Efeito cascata

O povo brasileiro há um mês das eleições vive eternamente extasiado com o proselitismo propagado, divulgado e massificado a exaustão, que os tais debates televisivos são as coisas mais extraordinárias que se tem conhecimento no processo democrático brasileiro segundo eles, a meu ver o que existe na realidade é muita embromação, enganação e ludibriação ao eleitor ignorante, imbecilizado e desprovido do mínimo conhecimento inerente ao exercício de cidadania ao votar.

O estado democrático de direito, poderes constituídos, instituições, autarquias e outros, são desconhecidos, desrespeitados e vilipendiados pela maioria dos eleitores, em virtude do individualismo e mercantilismo em desfavor da dignidade ao voto. É comum declarações criminosas nos veículos de comunicação, quando indivíduos inescrupulosos, irresponsáveis e desonestos asseveram que não votam em ninguém, outros mais impulsivos declinam que seu voto será realizado a quem pagar. Elementos nocivos a pátria que desonram o sacrifício dos que tombaram no processo de combate a ditadura em briga titânica para a conquista das liberdades que temos nos dias atuais.

O que é cômico se não fosse drástico são os elogios protagonizados por componentes de veículos de comunicação, com rasgados proselitismos que não contribuem em absolutamente nada para o esclarecimento a informação ao gado velho, gado novo e gado doente. Sem muito esforço os detentores de conglomerados dos monopólios de rádio, televisão, portais, jornais e o diabo a quatro, auferem bilhões de reais vendendo enganações a massa ignara, como também, aos medíocres candidatos descarados, mentirosos e desonestos que têm convicção que em trinta segundos, um minuto ou dois minutos não há a mínima condição de expressar qualquer tipo de proposta, mesmo que seja a mais insignificante, simples e comum para solucionar o problema do Brasil.

Procuro encontrar incessantemente o motivo de tanto júbilo referente a peça da Bandeirantes, aplicada ao povo brasileiro adjetivado de debate, entendo ser a metodologia, quando também o formato absolutamente obsoleto, ultrapassado e vencido. É nítido, palpável, visível e identificável que o palácio do planalto será disputado entre Bolsonaro e Lula, o resto é titica de galinha, havendo os mais variados interesses particulares em jogo, muita das vezes promoção pessoal ou o nefasto interesse de aparecer a qualquer custo.

Não posso conceber que um candidato com cinco pontos percentuais nas pesquisas possa de forma irresponsável asseverar que no seu governo ao assumir a presidência da República do Brasil, implantará suas vontades propagadas, desrespeitando de forma vil o Congresso Nacional formado por duas casas, na câmara alta 513 deputados e no senado 81 senadores.

Para defenestrar de uma vez por todas palavras de baixo calão, agressões a familiares de candidatos e outras aberrações, seria importante renovar o processo de debates político, partidário e eleitoral, vejamos: O espaço seria dividido em partes iguais, o candidato teria a oportunidade de apresentar de forma individual, propostas, comentários e planejamentos para sua possível eleição, isento de qualquer intervenção dos promotores e apresentadores do evento, sendo escolhido para o pronunciamento em caráter decrescente as colocações nas pesquisas, oportunizando ao expectador contemplar o candidato que lhe interessa ouvir, havendo uma vantagem, o candidato após o pronunciamento se retiraria do espaço e assim sucessivamente até o milésimo colocado se for o caso.

Tenho convicção que um dia bem próximo esse modelo será implantado no Brasil para descongestionar, desobstruir e evitar evasivas de quem não tem o que fazer, gerando também gigantesca economia aos cofres da nação brasileira.

Carlos Amorim DRT 2081/PI

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