Não a intransigência

O termo dessa redação foi ratificada na constituição federal do Brasil tornando-se lei nacional com as mesmas garantias de projeto votado, aprovado pelo Congresso Nacional, sancionada pelo presidente da república, publicado no Diário Oficial da União vigorando a partir de então. Apesar de todos esses valores agregados ao arcabouço jurídico nacional identificamos brutal desrespeito as normas asseguradas legalmente constituídas por parte de autoridades, gestores e poderes que insistem de forma impune, desmoralizar, avacalhar, desconstituir todas as conquistas conseguidas através de esforços, insistência, persistência, desgaste emocional e físico, lágrimas e suor em decorrência de gigantesca imbecilidade de preconceituosos, discriminadores, excludentes e maledicentes provenientes da casta formadora de barreiras arquitetônicas atitudinais e outras.

É necessário que esse contingente adjetivado de minorias deve obrigatoriamente estar atenta as ações, atitudes e posturas indignas que afetam frontalmente o exercício de cidadania dos “PCDs”. É comum e corriqueiro ouvirmos a veiculação de mídias em todo território nacional com as seguintes expressões: Portador de deficiência, portador de necessidades especiais, o telefone, e-mail e outros está no rodapé do televisor.

O Pe. Tony Batista, pároco da igreja N. Senhora de Fátima, localizado no bairro de classe alta de Teresina, em uma cessão na Assembleia Legislativa do Piau foi homenageado e ao se pronunciar declarou peremptoriamente que cuida de mudo, cego, doido e aleijado, gostaria de saber o que esse cidadão pensa que é, dono do mundo? O rei da cocada preta? Aquele que pode tudo ou um indivíduo sem limites para expressar suas ignomínias, desrespeitando e desmoralizando o processo de políticas de acessibilidade vigente no Brasil pertinente as garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiência.

O agravante dessa infeliz postura deu-se por conta dos que se acotovelavam no plenário, aplaudiram de pé a tresloucada manifestação do monsenhor, desprovido de conhecimento da LBI nº 13.146/2015. Seria importante que os brasileiros com algum tipo de deficiência reagissem exemplarmente aos ataques que são promovidos em Spots e comerciais veiculados como propaganda de qualquer que seja produtos e serviços, não devem ser consumidos por esta minoria formada por 1\4 da população brasileira. Não compre, não consuma e não prestigie qualquer que seja o apelo midiático prestado por indivíduos e empresas inóspitas a dignidade ao exercício de cidadania do PCD como forma de rechaçar a indignidade submetida a todos com deficiência no Brasil.

Carlos Amorim DRT 2081

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