É bom JAIR se acostumando

O general Emílio Garrastazu Médici, quando assumiu a República Federativa do Brasil como presidente, implantou intransponível segurança pessoal com toda a logística formada por especialistas em detectar através do cheiro, odor e outros dispositivos qualquer gesto, atitude e ameaça suspeito de cometer um ato de terror.

Lembro-me nitidamente como se o fato estivesse ocorrendo agora, na ocasião eu trabalhava no Galeão em dois setores, em um horário exercia a função de despachante de cargas e bagagem, para uma segunda etapa fui lotado em uma comissaria aérea, cuja operacionalidade era realizada na base aérea do Galeão.

O general Garrastazu, ao se deslocar para qualquer estado da federação brasileira, o tráfego aéreo era fechado enquanto durasse o voo, caças da força aérea brasileira acompanhava todo trajeto garantindo a segurança do presidente até o pouso no destino, as pessoas designadas para trabalharem no voo eram selecionadas rigorosamente, não poderiam ter envolvimento anterior em uma simples briga de vizinho, todos identificados com crachás e uniformes diferenciados com base de autonomia de suas funções, por exemplo, o funcionário que cuidava do QTU, jamais poderia se quer colocar o pé no degrau da escada que dava acesso à aeronave, os alimentos eram previamente provados por agentes da polícia federal.

O deslocamento do presidente ao local do evento que o mesmo participaria eram minuciosamente programados e rigorosamente fiscalizados, todo trajeto o helicóptero da marinha aeronáutica do exército no ar acompanhando a aeronave presidencial, no solo, batedores das 3 armas e apoio das polícias, militar, federal, secretos, seguranças de confiança do presidente apaisana, logísticas e inteligência, de fato um aparato operacional intransponível, quando o helicóptero do presidente pousava no lugar mais próximo da solenidade agendada o pessoal operacional de terra todos atentos armados ate os dentes, a área de desembarque isolada repleta de carros na época modelo opala 4 portas da chevrolet todos da cor preta, o presidente já no solo se misturava com dezenas de pessoas que faziam parte da comitiva e convidados, havia um ritual, quando todos se abraçavam, apertavam as mãos e se misturavam, dificilmente alguém que estava observando de longe conseguia identificar qual o carro que o presidente embarcava, a essas alturas as vias próximas, inclusive a que o presidente percorreria estavam todas interditadas com praticamente batalhões inteiros atuando para segurança do presidente.

Lembro-me de um episódio dessa natureza, o presidente pousou no monumento dos pracinhas no aterro da Glória seguindo em direção a Avenida Rio Branco na contramão, seguindo até a antiga casa da moeda situada na esquina da Rua Mal. Floriano e a própria Avenida Rio Branco.

Outro detalhe era o rigor dos militares da aeronáutica responsável pela segurança da aeronave enquanto estivesse estacionado na base aérea, militares distribuídos dentro e fora do avião, seria impossível uma sabotagem ao jato presidencial. Esse mesmo processo era submetido às outras aeronaves das quais serviam o presidente Garrastazu na base de Brasília.

Estou contando essa história para alertar e chamar atenção do presidenciável Bolsonaro, para investir fortíssimo em sua própria segurança, extensivo a seus familiares. Na época do processo de exceção, os indivíduos por mais ousados, petulantes, audaciosos e inconsequentes que possamos imaginar, seque pensavam em levantar uma vassoura para agredir o presidente.

Após o processo de redemocratização o presidente José Sarney, ao cumprir uma agenda na bolsa de valores no Rio de Janeiro, localizada na pra XV, centro da cidade, ao ser identificado acomodado em uma poltrona de um ônibus foi agredido por um maluco que desferiu uma picaretada na janela onde o presidente estava, estraçalhou o vidro e por pouco não atingiu fatalmente o chefe da república brasileira, eu estava presente ao episódio e testemunhei o carinho com que a polícia dispensou a esse infeliz.

É importante que o futuro comandante do Brasil que foi vitimado por um canalha no processo de campanha fique atento, de olhos abertos, desconfiando de tudo e de todos, até mesmo da sua própria sombra, sempre lembrando que aqueles terríveis poderes ocultos reclamados por nio quadros, de saudosa memória, continuam vivíssimos assegurando forças estranhas e armando mãos de organizações criminosas.

Para sustentar a veracidade desta pauta, basta lembrar das autoridades que foram assassinadas de forma misteriosa sem que nem mesmo a KGB em parceria com o FBI conseguissem ao menos vislumbrar os autores dessas operações invisíveis, ocultas e indecifráveis.

É importante rogar a presença de Deus na proteção à vida do futuro presidente do Brasil, que garantirá verdadeira devassa para moralizar esta nação de cabo a rabo, passando por cima de toda a bandalheira como se fosse um rolo compressor.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quarta-feira, outubro 24th, 2018 às 10:35 am na(s) categoria(s) Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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