Enigma na acessibilidade

Parabenizo o Conselho Nacional do Ministério Público por mais uma vez estar submetendo o MP do Piauí a uma devassa com o objetivo de moralizar e corrigir uma imensa variedade de arbitrariedades existentes nesse órgão.

Gostaria que a inspeção em andamento desde ontem dia 3 de agosto alcançasse o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência para que os servidores enquanto Ministério Público fiscalizasse e obrigasse aplicação da legislação vigente no Brasil pertinente a pessoa com deficiência.

O descaso, abuso e desrespeito a garantias de direito a pessoa com deficiência em Teresina é uma constante tendo o apoio e a omissão do órgão acima citado. A STRANS entregou a excelentíssima senhora Marlúcia Gomes Evaristo, promotora e coordenadora do departamento acima citado um parecer técnico proibindo a sinalização sonora de seis cruzamentos em toda extensão da Avenida Frei Serafim com altíssima rotatividade de veículos.

Para perplexidade de todos, a zelosa promotora acima mencionada, acatou o embuste protagonizado pelos administradores das vias de rotatividade de veículos de Teresina ao arrepio da ABNT 9.030 item 9.1.9, Lei 10.098/2000 Cap. III art.8º. Denunciei este e outros fatos ao procurador geral, excelentíssimo senhor Augusto César de Andrade que não tomou providencia alguma, apenas foi corporativista.

Formulei denuncia ao Conselho Nacional em Brasília e o procurador do estado do Piauí ao recorrer contestando minhas denuncias, foi indigno ao faltar com a verdade sempre tangenciando ao enfrentamento do mérito, inclusive me agrediu com calúnias ao tecer comentários com base em informações de terceiros sem ter qualquer prova que demonstrasse a lisura e honestidade do seu depoimento.

O Ministério Público tem como atribuição principal, fiscalizar leis que na realidade não é fato palpável aqui em Teresina. A pessoa com deficiência em seu ir e vir diário sofre terríveis injustiças colocando suas vidas em risco, em virtude da inoperância de nossas autoridades. Aqui é comum o estacionamento de carros em cima das calçadas, autorizados pelo próprio gestor público, empurrando o pedestre com e sem deficiência para a via de rolamento de veículos.

A faixa de pedestre não é respeitada pelos motoristas, existe a cultura de invasão do farol vermelho por parte de todos, por não haver fiscalização acompanhada do incentivo da certeza da impunidade. Há para o deleite de qualquer um que tenha dois bons olhos na cara, ver na via urbana dessa cidade placas com propagandas comerciais, telefones públicos instalados em lugares indevidos, bares e restaurantes ocupando toda a calçada em muitos lugares de Teresina, comércio de ambulantes, buracos, aclives, declives que formam um grande número de barreiras arquitetônicas e obstruções nas calçadas e outras séries de desmando promovido por toda sociedade em uma constante desobediência pública a leis municipal, estadual e federal.

Estou aqui relatando como homem com deficiência visual, o mínimo que existe de obstáculos a serem vencidos diariamente por 107 mil pessoas com algum tipo de deficiência nesse município. A inacessibilidade a essa comunidade existe no gabinete do procurador geral do MP/PI.

Gostaria que um dos membros do Conselho Nacional presente aqui em Teresina, fizesse uma semântica ou uma simulação como cego e cadeirante em busca de atendimento junto ao procurador, seria uma via-crúcis a começar pelo acesso ao elevador.

Em minha opinião isso tudo é um enigma indecifrável

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