Impunidade premiada

A juíza de direito togada Eliana Márcia Nunes de Carvalho, titular do juizado de pequenas causas centro, emitiu documento a corregedoria do Egrégio Tribunal de Justiça declarando que Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, usa sua cegueira para promover denuncia como pretexto para receber atendimento privilegiado e diferenciado.

A promotora de justiça do Ministério Público/PI de prenome Míriam, em audiência com Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, assegurou que a garantia ao direito a prioridade é apenas e tão somente a mulher estuprada, criança violentada e idoso agredido.

A promotora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, MP/PI coordenadora do Centro Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência ao tomar a termo o depoimento de Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, recusou-se veementemente a ler o referido documento e de forma estúpida, rejeitando a solicitação, levantou-se do seu birô aplicando violento soco na mesa gritando: Retire-se imediatamente da minha frente, não lhe atendo mais em hipótese nenhuma, você pode reclamar até ao Papa. Na ocasião reclamou a presença de sua secretária entregando-lhe o termo de audiência com a seguinte terminação: Leva esse moço lá para tua sala para que ele assine o documento. Essa pérola de acessibilidade e gentileza foi testemunhada pelo então superintendente da Strans Ricardo Freitas, engenheiro Douglas, o servidor Antônio Lopes e um advogado.

O Pe. Tony Batista, na Tribuna da assembleia legislativa do Piauí saiu-se com a seguinte oração: Eu cuido de mudo, cego, doido e aleijado, sendo aplaudido de pé pelos súditos que também ignorantes desconhecem a convenção da ONU realizada em Salamanca na Espanha ratificada na Constituição Federal do Brasil.

O Pe. Humberto Coelho, presidente da Fundação Antares, declarou a procuradora federal do trabalho Maria Helena, que não autoriza em sua rádio espaço para programa educativo a política de acessibilidade para informar, orientar, conscientizar e politizar a sociedade ao auxílio e atendimento a pessoa com algum tipo de deficiência, afirmou também que aprovou um projeto represente de todas as entidades cujo nome não declinou.

A servidora pública Geneide Santos, lotada no gabinete da vice-governadora Regina Sousa, ao se recusar a ler ofício emanado de sua chefe declarou em público aos gritos que Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, era do seu conhecimento por usar sua cegueira para prejudicar as pessoas tirando proveito da sua deficiência visual em causa própria.

No governo do Wellington Dias de 2014 uma servidora do palácio entregou a Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, uma folha de papel em branco como sendo a decisão do governador.

Tony Trindade, enquanto diretor da TV Assembleia ao ser denunciado por Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, o recebeu contra sua vontade por determinação do presidente Themístocles, popular Fala Mansa, esbravejando aos quatro cantos da casa asseverando que a cegueira do denunciante servia tão somente como escudo para prejudicar as pessoas de bem e honradas.

A ex-presidente da Fundação Antares de prenome Núbia, distribuiu portaria a todos os radialistas, noticiaristas, comunicadores e locutores que não divulgassem na emissora uma única vírgula mencionando qualquer tipo de informação oriunda de qualquer “cego”, no caso de desobediência a proibição a punição seria severa.

O veterano radialista Joel Silva, assegurou nos microfones da rádio Pioneira no programa painel da cidade que a deficiência é um freio inibitório para conter um mau caráter, enalteceu a inteligência do bandido Marcos Valério, criador do mensalão, afirmando que se o mesmo tivesse sido acometido de uma deficiência não teria protagonizado o crime que organizou.

O ex-deputado estadual e jornalista Tomaz Teixeira, massificou nos microfones da rádio Difusora de Teresina e em seu portal Jogo aberto, que Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, com deficiência visual, ficasse atento, pois ele não era de mudar de calçada para inimigo, imagine para um cego safado como você, repito cego safado como você, embora esse indivíduo fosse réu confesso com parecer do Ministério Público favorável a sua condenação recebeu a parcialidade do juiz titular da 8ª vara criminal com o brinde de perdão judicial como sentença após oito anos de trâmite do processo penal.

Tomaz Teixeira, ao depor em juízo declarou que Mário Rogério da Costa Soares, detentor da concessão pública rádio Difusora de Teresina, determinou aos seus subalternos que não queria o “cego” Carlos Antônio Rodrigues de Amorim, falando na sua rádio.

O então presidente do sindicato dos radialistas do Piauí Val Moraes, no velório do radialista Miguel Liberato, se recusou apertar minha mão com o argumento que não queria pegar cegueira, fato repudiado por dezenas de pessoas que ouviram o sonoro latido.

Certa ocasião ao atender convite de uma emissora de rádio FM para conceder entrevista referente ao processo educativo a acessibilidade, fui retirado do stúdio com argumentos torpes e evasivas como justificativa, na realidade o espaço foi cedido para uma veterinária ensinar os ouvintes como dar banho com shampoo PomPom em cachorro vira-lata.

Se eu quisesse me estender denunciando e divulgando essas caganeiras de jumenta prenha, ficaria até o veillon de 2020, lamentavelmente esses procedimentos nefastos e criminosos, excludentes e preconceituosos, perdurarão por décadas por exclusiva ausência de educação sensibilidade e respeito por parte dessa sociedade imunda.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em segunda-feira, junho 17th, 2019 às 9:25 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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