Dizem que o cego sou eu

símbolo-da-justiça-226x300Semana passada a mídia jornalística massificou com estardalhaço punição de juízes pertencentes ao poder judiciário do Piauí. Alguns processos cabem recursos das decisões, outros os magistrados foram afastados definitivamente e aposentados pela compulsória a bem do serviço público dessa instituição.

Cometeram os mais variados tipos de delitos como: Negligencia e omissão ao acumularem em seus gabinetes dezenas de centenas de processos sem julgamento, casos de interferências pessoais em julgamentos cujas sentenças foram tendenciosas ao arrepio legal.

Houve o caso de uma desembargadora ex-presidente desse poder flagrada ao receber  em sua conta bancária depósito como forma de pagamento de venda de sentença em conformidade com o acórdão lavrado e investigado, como também quebra de sigilo bancário da magistrada promovido pelo Ministério Público do Estado do Piauí.

Há um adágio conhecidíssimo que quem cala consente, estes deploráveis fatos foram divulgados amiúde de forma deprimente, vergonhosa e humilhante sem que qualquer reação fosse registrada por parte dos protagonistas e autores acusados desses delitos.

O simples mortal piauiense fica entre a cruz e a espada, ou seja, não sabem em quem acreditar nem para onde correr no caso que seja submetido a constrangimentos, desrespeito e violação dos seus direitos. O correto seria recorrer à justiça, mas infelizmente essa já não merece o crédito necessário para que o cidadão seja socorrido em momentos de aflição, angustia e requisição de pedidos de possíveis danos morais, materiais e outros.

Estamos verdadeiramente num mato sem cachorro, retrocedemos aos tempos da pedra lascada, quando as diferenças eram resolvidas a base do dente por dente, olho por olho, que vença o mais forte. É impossível acreditar que em pleno século XXI ano 2014, a justiça brasileira tenha descido até o chão no que podemos definir de critério, respeitabilidade e credibilidade junto a opinião pública.

Os membros desse poder percebem invejáveis salários como remuneração, havendo o objetivo que deveria ser alcançado de absoluta isenção nas decisões tomadas de total independência do julgador no exercício de sua atividade laboral, lamentavelmente é corriqueira a prática de  sentenças prolatadas  simplesmente em referencia  respeitável a nomes e sobrenomes constados na capa dos processos para que a consolidação da decisão seja direcionada aquele de maior poder socioeconômico financeiro, patente, destaque no seio da sociedade em detrimento de garantia legal a luz do direito de um pobre coitado desempregado ou desnutrido e desinformado membro dessa sociedade, abandonado, esquecido e afastado do convívio social, como também do estado brasileiro.

A violência que reina nesse estado tem como base de sustentação o descrédito do povo no poder judiciário subserviente e venal desse estado, preferem fazer sua própria justiça a base de facadas, tiroteios e cacetadas ao bel prazer do agressor.



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Este texto foi publicado em quinta-feira, julho 17th, 2014 às 8:42 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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