Dois pesos e duas medidas

O Brasil acompanhou estupefato mais um procedimento criminoso protagonizado pelo atleta Danilo pertencente a um clube de futebol de São Paulo contra o também atleta Manoel de um clube do Paraná.

A reação por parte de autoridades, poderes, segmentos e imprensa foi imediata. Interrogo-me: qual a diferença que existe entre uma cusparada na cara e a agressão sofrida por um cego quando este está em uma calçada e um condutor de veículo joga o carro em cima dele argumentando, aqui é estacionamento permitido pela STRANS? Quando um cadeirante é impedido de se locomover na cidade de Teresina por não haver espaço, percebendo ser impossível exercer o direito de ir e vir confina-se em sua casa em algum gueto dessa cidade por ser pessoa fragilizada. A omissão das autoridades e poder público em não promover matérias educativas com o objetivo de conscientizar, educar e informar a população para atender a pessoa com deficiência.

A indignação e revolta que contagiou a todos que mencionei no início do texto deveriam valer para esse segmento de quase 25 milhões de pessoas com deficiência existente no Brasil (dados oficiais do IBGE). Todos observam com a mais absoluta parcimônia as atrocidades, humilhações, desrespeito e constrangimento que somos submetidos em nosso dia a dia.

Aquele que se atreve a reivindicar através de denuncias formalizadas em instâncias que tenham atribuições de tomar providencia como: MP- PI, tribunal de Justiça, OAB, SEID, parlamentares e os mais variados conselhos e órgãos governamentais, pode ter certeza que tal atitude será fatal, pois surgirão retaliações, represálias, inimigos gratuitos e principalmente revolta de muitos que são bem remunerados.

A carta magna do Brasil define que todos nós somos iguais perante a lei é obvio que a lei deve prevalecer para todos sem que haja privilégios e distinções.

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