Indigesto mamão com açúcar

A mídia do estado do Piauí vem denunciando intensamente através de uma autoridade do sindicato dos oficiais de justiça, atos de brutais escândalos promovidos pelo tribunal de Justiçado estado do Piauí, sendo o mais recente, licitação publicada na página do TJ com a esdrúxula solicitação de compra de polpas de frutas de boa qualidade, não pode ser uma fruta qualquer, exemplo: cajá, carambola, manga, tangerina ou mexerica e outras. Essa absurda exigência tem a finalidade de saciar a fome dos servidores desse poder, pois segundo informações são pessimamente remunerados percebendo salários que variam entre vinte a trinta mil reais, insuficientes para que essa gente se alimente em seus domicílios, apesar de receberem ajuda alimentação contrastando humilhantemente a grande maioria dos trabalhadores que percebem um mísero salário mínimo para sustentarem suas famílias.

É importante informar que o operariado tem as mesmas necessidades desses feudais privilegiados desse poder de justiça. Particularmente ao tomar conhecimento desses abusos, fiz breve reflexão relativa ao que poderia ser má ou boa prestação de serviço ao jurisdicionário, vejamos: impetrei uma ação cujo processo está sob o nº 213063/2011 8ª Vara Cível, demandantes e demandados são cegos abraçados por legislação de garantia de prioridade, lamentavelmente em desrespeito e desobediência a essa determinação legal o processo acima citado permaneceu por quase noventa dias concluso a julgamento, sendo absolutamente ignorado pela magistrada. Indignado com essa atitude nefasta fui ter com a meritíssima que em brevíssimas palavras ao me atender demonstrando repúdio ao meu questionamento informou: – existem cem processos a serem julgados, em respeito a sua prioridade julgarei o seu antes de completar cem dias, pois existe uma ordem a ser seguida por mim.

Para o bom entendedor meia palavra basta, agradeci a gentileza dessa autoridade, me retirei envergonhado e decepcionado com aquele sinistro e deprimente episódio que vivenciei. Tomei a deliberação de denunciar aos superiores da magistrada essa criminosa atitude, protocolei ofício ao corregedor do TJ como também a presidente desse poder, como não obtive nenhuma resposta até a presente data denunciei o fato ao Conselho Nacional de Justiça via sedex 10, surpreendentemente o processo foi julgado com o argumento de improcedência, tomei conhecimento apenas superficialmente, mas causou-me espécie o desprezo aos termos probantes irrefutáveis não levados em consideração pelo julgador cito:

O estatuto da Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP determina que a comissão eleitoral deva ser formada com 180 dias de antecedência do dia da votação, esta foi formada 45 dias após a data legal (fato ignorado);

A comissão eleitoral definiu o número dos concorrentes na urna eletronica a revelia de todos, de acordo com sua conveniência desmerecendo o que seria o mais democrático, critério de sorteio (fato ignorado);

Recebi relação de 1.985 eleitores aptos a votarem, a comissão eleitoral entregou ao TRE para programar as urnas 980 nomes aptos a votarem deixando visível o escuso objetivo de prejudicar minha campanha (fato ignorado).

Descrevo ínfimo exemplo dos termos probantes acostados aos autos.

Esse processo de ato de nulidade jurídico com pedido de liminar em virtude do gozo de férias da titular da 8ª Vara teve liminar deferida pelo titular da 7ª Vara, suspendendo a eleição da Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP que seria realizada em um domingo, esta liminar através de uma ação impetrada em plantão de um sábado foi revogada autorizando a realização da eleição como de fato ocorreu. O hilário dessa história é que até a presente data o patrono da causa como também o autor não foram informados da nova sentença (fato ignorado).

O processo da 8ª Vara Criminal após um longo e tenebroso inverno de muita morosidade, passo de cágado e descompromisso  no tramite, enfim, veio a intimação para a primeira audiência marcada para um dia de feriado nacional, gostaria de saber qual nome desse procedimento, seria irresponsabilidade, incompetência, descompromisso ou molecagem? Para brindar todos esses desleixos marcaram outra audiência para oito meses à frente, embora tenha sido eles os responsáveis por essa catástrofe do judiciário, mais uma vez prejudicaram exclusivamente o jurisdicionário.

Há dois meses estive no Tribunal de Justiça com o objetivo de pedir providencia relativo ao mandado de segurança de nº 1281/2012 julgado há quase um ano sem que o mesmo tenha sido enviado pelo TJ a Defensoria Pública do Estado do Piauí, como na ocasião eu havia colocado meu nome a disposição de um cargo eletivo estava com uma praguinha adesivada no meu bolso, o segurança desse poder me abordou rispidamente – você está proibido de entrar aqui enquanto não retirar essa propaganda do seu bolso, imediatamente arranquei o adesivo e prossegui em minha busca inútil de resolução a este grave caso.

Vejam senhores e senhoras o zelo e a preocupação que essa gente tem com questões fúteis e inúteis, infelizmente essa é a justiça que temos. Como a minha bisavó falava aos quatros canto na roça onde ela nasceu, viveu e morreu “quem não tem cachorro caça com gato”.

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Este texto foi publicado em sábado, novembro 10th, 2012 às 10:51 am na(s) categoria(s) Crítica. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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