Leão sem juba e banguela

Como asseverei na matéria escrita neste site há mais de um mês que em caso de extrema excepcionalidade retomaria a redação.

Como novos fatos exigem em decorrência dos acontecimentos atuais, o Brasil experimenta a maior tragédia de sua existência desde 1500 até a presente data, antes porém quero repudiar de forma rigorosa e veemente o péssimo procedimento da imprensa brasileira composta por jornalistas, repórteres, ancoras, produtores, redatores, revisores, diretores, classe patronal e gestores de concessões públicas de rádio e TV pertencentes a órgãos governamentais, quando por absoluta ignorância, descompromisso, irresponsabilidade e incompetência desinformam a opinião pública de forma cavalar ao divulgarem em suas manifestações analistas a existência de uma greve sem precedente, causadora de prejuízos de bilhões de reais a todos os segmentos das atividades comerciais, industriais, pecuária e agrícolas.

De fato o que existe no Brasil causando terríveis transtornos a toda nação, refere-se a uma paralisação de uma categoria profissional autônoma, praticada por caminhoneiros e carreteiros. Esse movimento jamais poderá ser identificado como greve, em virtude da inexistência de operacionalidade sindical desobrigando a cota de 30% a prestação de serviço. Lamentavelmente os comunicadores nossos de cada dia decrescem vertiginosamente ao calabouço por serem mercantilistas, venais, subservientes, mentirosos e ludibriadores da opinião pública que é desprovida do mínimo conhecimento que se possa imaginar.

É importante registrar dados estatísticos oficiais do IBGE vergonhosos e humilhantes, vejamos: 40 milhões de analfabetos funcionais existentes neste gigante adormecido, 12 milhões de adultos absolutamente analfabetos, um milhão e 700 mil adolescentes na faixa etária entre 14 e 16 anos fora da sala de aula, 309 mil concorrentes ao Enem 2017 zeram a redação do certame. Os estados do PI, MA e Alagoas concorrem em pé de igualdade em uma briga titânica para saber qual dos três é o campeão de analfabetismo no Brasil. Para entornar o caldo de vez registra-se neste país de Lulalá e companhia, 13 milhões e 400 mil desempregados, portanto é mamão com açúcar, fácil, fácil, mole, mole enganar toda essa massa ignara.

A paralisação desses caminhoneiros deveria ter finalizado no domingo próximo passado, quando todas as reivindicações e exigências dos líderes e representantes da categoria foram aceitas pelo governo federal na pessoa do presidente da república Michel Temer, supremo comandante da república federativa do Brasil, após consolidados os acordos a paralisação foi invadida por oportunistas, baderneiros e políticos safados e ladrões, todos em busca de realização de seus objetivos escusos e desonestos.

O governo brasileiro deveria aproveitar este episódio dantesco, humilhante, vergonhoso e preocupante para impor regras disciplinares e rigorosas aprovando leis federais que regulamentem a função de caminhoneiro autônomo apenas e tão somente a profissionais desse segmento, criando um cadastro nacional para identificar todos os trabalhadores aptos a desenvolverem suas atividades laborais com estabelecimento de uma central de distribuição dos profissionais as transportadoras, sendo proibitivo qualquer vínculo empregatício destes operadores junto as empresas contratantes.

Com esta providência tomada veda-se a invasão de alguém a operacionalidade indevida dessa atividade que adquirem veículos para concorrerem com os autênticos profissionais do sistema, exemplo: Um fazendeiro compra uma dezena de carretas para transportar seu produto retirando a oportunidade do caminhoneiros autônomo, havendo um agravante na história, ao término do transporte da safra ou algo que o valha o mesmo concorrerá com o profissional dessa operacionalidade de forma injusta e desautorizada. Minha sugestão e baseada em alvará de táxi concedida pelo município, que autoriza a concessão da prestação desse serviço de forma legal e correta, evitando que alguém use seu automóvel particular para concorrer indevidamente com a categoria.

Ao longo de 10 dias ouvi várias manifestações, enquetes debates e discussões favoráveis a perpetuação do movimento de paralisação, tenho convicção que um paciente renal cronico que necessita de hemodiálise duas vezes por semana e tem informação que os insumos acabaram e a reposição do mesmo está retida em uma carreta a 5 mil km de distância, sinceramente não tenho condições de imaginar a angustia desse cidadão.

É importante que dê a César o que e de César e o pau que dá em Chico e o mesmo que dá em Francisco. É inadmissível, inaceitável, inconcebível que uma sentença judicial seja descumprida por um simples canalha que tem único objetivo de tumultuar como foi o caso ocorrido em Teresina no terminal de petróleo, quando um indivíduo imaginando sei lá o que se apossou da liminar de um juiz federal e reuniu a imprensa desocupada do Piauí para exigir a presença do governador, secretário de segurança, presidente do Tribunal de Justiça, presidente da Assembleia Legislativa, Ministério Público, OAB e outros a irem negociar a desobstrução da via.

Ao ouvir aquela aberração lembrei-me de um assalto a um banco em um município vizinho, quando o vagabundo viu-se cercado pela polícia tomou um cliente como refém e exigiu a presença da televisão, Ministério Público, Defensoria Pública, da sua mãe, do pastor, do padre e da OAB. Facilmente percebe-se que os dois episódios descritos são semelhantes, pois os modus operandi são idênticos e peculiares a bandidos rabo de cabra e pé de chinelo.

Que essa manifestação não se repita jamais, sendo necessário para isso rigor, autoridade e permanente vigilância em toda malha viária federal do Brasil à primeira manifestação seja debelada pelo estado brasileiro, se necessário usando forças das garantias dos poderes constituídos.

Carlos Amorim DRT 2081/PI



Este texto foi publicado em quarta-feira, maio 30th, 2018 às 11:11 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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