Nada funciona no Piauí

No primeiro dia útil de maio solicitei antecipação do saldo devedor de empréstimo bancário, para minha surpresa recebei do gerente relação de documentos necessários para o pagamento da fatura, percebi facilmente que tratava-se de processo de procrastinação a dificultar a quitação do débito, é obvio que o banco não tem o mínimo interesse em perder juros, correção monetária e demais taxas impostas em cláusulas contratuais do empréstimo.

Incomodado com os compromissos não cumpridos do banco em um processo de empurrar com a barriga adiando sempre para os próximos dias a resolutividade do processo, em 20 de junho denunciei o fato ao Procon, setor de defesa do Consumidor do MP Piauí, assinei o processo programado para retornar dia 10 de julho. Na data aprazada houve por parte do Procon dilação de prazo para dia 16, voltei na data determinada e para minha surpresa havia a manifestação da gerência do Banco localizado em São Paulo que eu deveria esperar o boleto para quitação do empréstimo em minha residência via correios, ao ouvir essa indecorosa e desrespeitosa informação perguntei a promotora se o Banco havia informado a data que chegaria o boleto, por incrível que pareça a resposta foi negativa, entendo tratar-se de vergonhosa desobediência a justiça do Piauí.

O crítico e estúpido desse episódio é que o Banco não teme nada, não respeita ninguém, pois tem a certeza da impunidade em virtude do poderio econômico e financeiro que detém. Em meus parcos conhecimentos a instituição financeira deveria ser punida severamente com multa diária de cem mil reais, por desobediência. A promotora demonstrou não ter recurso para reagir as essas estroinices agendando audiência com o Banco para o dia 28 de agosto, premiando a criminosa desobediência com uma deliciosa salada de mamão, melão, uvas sem caroços e mel de abelha de Piripiri/PI.

Com toda essa compreensão, omissão, negligencia, conivência, irresponsabilidade e descompromisso do MP não sei se posso adjetivar a justiça do Piauí como vagabunda, talvez eu esteja exagerando o meu exercício de cidadania, mas quem sabe onde o sapato aperta é quem o calça, pois tenho meus interesses prejudicados de forma aviltante e humilhante. Uma simples perguntinha aos gênios da justiça do Piauí: Quem pagará meu prejuízo?

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quarta-feira, julho 24th, 2019 às 9:13 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

Deixe um comentário

Seu comentário