Mordaça mentirosa e verdadeira

A imprensa brasileira nos últimos dias despertou de profunda sonolência no quesito garantias de direitos a liberdade de pensamentos e expressão, livre manifestação das ideias, direito a críticas ao debate a reivindicação e total garantia a liberdade de imprensa.

Tenho presenciado e testemunhado a inquietação da absoluta maioria dos formadores de opinião em seus esdrúxulos e improcedentes comentários denunciando uma tal censura que só consegue entrar na cabeça de idiotas, demagogos, medíocres e desinformados, lamentavelmente a mais alta corte de justiça do Brasil entrou como bode expiatório nessa querela, me refiro a duas matérias publicadas em dois veículos de forma indevida, em virtude que a fonte não foi respeitada por tratar-se de inquérito que corre em segredo de justiça.

A meu ver é inexistente o argumento de censura prévia, devido os conteúdos terem sido publicados e levados ao conhecimento da opinião pública, o que tipifica censura é apenas e tão somente a proibição da manifestação de alguém que pretende dar conhecimento no fato a opinião pública, portanto os argumentos desse bando da imprensa brasileira em verdadeiro oba, oba, todos indo para o mesmo lado, denunciando, reclamando e reivindicando o que não conhecem, o que não existe e o que não tem sustentação legal.

Darei alguns exemplos de censura explícita, concorrência diária efetiva e normal na imprensa de Teresina capital do Piauí, vejamos: A concessão pública rádio Difusora AM veda de forma absoluta e criminosa a participação desse radialista e jornalista (Carlos Amorim) 14 anos sem apresentar qualquer tipo de justificativa para o delinquente ato. Em uma retratação acordada em juízo o detentor da concessão rádio Difusora Mário Rogério da Costa Soares, desrespeitou o compromisso assumido em conformidade com a cópia do áudio constados na segunda faixa do CD Miscelânea, postado neste veículo. Ao ligar para o seu programa pelo telefone 32186464 ao me identificar fui rechaçado com os seguintes dizeres: Eu tenho coisa mais importante para tratar, (isso é que é censura, fui impedido de expressar meu pensamento).

Através de pedido administrativo o diretor de programação da rádio Meio Norte FM 93, autorizou direito de resposta de 12 minutos, o mesmo tempo equivalente a ataques a minha honorabilidade, ao chegar ao estúdio no horário aprazado a Cinthia Lages e o Efrém Ribeiro impediram minha manifestação de forma veemente, determinando o tipo de tema a ser comentado, repudiei com veemência a irresponsabilidade e descompromisso dos dois cuspidores de microfones, ela de forma ousada, audaciosa e petulante disse: Dessa forma você não fala aqui. (isso é que é censura, fui impedido de manifestar meu pensamento).

Através do procurador Kildere, consegui audiência com o então secretário de comunicação do estado Fenelon Rocha, me recepcionou muito bem, me ouviu pacientemente, aprovou meu pleito, ao tentar falar por telefone com a presidente da Fundação Antares de prenome Núbia não logrou êxito e determinou que eu fosse a citada presidente, a informasse o compromisso assumido pelo secretário e me incumbiu de avisá-la que seria substituída na semana seguinte, por não temer cara feia de ninguém passei todas as informações a dita cuja.

Minha solicitação referia-se a massificar través da rádio Antares AM a realização da eleição da Associação dos Cegos do Piauí em urna eletrônica, parceria com o TRE-PI de processo parametrizado, como eu concorreria ao cargo de presidente informava aos eleitores que não anulassem seu voto, como também não o comercializassem, exercessem seu direito de cidadania ao voto de forma livre, independente, soberana e responsável.

A reação da presidente fez estremecer relincho de jumenta prenha, negou provimento a solicitação e de forma estúpida, inconveniente e desrespeitosa distribuiu circular a todos os âncoras e apresentadores de programas os proibindo mencionar qualquer informação ou notícia referente a cego do Piauí, inclusive impedindo manifestação de cego quem quer que fosse. Lembro-me que ao tentar participar do programa da radialista Vilma Rocha fui interpelado com a seguinte informação: Carlos Amorim esse negócio de cego está proibido aqui na rádio, você não pode falar nem de eleição e principalmente de urna eletrônica. Prego batido e ponta virada, fui retirado do ar abruptamente, desrespeitosamente e humilhantemente. (isso é que é censura explícita, pois bloquearam minha liberdade de expressão).

Fui convidado por um âncora de programa de rádio para conceder entrevista falando de um projeto educativo a política de acessibilidade desenvolvido por esse jornalista, ao adentrar o estúdio no horário combinado o próprio autor do convite avisou que eu teria que primeiro falar com a produtora, fui retirado do estúdio levado a uma saleta e a pobre infeliz produtora disse-me que a direção da emissora proíbe ouvintes ser entrevistado, “se autorizar o senhor, todos irão querer a mesma oportunidade”. Expliquei que deveria separar o joio do trigo e não confundir alhos com bugalhos, minha condição de entrevistado está assegurada na Lei Federal 10. 098 artigos 24º e 26º que determinam líderes, gestores, administradores e outros grupos que trabalham com instituições de pessoas com deficiência se manifestem nos veículos de concessão pública de rádio e televisão para levarem informações inerentes ao segmento.

Aquela desprovida e despreparada produtora insistiu em sua torpe decisão, quando percebi que estava tratando com uma ignorante me despedi e fui a vida, ao tomar um táxi que me conduzia a outro compromisso, solicitei ao motorista que sintonizasse a rádio questionada, para minha surpresa estava sendo entrevistada uma empresária de um Pet Shop ensinando dar banho em cachorro com shampoo, perfumar o animal e calçar sapatilhas de lã no seu cãozinho de estimação. Avalie tal indecorosa postura e faça seu juízo de valor, isso é a verdadeira censura a manifestação do meu pensamento, fui vetado sem a mínima cerimonia.

Antes que alguém se apresente como defensor das liberdades contidas no artigo 5º e seus incisos componentes da Carta Magna brasileira, avalie a grosso modo o procedimento que é usado nas mensagens de WhatsApp ou algo que o valha em todos os veículos de comunicação do Brasil, quando as mensagens são submetidas a rigorosas triagens, obrigatoriamente limitadas a pautas editorias em cada veículo, obedecendo rigorosamente interesses de produtores, bajuladores, apresentadores, diretores, classe patronal e principalmente a patrocinadores e mídias institucionais, fora desse parâmetro de estúpidas e criminosas exigências as mensagens não serão veiculadas jamais (isso é que é censura prévia).

O todo poderoso Paulo Guimarães ao encerrar uma entrevista que concedia perguntou ao ancora, estou surpreso por não ter havido nenhuma participação, o apresentador respondeu, Paulo chegaram muitas participações eu é que não tive tempo de verificar o conteúdo das mesmas, o Paulo retrucou demonstrando indignação, pode botar qualquer uma que tiver aí, eu gosto é de conversa de mesa de bar, resultado, o acanhado apresentador obedeceu o patrão e a mensagem era elogiando o trabalho desenvolvido pelo megaempresário PG do Meio Norte (isso é que é censura desavergonhada).

Carlos Amorim DRT 2081

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