Guerreiros da inutilidade

A filosofia ensina aos indivíduos viverem a boa convivência em sociedade, respeitando normas e valores com base nos seguintes parâmetros moral e ética, ética e política, moral e direito. Para o episodio que discorreremos contemplaremos ética e política. A existência desse preâmbulo tem função em justificar episódio referente às teorias de Maquiavel, que estarrecem o mundo como obra para seguidores desse mau caráter autor do livro “O Príncipe”.

Sábado (21) participei do programa Painel da cidade, presentes no Studio o âncora, o advogado Gilberto Ferreira, com permanente atuação semanal e um convidado para entrevista, o senhor Claudio Rego, procurador-geral do município de Teresina. Minha intervenção versou sobre comentário do procurador ao declarar que ocupa o cargo a convite do prefeito Firmino Filho, deixou claro haver grande aproximação, amizade e admiração de ambos entre si.

Assegurei em minhas palavras que o coreto para ocupar o cargo seria via concurso público, na oportunidade teci um segundo comentário referente os compromissos assumidos e desonrados pelo prefeito, ações causadora de descrédito e decepções promovidos pela autoridade executiva municipal. Citei o decreto 5.296/2004, absolutamente desrespeitado referente ao desenho universal mobiliário e acessibilidade na via pública.

Mencionei alguns exemplos de formação de barreiras arquitetônicas como: buracos, esgotos a céu aberto, aclives, declives, placas, toldos, estacionamento de carros em calçadas, desrespeito a sinalização de transito, inexistência de sinais sonoros em vias de alta rotatividade de veículos ao arrepio da Lei 10.098/2000 artigo 9º, como também a mentira institucional pregada pelo prefeito Firmino Filho, com a promessa de campanha para a criação da Secretaria de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência desse município, etc, etc, me despedi encerrando minha participação.

Para minha surpresa o advogado Gilberto Ferreira tomou para si de forma indevida o direito de responder pelo procurador, disse: —A função de procurador não é obrigado ser por concurso, o chefe do executivo pode usar de suas atribuições em conformidade com sua vontade para convidar quem ele quiser,  trata-se de cargo de confiança.

Do auge da minha inocência imaginei que o Dr. Gilberto Ferreira iria declinar o seu velho e conhecido jargão “Esse ato é legal, mas é imoral”, sendo a mesma atitude que declina para atacar seus inimigos pessoais e políticos de forma severa, rígida, ríspida e desacatadora em conformidade com os comentários tecidos perante a excelentíssima senhora senadora Regina Sousa (PT). Dezena de vezes se indignou ao afirmar que a senadora não obteve nas urnas sequer um único voto, sendo este ato legal, mas imoral. O correto seria contemplar o adágio popular: “O pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Percebe-se que muitas das vezes os voluntários defensores de causas populares, públicas, coletivas e políticas procedem de forma torpe visando promover suas particularidades atirando para todos os lados e se transformando em vítima de ações inexistentes contra sua própria integridade física.

Como miséria pouca é conforto para mendigo, veio a segunda proposta indecorosa, inaceitável inconcebível e censora. O Joel Silva tomou a palavra dizendo: — Nesse caso não é mais necessário o procurador responder a pergunta, o Dr. Gilberto já falou tudo. O procurador de forma digna, responsável, honesta, séria e coerente retrucou a maquiavélica gentileza do apresentador declarando: — Não senhor, eu quero responder o questionamento do senhor Carlos Amorim. Deu todas as explicações e os motivos de sua nomeação, acrescentando que a procuradoria do município tem 30 procuradores concursados, mesclado entre novos e veteranos.

Com essa informação pode-se imaginar a angustia dos profissionais que prestam serviço a essa instituição há mais de 20 anos, na expectativa de a cada novo governo serem promovidos a procurador, sendo torpedeados por convites inescrupulosos do prefeito que graças a omissão legal prefere guindar ao cargo amigos e outros de sua convicção e preferência. O hilário de todo esse episódio reflete na terrível amnésia sofrido por todos interessados em proteger, amparar e garantir escudo de blindagem ao prefeito Firmino Filho.

A segunda questão colocada em minha manifestação foi absolutamente esquecida e desprezada, nenhuma das personalidades presentes no Studio se dignou a mencionar uma vírgula do terrível desrespeito a legislação vigente no Brasil pertinente a pessoa com deficiência, sendo 220 mil no município de Teresina (dados estatísticos do IBGE, censo 2010).

A título de informação o advogado Gilberto Ferreira, conseguiu de uma só vez reinventar a roda como também redescobrir a pólvora, ao declarar que um procurador também é um advogado, necessita ser competente para defender os “interesses do seu cliente”. Na minha concepção o patrono de uma causa judicial tem a prerrogativa como obrigação de “defender direitos e promover a boa justiça”, fora desse procedimento é abuso de autoridade.

Imaginemos uma mãe que perde seu filho de forma drástica engolida por uma boca de lobo pela inexistência de uma tampa, o corpo dessa vítima é encontrado na margem do rio onde desemboca a galeria. Este fato horrendo levado às barras da justiça para reparação de danos em conformidade com as declarações do advogado, haverá preferência absoluta a defesa dos interesses do poder público institucional, significa dizer que o direito de forma parcial e ilegal estaria prostituído e vulgarizado em decorrência do brutal poderio do gigante contra o esquelético, este de forma ingênua continua depositando esperanças e acreditando piamente em uma justiça que jamais lhe abraçará.

Parabéns ao nosso querido advogado Gilberto Ferreira, por ter a concepção de defender interesses de quem quer que seja, principalmente do poderoso, deve ser obra de competentes advogados e procuradores do município e do estado.

Esse relato poderá ser confrontado com a gravação do censura mantido pela emissora. Lamentavelmente não será encontrada a entrevista com o deputado federal Assis Carvalho, quando o Joel Silva disse ao parlamentar fora dos microfones que não considerasse minha participação no programa, pois era elemento de conceito duvidoso e mau caráter. Acredito que jamais terá cara de desmentir essas declarações apesar dos seus lindos olhos verdes.



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Este texto foi publicado em segunda-feira, fevereiro 23rd, 2015 às 8:47 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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