É proibido proibir

Rodolfo Valentim Crivella, diretor da concessão pública rádio Antares AM pertencente ao governo do estado do Piauí ressuscitou a censura proibindo a pluralidade de idéias a manifestação de jornalistas, radialistas, formadores de opinião, comentaristas e exclusão absoluta ao acesso da sociedade a grade de programação da emissora. Lamentavelmente esse indivíduo inescrupuloso toca terror aos servidores veteranos de excelentes serviços prestados a comunicação desse estado, perseguindo, ameaçando e punindo indevidamente a todos por qualquer reclamação a sua péssima administração, Oriundo mato, sem formação, sem capacitação profissional, incompetente para o exercício do cargo.

É importante que alguém alerte este embusteiro que o Ministério da censura foi extinto, exterminado e defenestrado em 5 de outubro de 1988 com o estabelecimento das garantia de direito e liberdades assegurados no texto da Carta Magna cidadã brasileira. Quero chamar atenção da senhora Regina Sousa, para corrigir esse grave procedimento, em virtude que o governador Wellington Dias, atribuiu tarefas amargas a sua vice-governadora que tem atribuição para dizer não aos canalhas que compõem ilegitimamente esse governo.

O mundo está estarrecido com as arbitrariedades ocorridas na 19ª Bienal do Rio de Janeiro, realizado no Riocentro localizado na Barra da Tijuca, quando o prefeito Crivella de forma abusiva determinou com a garantia de liminar concedida pelo presidente do Egrégio Tribunal de justiça do Rio Janeiro proibição a circulação e comercialização de revista em quadrinhos adjetivada de beijo gay, apenas e tão somente o simples beijo de homoafetivo, demonstrativo de amor, carinho e fraternidade entre dois seres humanos. Imaginemos que alguém descontente com uma obra literária promova a resolução de proibi-la e descarta-la contemplando seu ego de acordo com suas próprias convicções e vontades pessoais. Só tenho uma classificação para esse tipo de gente “calhordopata”.

No governo do general Garrastazu, o Pasquim viveu processo de caça as bruxas, todas as bancas de revistas espalhadas no Rio de janeiro que comercializavam esse periódico, foram depredadas, incendiadas e destruídas, como também as redações que a partir dos ataques criminosos foram editados em diferentes locais.

O que verifico nos dias atuais são brutais desrespeito a soberania, liberdade e independência a manifestação das pessoas, tanto faz profissional da comunicação ou não, o objetivo da decadência dessas garantias legais é empurrar a má informação a opinião pública como sendo fato verídico e autentico, pois o povo mal informado é presa fácil ao continuísmo de bandidos nos parlamentos e nas administrações tendenciosas e maledicentes determinadas pelos poderes executivos.

Apenas uma unica alternativa no quesito veículos públicos de comunicação, seria a privatização de todos, evitando que essas instituições sirvam como moeda de troca de barganha e negociatas eleitoreiras em prol de apaniguados e desclassificados plantonistas. Que o legado de Dom Paulo Evaristo Arns não seja esquecido e nem tão pouco revogado no documentário histórico “censura nunca mais”.
Carlos Amorim DRT 2081

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *