Invejáveis indefesas prostitutas

Sou teresinense da gema em virtude de ter nascido a 200m do marco zero de Teresina, mais precisamente nas dependências da extinta Escola Normal Antonino Freire, prédio situado na Praça Mal. Deodoro da Fonseca nº860, atualmente estabelecido o palácio da cidade ou Prefeitura Municipal de Teresina.

Naquela época havia rigorosas aulas de educação física, onde as normalistas eram submetidas à disciplina obrigatória exigida pelos mestres do segmento, após essa atividade as alunas faziam suas higienes em um banheiro localizado ao lado da caixa d’água externa colado ao muro da então Prefeitura Municipal, onde hoje funciona o estacionamento dos veículos dos servidores lotados no gabinete do prefeito.  Com a suspensão das atividades físicas determinadas pelo então diretor professor Joca, o espaço foi modificado, isto é os boxes dos chuveiros, sanitários e pias foram removidos e o espaço transformado em uma moradia onde minha mãe Maria Rodrigues de Amorim (Baica), residiu por 40 anos, quando aposentou-se e transferiu-se para sua residência própria no bairro Monte Castelo.

Morei nesta casa até minha pré-adolescia entre 12, 13 anos, uma criança muito ativa, atenta a tudo e a todos, irrequieta aos extremos, sempre em busca de novas descobertas. Lembro-me perfeitamente do baixo meretrício, a famosa boate estrela localizada na Rua Paissandu esquina com Rua Firmino Filho, tornei-me contumaz frequentador da panelada da dona Maria Maior, na mesma Rua quase esquina com Avenida Maranhão, gostava muito de nas tardes ir ao cais da beira do rio tomar gelado (gelo raspado com refresco) do seu Santos.

Havia a Palha de Arroz, o forró comia solto 24h por dia, o clube era cercado com talo de coco, buriti e coberto com palha de carnaúba, a negrada dançava ao som do forró da sanfona do Beijinha, regado a muita cachaça da marca “Chora na rampa”. Esse espaço localizava-se exatamente onde hoje funciona a Caixa Econômica na Avenida José dos Santos e Silva, muita buraqueira, crateras, lama e uma imensa vala a céu aberto, esse Point era um puteiro de quinta categoria.

Imaginei que esses episódios, descobertas minhas nos anos 60 fossem registro apenas em minha mente, de um tempo que passou, ocorre que em 10 de dezembro de 2015 na câmara dos deputados federais houve um verdadeiro cabaré por parte dos nossos representantes, quando desenvolveram uma violenta generalizada discussão culminando em vias de fatos, com tapas, pontapés, murros, raquetada, tapa na cara, chute chinês na orelha, rasteira baiana e outros. Aquelas putas oriundas da palha de arroz se alguma ainda estiver viva tendo conhecimento desse espetáculo ocorrido em Brasília terão certeza que suas promiscuidades, molecagens, safadezas e putarias foram minúsculos pintinhos em relação ao deprimente episódio que estarreceu o Brasil e o deixou de quatro, impotente e desiludido.

Para culminar com a luta degradante vencida por nocaute, o vice- presidente da república do Brasil Michel Temer, após conversa reservada com a presidenta Dilma Rousseff, foi a um jantar de confraternização de final de ano, presentes 68 senadores e várias autoridades do escalão superior do governo federal, o vinho tinto português rolava solto, os convidados mais pra lá do que pra cá começaram a vacilar, o senador José Serra(PSDB-SP) brincalhão como sempre chamou de namoradeira a ministra da Agricultura Kátia Abreu (PMDB) que imediatamente reagiu atirando uma taça de vinho em cima do Serra. O barraco foi formado e a turma do deixa disso entrou para acalmar os ânimos e abafar a infeliz declaração do ex-presidenciável.

A ministra deu declarações à imprensa dizendo ter reagido à altura ao explícito gesto de machismo, e extrema falta de respeito do agressor, pois todos sabem o eufemismo que significa mulher namoradeira perante a cultura brasileira, finalmente os ânimos foram apaziguados, o senador se desculpou e asseverou que não fala mais no assunto, prego batido ponta virada.

Está facilmente perceptível, nítido e visível que a República Federativa do Brasil transformou-se em uma verdadeira pocilga, muito pior que a república das Alagoas projetada pelo Collor de Mello que todos nós sabemos o resultado. A atual situação do Brasil em todas suas vertentes administrativas e políticas são de fato preocupantes. Faço minhas as palavras de alguns ministros componentes do Superior Tribunal Federal que reconhecem a paralisia e quebradeira do país merecendo reações e ações enérgicas e urgentes para que reencontre o caminho de sua trajetória normal.

Lamentavelmente o ex-presidente Lula antes do embarque para Alemanha concedeu entrevista coletiva e declarou que o Brasil é um trem descarrilhado sem comando. Infelizmente esse gênio da cocada preta esqueceu que o maquinista desse trem foi colocado por ele, produto de sua lavra.

Embora haja terríveis desencontros ideológicos no processo de campanha eleitoral presidencial orientaram aos pobres que substituíssem carne por ovo de galinha para conter a inflação, atualmente orienta-se esse mesmo povo a comer arroz desprezando a carne, enquanto o país sai da quebradeira generalizada. Ficaremos no aguardo de novos capítulos até que a novela do impeachment chegue ao seu final.



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Este texto foi publicado em sexta-feira, dezembro 11th, 2015 às 8:41 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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