Escola de governo invisível

Quarta-feira (5) por volta das 14 h estive na vice-governadoria do estado do Piauí com o objetivo de saber quais providências foram tomadas pela vice-governadora Regina Sousa, referente a quatro denúncias protocolizadas neste poder, para minha surpresa a servidora de nome Geneide Santos ao me recepcionar demonstrava claramente desconforto em responder meus questionamentos, culminando em me agredir verbalmente atacando de forna vil minha cidadania, atividade profissional incidindo em brutal e terrível crime de injúria ao bradar em auto e bom tom perante todos acomodados em suas poltronas na recepção da vice-governadoria com o seguinte despautério: Eu te conheço, usa tua cegueira para prejudicar as pessoas tirando proveito da tua deficiência.

O motivo de todo esse constrangimento público que fui submetido prende-se exclusivamente ao fato de ter solicitado a servidora para que lê-se o documento que tentava me entregar, foi veemente ríspida, intransigente e truculenta ao asseverar peremptoriamente que não iria ler a resposta da vice-governadora, pois não era obrigada a fazê-lo, como também não tinha tempo para tal, tinha mais o que fazer, de forma grosseira e estúpida empurrou o papel em minhas mãos retirando-se ao interior do gabinete.

É facilmente perceptível o motivo do humilhante processo de preconceito, discriminação e desrespeito que fui vítima de uma servidora mal educada sem as mínimas condições para manter-se lotada nessa instituição, ignorando de forma criminosa a vastíssima legislação das três esferas de governo existente no Brasil pertinente as garantias de direitos a pessoa com algum tipo de deficiência, cito: Convenção da ONU realizada em Salamanca na Espanha ratificada na constituição federal do Brasil, Lei Brasileira da Inclusão-LBI nº 13.146/2015, Estatuto Piauiense da pessoa com algum tipo de deficiência de nº 6.653/2015 aprovado pela então deputada estadual Rejane Dias, sancionada pelo governador Wellington Dias, e publicada no Diário Oficial do estado vigente até a presente data (a título de informação este é o segundo arcabouço jurídico do segmento dentre as 27 unidades federativas do Brasil, sendo o primeiro o estado do Paraná).

A servidora questionada teria obrigação funcional de ter se identificado e me convidado a uma sala para o atendimento de forma individual e jamais em público como o fez, foi ousada, petulante e audaciosa ao declinar publicamente que este jornalista seria mal educado por falar em tom alto, cuja postura de voz não era permitido por ela. Ficou explícita ausência de capacitação profissional para lidar com pessoa com deficiência visual, quando a legislação assegura que qualquer documento ao ser entregue para alguém com a cegueira da visão, deve ser lido perante a mesma, para aceitar ou não o que está redigido, lamentavelmente esses incidentes são normais na sede do poder executivo do Piauí em virtude da impunidade reinante de forma avassaladora e indigna.

Tenho convicção que a vice-governadora Regina Sousa, corrigirá esse tipo de câncer que nodoa o processo de inclusão, integração e socialização a pessoa com deficiência do estado do Piauí por ter sofrido em sua própria pele processo semelhante ao que fui vitimado por uma de suas subalternas, a vice-governadora enquanto senadora da república federativa do Brasil com todas as garantias legais foi adjetivada por seus inimigos e adversários por impressões pejorativas, injuriosas e racistas como: nega do cabelo duro, nega do cabelo pichain, tia do café, analfabeta etc, portanto a senhora Regina Sousa, vice-governadora do Piauí sabe exatamente a ferida aberta que gera o processo de preconceito, qualquer que seja a vertente.

Boletim de Ocorrencia 1

Termo de Declarações (1)

Oficio Vice Governadora

Oficio Humberto (1)

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sexta-feira, junho 7th, 2019 às 10:10 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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