Minha tataravó infartaria

Sexta-feira (8) data consagrada ao dia internacional da mulher, houvera gigantesca eferverscência em centenas de eventos promovidos por instituições, entidades, autarquias, secretarias, poderes, autoridades, parlamentares e iniciativa privada, todos concorrendo entre si para oferecer as mais destacadas homenagens a mulher piauiense.

Por ter censo crítico muito aguçado consegui com muita facilidade detectar e identificar que todos repetiam os mesmos discursos, eivados de proselitismos e informações utópicas ao asseverar peremptoriamente que a mulher pode tudo, o lugar da mulher é onde ela quer. Se fizermos uma análise a grosso modo, percebemos a infelicidade desse adágio: Suponhamos que uma mulher agente penitenciária, com atribuições profissionais diária de vigiar condenados de altíssima periculosidade, sendo ameaçada minuto a minuto sua integridade física, sofrendo enorme risco de vida, a pergunta que não quer calar, ela está nesse ofício por que quer? Por achar aprazível? Por se sentir feliz ou qualquer outra situação que justifique o sacrifício?

Tenho conhecimento de declarações de profissionais com semelhantes atividades, que asseveram ao chegar a seu local de trabalho é como se adentrassem ao inferno. Se eu não estiver me fazendo entender, peço desculpas ao desprovido leitor. Imaginemos uma mulher com toda sua prole vegetando sua subsistência em montanhas formadas por lixões e alimentando-se dos dejetos que lá conseguem captar, como sou muito burro ouso acreditar que o inóspito espaço conquistado é o lugar que essa infeliz mulher quer ficar.

As homenagens promovidas pela própria mulher mais uma vez demonstrou brutal processo de exclusão, discriminação, preconceito e retaliação em desfavor mulher com algum tipo de deficiência, imaginemos uma cadeirante grávida de 8 meses enfrentando a drasticidade que todos conhecem no quesito acessibilidade ao enfrentamento das inúmeras barreiras arquitetônicas existentes nas vias públicas dessa província, sendo intransponível a que encontra-se no sangue, no coração e no pensamento das pessoas preconceituosas que usam a metástase cancerígena atitudinal para ignorar a pessoa diferente dos padrões normais exigidos pela sociedade dita normal.

Estudiosos, palestrantes, sociólogos, filósofos, pedagogos, imprensa e outros esconderam embaixo do tapete vermelho situações escandalosas e criminosas de mulheres abandonadas a própria sorte. A deputada Teresa Brito, aproveitou o feriado do reinado de Momo indo passear na maternidade dona Evangelina Rosa, o que acontece por lá no sentido degradante é de conhecimento do Brasil, embora parlamentar tenha declarado surpreendida, estarrecida e perplexa com o que testemunhou.

O resultado do espanto da parlamentar honestamente não sei para que serve, servidoras dessa instituição estão há 5 meses com o salário atrasado, passando fome no convívio familiar, imagino que a nobre deputada ignorou esse detalhe, e como exímia aprendiz do Sílvio Santos, não pediu auxílio as cartas, aos universitários, nem tão pouco ao Wellington Dias, e pulou com salto triplo esse vexatório e humilhante processo de injustiça em desfavor da mulher “trabalhadeira” da obsoleta maternidade.

A penitenciária feminina, símbolo em universidade do crime, centenas de prisioneiras estão abandonadas, esquecidas e desassistidas pelo poder público, as infelizes que dependem da Defensoria Pública do Piauí, mofarão na cadeia até que a morte as liberte direcionando-as a uma cova rasa em um gueto qualquer dessa província. Não tenho informação que alguma ONG ou qualquer movimento feminista tenha argumentado esse estúpido desrespeito a mulher encarcerada. O Egrégio Tribunal de Justiça do Piauí detém nas varas de família dezenas de milhares de processos acumulados em cartórios e nos gabinetes dos juízes engavetados a 5, 10, 15, anos aguardando a prescrição.

Absoluta maioria desses processos tem como objeto nos autos, pedidos de pensão, confirmação de paternidade, divisão de bens, pedido de indenização de cônjuge em litígio e outros, dou como exemplo uma mulher do meu conhecimento que seu filho tinha um ano de idade quando separou-se do marido, o menino já com 15 anos, viciado em drogas, não estuda, não trabalha, não respeita a mãe e a pensão ajuizada a 14 anos não foi prolatada. Não tenho informações se algum desses gênios que incentiva a promiscuidade da mulher se ateve a esse tema tão preocupante e desumano.

Em uma entrevista na TV, uma advogada demonstrando desconhecimento de sinônimos da gramática, pronunciou a palavra “a gente” por 22 vezes em um espaço de 5 minutos, contestando sua indignação ao procedimento de outras mulheres as adjetivando de machistas femininas, pois censuravam e acusavam ingênuos deslizes cometidos por mulheres ao se envolverem em atos criminosos.

Mais uma vez peço desculpas aos leitores, por não aceitar as oportunistas de plantão empurrarem garganta abaixo aos desfavorecidos suas ideologias feministas. É importante as análises, avaliações e aferimentos dessa gente, tirando proveito da necessidade, ignorância, mazelas, fome e indignidade da mulher ameaçada de morrer de fome.

Para degustação como sobremesa, não ouvi sequer uma única vírgula pronunciada em apoio, consolo e solidariedade a mulher viúva de policial tombado pela bandidagem atuando as soltas impunemente no estado do Piauí. Com a palavra os esquemões dos direitos humanos de defesa da mulher, organizações, ONGs feministas e as ardorosas palestrantes em desfavor da família que empurram os filhos a adoção de traficantes e bandidos.

Carlos Amorim DRT 2081

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