Farsantes travestidos de locutores de camelódromo

Há 21 anos retornei definitivamente para Teresina, com intenção de contribuir com a Associação dos Cegos do Piauí-ACEP me filiei como membro associativo, após um ano fui eleito em uma chapa, diretor da instituição, ao tomar conhecimento de inúmeras injustiças em desfavor da comunidade da pessoa com deficiência visual elenquei como meta fundamental educar e informar a sociedade as garantias previstas em vastíssima legislação das três esferas de governo ao atendimento a esses indivíduos com deficiência visual, enfrentei verdadeira via-crúcis em decorrência de preconceito, discriminação e exclusão da sociedade, cânceres arraigados no sangue, mente e coração do povo qualquer que seja sua situação socioeconômica, financeira, cultural e profissional.

Lembro-me nitidamente que desenvolvi uma crônica repudiando e criticando severamente a Strans por desmandos, descompromissos, omissões, irresponsabilidades e outros, levei o texto para ser publicado no jornal Diário do povo, uma senhora muito gentil me atendeu, leu o artigo, me parabenizou asseverando que estava ótimo, indicando o diretor do jornal, me identifiquei como radialista entregando o documento a avaliação, fui surpreendido por alguém que adentrou a sala reclamando ao diretor Zózimo Tavares que interrompeu a leitura para realizar uma ligação telefônica, nesse ínterim mentalmente fiz algumas considerações: (Esse é o tal Zózimo Tavares, que conhecia dos veículos de comunicação, indivíduo mal educado, prepotente, intransigente e arrogante, fato demostrado em virtude que durante o período que estive em sua sala permaneci em pé, pois não me foi oferecido lugar para sentar), moral da história: recolocou a matéria no envelope, devolveu o colocando sobre a mesa expressando o seguinte pretexto: não posso publicar “isso aqui”, pois você não é jornalista. Tenho conhecimento através da rádio calçada que esse indivíduo já pagou essa atitude nefasta várias vezes em sua privacidade.

Certa ocasião encontrei com o ex-prefeito Firmino Filho, em um evento no Tribunal de Justiça, ele muito gentil me cumprimentou, conversamos rapidamente, aproveitei o ensejo e solicitei espaço na rádio cultura FM para veicular spot educativo à pessoa com deficiência, solicitação atendida imediatamente, levei o material em CD que eu havia gravado nos estúdios da rádio Bandeirantes em São Paulo, avaliado pelo então diretor da emissora Renato Basílio, que por telefone informou a impossibilidade de veicular o material em virtude que eu não era radialista em sua “torpe decisão”, mas mandaria um profissional da casa gravar o texto.

Após o treinador de futebol Carlos Alberto Parreira sagrar-se campeão mundial na China e Japão, esteve em Teresina como técnico do Corinthians, o visitei no Rio Poty hotel, em duas ocasiões jantamos em um restaurante da zona leste, fui com a delegação para reconhecimento de campo e treino no estádio Albertão, toda essa aproximação foi em decorrência de trabalho que desenvolvi no Maracanã como auxiliar de cabo contratado pelo jornal do Brasil – JB/FM. Solicitei ao amigo algumas camisas oficiais do clube para a realização de um bingo beneficente a ACEP, solicitação atendida com autógrafo de todos os craques do time, divulguei o máximo possível a realização do evento.

Por ter conhecimento com os produtores do programa “A cidade Reclama”, ancorado pelo Joel Silva, na TV Cidade Verde, pedi espaço para massificação do projeto, no dia agendado compareci com 10 minutos de antecedência, eu já estava no estúdio quando adentrou uma senhora levada pelo jornalista Neile Castelo Branco, absolutamente descontrolada com o sumiço do filho, gritava, esperneava e rolava no chão, o tempo foi passando e próximo a entrada da rede fui informado que aquele espetáculo estava batendo picos de audiência, sendo impossível a minha participação, que eu voltasse na segunda feira. É importante informar que a realização do bingo seria no sábado dia seguinte na associação da Agespisa.

