direito não respeito a cara se quer do Papa, acostumado que sou ir para o embate com tubarão, pacu eu esmago com a ponta do meu sapato mocassim de cromo Alemão, quem quiser pagar para ver basta vir para cima.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quarta-feira, agosto 28th, 2019 às 10:51 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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