Do peixe apenas as espinhas

Sexta-feira (21) foi comemorado o dia do radialista, é importante informar que o então presidente da república Luis Inácio Lula da Silva, assinou o decreto 11.327 em 7 de novembro de 2013 instituindo o dia do radialista do Brasil, embora essa determinação legal seja absolutamente desrespeitada pela FITERT, enquanto esse ato legal institucional não for revogado fica sacramentado de fato e de direito o dia consagrado ao profissional do rádio brasileiro.

O sindicado dos radialistas do Piauí, obsoleto, ultrapassado e vencido há mais de 30 anos sob o comando de figuras decorativas, nessa data declinaram em alguns veículos de comunicação que não tem o que comemorar em seu dia, muitas dificuldades, problemas de toda ordem, não conseguem consolidar estrutura necessária para prestação de se quer razoável serviço, os prejuízos são imensos em decorrência do desmonte de garantias de direitos retirados através das reformas e alterações efetuadas que desmontou a CLT dos anos 40.

Pelo andar da carruagem essas inquietações levadas ao conhecimento da opinião pública, refletem brutal desobediência a Lei 13.467/2017 votada e aprovada pelo Congresso Nacional, sancionada pelo presidente da república, publicada no Diário Oficial da União vigorando em 11 de novembro de 2017, como tambem o decreto 9.329 de 4 de abril de 2018 de autonomia da lavra do presidente Michel Temer, lamentavelmente essa legislação e aviltada, desrespeitada e desconhecida por abutres sindicais em sobreporem ao estado legal brasileiro ancorado pela constituição federal. Não entendo a omissão das autoridades brasileiras ao recepcionar essas intransigências estúpidas e absurdas de forma impune.

A desobrigação do trabalhador do segmento de rádio e outros, aos encargos a contribuições sindicais impositivas ou não, derrota fragorosamente a maledicente atividade dessas organizações criminosas que sobrevivia de forma mercenária e mercantilista, sacrificando o seu membro associativo. Reconheço a importância do sindicato dos jornalistas do Piauí, sempre desenvolvendo encontros, palestras, congressos e seminários para evoluir e qualificar os profissionais desse segmento no Piauí. Sou testemunha desse importante processo por ter tido oportunidade em dezenas de vezes marcar presença nesses eventos.

Tenho convicção com base no chororô da cúpula do comando do sindicato dos radialistas que a histórica briga titânica no processo eleitoral perdeu o objeto, pois agora Inês e morta, a galinha dos ovos de ouro foi depenada, abandonada e esquecida, fato preocupante e estarrecedor constatado pela evasão de sócios desfiliando-se do incomodo sindicato. Como forma de sobrevivência a qualquer custo cometem injustiças, arbitrariedades e falsidades ideológica ao imporem a obrigatoriedade da sindicalização a profissionais legalmente constituído com garantia sob registro profissional emitido pelo Ministério do Trabalho, ato não reconhecido pelo oportunista e falido sindicato dos radialistas do Piauí, com um agravante, determinam e exigem a profissionais com direitos adquiridos há décadas, que para desenvolverem suas atividades profissionais devem submeterem-se ao crivo do curso de uma tal de Comradio, pelo que tenho constatado os oriundos dessa agremiação contemplam uma máxima brasileira: “A emenda é pior que o soneto”. Não tenho conhecimento do número exato dos diplomados, apenas imagino que são centenas. O cômico de todo esse desastre é que absoluta maioria encontram-se desempregados, desiludidos e humilhados sem a mínima perspectiva de serem absorvidos pelo mercado.

Lembro-me que há 15 anos me deparei com o Val Moraes e uma autoridade do rádio do Rio Grande do Sul, concedendo entrevista ao programa Painel da cidade ancorado pelo locutor Joel Silva, veiculado pela rádio pioneira de Teresina, na ocasião asseverou peremptoriamente que cessou o curso de radialismo promovido pela Escola Técnica Federal, pois não admitiria que novos profissionais fossem qualificados sem que houvesse mercado para o exercício de suas atividades laborais, tenho em minha mente essa heresia como se tivesse acontecido hoje, portanto é chegado a hora da intervenção do gênio Val Moraes, empurrar a famigerada Comradio ladeira abaixo ao abismo fatal.

Quero corroborar com o mesmo ao seu editorial do programa da Antares, quando asseverou laconicamente não ter o que comemorar na data do dia do radialista. Não sei se tal declaração é extasiante ou humilhante, embora reconheço que minha tataravó tinha razão ao afirmar: “Quem faz aqui paga aqui mesmo”, pode ser reconhecido tambem por: “Dente por dente, olho por olho”.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sábado, setembro 22nd, 2018 às 9:39 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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