Incompetentes oportunistas de plantão

A lei municipal 1.191 de 13 de outubro de 1.967 de autoria do vereador Joel Loureiro garante aos deficientes visuais gratuidade no transporte coletivo urbano de Teresina, este direito está sendo revogado arbitrariamente pela Strans com o absurdo processo de redução do uso da gratuidade de acordo com a vontade individual da senhora Alzenir Porto, superintendente da Strans que regozija-se ao impor sua intransigência, arrogância, truculência e falta de respeito a comunidade de cegos de Teresina, esse estúpido procedimento fere de morte a Lei 10.098/2000 que dispõem sobre a acessibilidade a pessoa com deficiência, quando exige que  os transportes  estejam adaptados a atenderem as necessidades de deficientes para garantir sua dignidade e cidadania.

Tomei conhecimento através da mídia que a Strans que funciona em Teresina como empresa do transporte coletivo, definiu 20 de janeiro como prazo limite para que todo contingente de cegos de Teresina filiados a Associação dos Cegos do Estado do Piauí/ACEP estejam de posse do cartão magnético de passe livre programado para oito viagens diárias, ao arrepio de uma vasta legislação. Nos anais da Acep consta o registro de 1.300 filiados em média, é humanamente impossível essa esdrúxula determinação municipal ser atendida. Gostaria imensamente de saber quais critérios foram usados para a definição dessas normas.

O deficiente visual pela sua limitação em muitas ocasiões em sua atividade diária toma um ônibus várias vezes em percursos de pequena distancia, vou me colocar como exemplo: após um compromisso no Setut tenho que ir a ADH, tomo uma condução na Av. Maranhão e desço no terceiro ponto da Av. José dos Santos e Silva, após cumprir este compromisso tenho outro, programado na rádio Pioneira, tomo a condução no mesmo ponto da Av. José dos Santos e Silva para descer no segundo ponto da Rua 24 de Janeiro, solucionado meu problema na rádio tenho que ir a Assembléia Legislativa do Estado do Piauí, para isso tomarei uma condução até a Av. Frei Serafim, em seguida outra  até a Barão de Castelo Branco, enfim a agenda programada para o horário da manhã foi cumprida, para retornar a minha residência para o almoço tomarei mais duas conduções, com esse limite abusivo ficou explícito, nítido e patente que meus compromissos para o horário da tarde estão comprometidos em decorrência desse estúpido processo de redução de viagens, qualquer pessoa por mais imbecilizada que seja ao fazer uma soma do trecho que percorri perceberá que não atingiu o equivalente a uma viagem inteira que a linha 610 na rota Três Andares X Praça da Bandeira.

É premente e urgente a necessidade da revogação dessa estupidez municipal. Existem as instituições que tem obrigação de conter esse ímpeto de irresponsabilidade e descompromisso da Strans cito: Ministério Público, Procuradoria da República, OAB, Câmara Municipal, Assembléia Legislativa, Conselhos de Defesa da Pessoa com Deficiência, Defensoria Pública e Sociedade Civil organizada. O texto constitucional brasileiro de 5 de outubro de 1988 garante que a promulgação de uma lei não pode servir para prejudicar direitos garantidos por outra lei, salvo se esta foi revogada.

O passe livre eletrônico é indiscutivelmente um avanço tecnológico para servir e facilitar a vida das pessoas, para que tenham segurança, comodidade e conforto ao serem transportadas em coletivos, mas é necessário garantir tratamentos diferentes aos considerados diferentes, gostaria que esses gênios da Strans e outros envolvidos nesse processo me informassem qual procedimento de uma mulher cega conduzindo uma bengala na mão, uma criança no braço e uma mochila ou sacola para transpor o corredor de um ônibus da catraca até a porta traseira em horário de rush com o ônibus abarrotado de passageiros, quem tiver qualquer tipo de resposta para essa equação se manifeste por gentileza, inclusive a genial Alzenir porto.

Eu já tenho projetado as providencias que tomarei para esse abuso da Strans, terei que trocar o passa livre eletrônico por uma sentença de mandado de segurança prolatado por um juiz, graças a Deus vivemos em um país democrático com suas instituições ativas obedecendo aos ditames do estado democrático de direito, a vontade de um só pertence ao passado, se foi com o famigerado processo de imposição militar que tatos males causou ao povo brasileiro embora ainda exista os saudosistas e derrotados filhotes do extinto processo ditatorial. Meus votos de morte eterna a todos eles.

Atenção: Visite página Apoiadores



Tags: , ,
Este texto foi publicado em terça-feira, dezembro 27th, 2011 às 7:38 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

Deixe um comentário

Seu comentário