Gordura saturada, depressão e colesterol

Semana passada estive no Procon estabelecido em moderno e suntuoso edifício localizado na Avenida Lindolfo Monteiro, para minha surpresa o setor acima mencionado não contempla exigências da legislação brasileira da política de acessibilidade, cito ausência de piso tátil para que e a pessoa com deficiência visual locomova-se com independência, liberdade e soberania.

O cômico se não fosse drástico refere-se absoluta negligencia, conivência e descompromisso da senhora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, promotora de justiça lotada no Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência. Esta coordenadora se apresenta como sendo a palmatória do mundo, interferindo, prejudicando e destilando seu veneno em antagonismos pessoais contra os que tecem necessárias críticas as suas destrambelhadas atitudes e ações, exemplo:

Deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros na Avenida Frei Serafim, em brutal desobediência a Lei Federal 10.098/2000 artigo 9º, enquanto isso não consegue identificar o desrespeito a LBI de nº 13.146-7/2015, perceptível a olhos de cegos, menos aos da autoridade remunerada para fiscalizar aplicação da lei, o lamentável é que o ato danoso é praticado a meio metro de sua cara, diariamente convive com o estúpido abuso.

Alguém pode imaginar que a inacessibilidade da sede central do MP/PI tenha apenas esta clamorosa falha. O cidadão com deficiência usuário do transporte publico para acessar as dependências dessa entidade coloca a sua vida em sério risco, ao descer do ônibus na Avenida Nossa senhora de Fátima terá que atravessá-la, em seguida um novo desafio, transpor a Avenida Lindolfo Monteiro, o movimento de veículos é gigantesco, não existe sinalização adequada, a fiscalização por parte dos órgãos públicos repressores é zero, os condutores de auto desrespeitam de forma criminosa a garantia a prioridade e preferência, o objetivo desses canalhas é no mínimo atropelar o transeunte jogando seus carros em cima dos mesmos.

Ao retornar da difícil empreitada me deparei com o automóvel de placas MHZ 2952 estacionado literalmente no espaço designado a parada de ônibus, obrigando o passageiro tomar o coletivo no meio da avenida. O que posso constatar dos fatos vivenciados por mim e declinado nesta pauta é absolutamente contraditório as manifestações públicas de falácias improcedentes da promotora que tem como mote principal a justificar suas estroinices as garantias do desenho universal, sendo este usado pela coordenadora quando lhe interessa, em grande parte exigido de forma inadequada com o objetivo de justificar o injustificável e fazer valer sua própria vontade.

É público e notório que o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência é verdadeiro peso morto para a sociedade mantê-lo, sendo submetido a uma avaliação de desempenho ou custo beneficio, tenho certeza que se houver critério ao procedimento esta promotoria será extinta, a bem da boa prestação de serviço que a comunidade de pessoa com algum tipo de deficiência necessita.

Grande número de leis municipais não são aplicadas na cidade, cuja legislação tiveram como autores vereador Ricardo Bandeira, vereadoras Graça Amorim, Cida Santiago e Teresinha Medeiros.

O decreto 5.296/2004 que assegura a obrigatoriedade de elevadores para acesso de cadeirante ao transporte publico é inexistente de forma criminosa; O táxi adaptado existe apenas no estatuto; O desnível das calçadas da cidade e vergonhoso a realidade; Estacionamento de carros em calçadas é verdadeiro troféu ostentado pela Marlúcia, como tambem a ocupação indevida de vagas em estacionamentos privativos a pessoa com deficiência,

O estacionamento de veículos sobre rebaixamento de guias é uma grandeza em toda artéria urbana da cidade; Toldos instalados em desacordo com o padrão da ABNT prolifera na cidade de forma absoluta, causando graves acidentes a deficientes visuais,

O deficiente físico Claudemir, popular sapatilha, há anos foi fatalmente atropelado e morto em cima da faixa de pedestre em frente ao Shopping Teresina ao transpor a via com sinal sonoro acionado e o semáforo vermelho ao trânsito de veículos, mesmo assim não evitou a tragédia, o Centro de Apoio continua calado e amordaçado até a presente data, não se manifestou em uma única vírgula.

Ano passado em uma faixa de pedestre localizada no cruzamento da Avenida Frei Serafim com Rua Des. Pires de Castro um deficiente físico teve sua vida ceifada, quando um ônibus desobedecendo a sinalização passou por cima do mesmo triturando seu corpo de forma brutal, não tenho informação de qualquer ação do Centro de Apoio na pessoa da coordenadora Marlúcia.

Eventos promovidos inclusive pelo MP/PI tem seus relises, panfletos e outros, distribuídos a deficientes visuais em tinta, quando os promotores desrespeitam a garantia do expediente em leitura Braille (deixando esse contingente mais perdido que cego em tiroteio). O grave de todo esse episódio é que esses canalhas adjetivam esse processo como sendo “inclusão”.

Com tanta bandalheira que a comunidade de pessoa com algum tipo de deficiência é submetido diariamente, tenho dúvidas referentes a eficácia do Congresso Nacional, quando aprova leis, o presidente sanciona, é publicado no Diário Oficial da União, mas não consegue refletir suas garantias em prol de quem necessita.

Se eu fosse mencionar 5% da mazela protagonizada por irresponsáveis e incompetentes em desfavor da categoria adjetivada de minorias, teria uma demanda de tempo de 10 anos, talvez quando deixar de existir fome, miséria e analfabetismo a corja de oportunistas e aproveitadores será defenestrada para sempre do nosso meio.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em segunda-feira, janeiro 29th, 2018 às 8:46 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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