Por intermédio do procurador-geral do estado Dr. Kildere Rone, em certa ocasião estive com o secretário de comunicação do governo Wilson Martins, Fenelon Rocha, conversamos por média de uma hora, aprovou meu pleito, na ocasião tentou contato telefônico com a senhora Núbia, então presidente da Fundação Antares, como não conseguiu seu intento fez um bilhete manuscrito, assinou e carimbou determinando imediata providencia a minha solicitação, dia seguinte compareci a Antares, informei o objetivo de minha visita, como também entreguei o comunicado do secretário, para minha perplexidade a genial presidente indeferiu todo o projeto e emitiu circular proibindo aos profissionais mencionarem a entidade Associação dos Cegos do Piauí-ACEP, não queria que fosse veiculado nada relativo a “cego”. Lembro-me perfeito e nitidamente que em uma manhã liguei para o estúdio da rádio Antares AM, a radialista Vilma Rocha apresentava o programa, ao atender minha ligação foi incisiva, Carlos Amorim, está proibido falar qualquer coisa de cegos nessa rádio, tive apenas uma única reação, desfazer a ligação.

Em 21 de setembro de 2002 fui convidado para solenidade do dia do radialista no sítio do Zé Lira, estavam comigo o Renatinho (operador da rádio tropical), radialista Bené Reis, radialista Luiz Maranhão (com deficiência visual), todos entraram e eu fui proibido pela quadrilha do sindicato dos radialistas do Piauí, o Renatinho informou ao Chico Alberto, popular Chiquinho do povo, que eu havia sido barrado na portaria imediatamente veio para que eu tivesse acesso ao evento, mesmo sendo sindicalista e autor do meu convite teve dificuldade para o meu acesso.

Compareci no velório do radialista Miguel Liberato, que foi realizado na capela do Hospital Getúlio Vargas, ao adentrar o recinto havia um grupo de pessoas conversando após o portão, reconheci a voz de alguns e direcionei a mão aleatoriamente cumprimentando com boa noite, alguém segurou apenas na manga da minha camisa direcionando no sentido de outra pessoa que era o Chiquinho (operador de som da rádio Antares), o mesmo teve a seguinte reação: O que é isso Val Moraes? O mau caráter respondeu: segura aí porque eu não quero pegar cegueira.

Em visita a cidade de Campo Maior conheci a radialista Francis Lima,  que solicitou auxílio para conseguir  seu Registro Profissional, pois tinha carteira assinada (rádio Verdes Campos), acordamos data e horário, ao chegar em Teresina a levei ao sindicato dos radialistas localizado na Av. José dos Santos e Silva, encontrei o Val Moraes na recepção, apresentei a moça expondo o motivo da visita, o Val Moraes, mau caráter como sempre dirigiu -se a Francis informando que para ela obter a DRT não precisava de intermediário, levantou-se  e conduziu a radialista para uma sala onde despachava, exigiu que eu aguardasse na recepção, em média de 10 min a Francis  retornou a recepção demonstrando nervosismo, intranquilidade e pressa para deixar o recinto. No trajeto a  Superintendência do Trabalho na AV. Frei Serafim, externou sua decepção nominando o Val Moraes de moleque, pois apresentou o cadastro de uma radialista  que  atuou na rádio Pioneira  a frente do programa “palavra amiga” , asseverou o canalha: Essa moça foi destruída por esse teu colega, tome muito cuidado com ele, o seu caminho poderá ser o mesmo. Em virtude dessa atitude criminosa levei a radialista para falar com a Dra. Paula Mazullo, que providenciou o que foi necessário para obtenção do registro.

Estive para uma entrevista na rádio Teresina FM, a pauta era “viver sem limites”, projeto que consegui em primeira mão pelo então presidenta Dilma Rousseff, cheguei na hora aprazada, já no interior do estúdio fui retirado pela produtora de prenome Piauilino, informando a impossibilidade da entrevista em virtude que sou ouvinte da emissora, sendo o ato precedente para que todos os participantes da programação quisesse o mesmo espaço, com um agravante, estava cumprindo ordens da direção. Rechacei o processo da exclusão tentando explicar as garantias de vastíssima legislação que assegura direitos a pessoa com algum tipo de deficiência, finalmente desisti ao perceber que estava falando com uma ignorante.

Por ter sido agredido moralmente e verbalmente pela Cinthia Lages e seu inseparável parceiro Efrém Ribeiro, em entrevista concedida pela deficiente visual Francisca Josefa, solicitei direito de resposta a TV Meio Norte, que concedeu o mesmo tempo usado pela entrevistada 12 minutos. Na data aprazada cheguei ao estúdio com 5 minutos de antecedência, sequer um bom dia me foi direcionado, após os comerciais a Cinthia Lages me apresentou aos ouvintes, iniciando asseverou: não pense que você vai falar o que quer no meu programa, é proibido pronunciar o nome da promotora aqui. Retruquei informando que eu estava com o objetivo de assegurar um direito liquido e certo, ela sem titubear declinou: pois aqui você não fala, está encerrada a entrevista. Esse crime teve a duração de 1minuto e 40 segundos, registrados no meu aparelho celular.

O professor Sebastião Ferreira (com deficiência visual), membro fundador da ACEP foi velado na sede da Associação dos Cegos do Piauí, para massificar o falecimento daquele importante mestre efetuei ligação telefônica para o programa “tarde popular” apresentado pela radialista Jéssica Suele, rádio Assembleia FM, quando solicitei essa utilidade pública a profissional disse-me: não posso fazer esse favor que você me pede, tudo que falo aqui tem que ser autorizado pela produtora e ela já foi embora. É importante informar que esse diálogo criminoso deu-se por volta de 15h40.

Uma cantora com deficiência visual se apresentava com sua banda musical em uma comunidade periférica, por um infortúnio foi acometida de violento infarto do miocárdio indo a óbito imediatamente, nos finais de semana os veículos de comunicação veiculam os tradicionais enlatados mantidos por aquele jabazão, apenas a rádio difusora casca de ovo de pato mantinha no ar o comunicador Weyden Cunha, liguei para o telefone 3218 6464 falei diretamente com o apresentador, pedi a veiculação daquela utilidade pública para que a comunidade de pessoas com deficiência visual tivesse a informação do velório e enterro, para minha surpresa o Weyden Cunha disse: aguarda um pouco que eu tenho um bloco de música para tocar depois eu dou essa informação, estou aguardando até a presente data a tal informação empenhada.

Nesta quinta feira (11) por volta de 10h efetuei ligação telefônica para o número 3131 1750 TV e rádio Cidade Verde, pedi para falar com o departamento de jornalismo a pessoa que me atendeu do sexo feminino, nitidamente interrogou, – o que o senhor quer? Quero o endereço eletrônico para sugestão de pauta. – Que pauta é essa? Expliquei, com o advento do retorno do transporte coletivo urbano de Teresina a Strans está propagando apenas o rastreamento dos ônibus na rota, enquanto isso ignoram o decreto federal 5.296/2004 que regulamenta as leis 10.048 e 10.098/2000, como também as leis municipais 4.604/2014 e 47.069/2015, importantes para garantir acessibilidade a pessoa com deficiência. A senhora na ponta da linha me disse, – Todas essas leis nós temos aqui, quando for preciso divulgaremos em matéria jornalística. Por desencargo de consciência perguntei se ela sabia o que versava essa legislação, o resultado foi o obvio do obvio, não sabe se quer para que serve um pinico em baixo da cama.

Carlos Amorim DRT 2081/PI

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