Corrupção e farsa da comunicação radiofônica

A retrospectiva do ano 2018, tradicional documentário veiculado pela imprensa brasileira no final do ano mais uma vez promoveu criminoso processo de exclusão a inaceitável invisibilidade do trabalho, ações, atitudes e desenvolvimento que alcançou a comunidade de pessoas com algum tipo de deficiência em Teresina, Piauí e Brasil.

É incontestável e evidente grandes dificuldades em todos os aspectos vividos no Brasil no que tange economia, finanças, assistência social, políticas públicas e principalmente ações inerentes ao processo de integração, socialização, capacitação profissional e escolaridade a comunidade de pessoas com deficiência, apesar da existência de todas essas intempéries evoluímos a duras custas, evitando o retrocesso como sendo marcha à ré, em face do comparativo houve um breque, o início da subida de uma ingrime estrada, ou seja, começar do zero tudo outra vez. O que é inaceitável, deplorável e angustiante é que os profissionais da imprensa preconceituosa dessa nação não conseguem perceber a importância do trabalho desenvolvido por abnegados profissionais desse segmento, as garantias de direitos assegurados por vastíssima legislação federal é absolutamente ignorada e desrespeitada de forma ultrajante.

Como estou falando de omissão jornalística, menciono a Lei federal 10.098/2000 artigos 24º e 26º que garante as instituições de pessoas que trabalham em prol desse segmento, oferecerem informações dos seus atos nos espaços de veículos de concessão pública de rádio e televisão, fato absolutamente repudiado e rejeitado pelos detentores dessas permissões operacionais emitidas pelo estado brasileiro. Não tenho conhecimento de uma única penalidade ou cassação de concessão por esses brutais inconvenientes desrespeitos.

A rádio Antares de propriedade do governo do estado do Piauí é exemplo tácito e autentico desse tipo de postura, recebendo as graças da impunidade dos próprios órgãos fiscalizadores do estado. A leniência do gestor fiscalizador é estúpida, vergonhosa e humilhante, OAB, Ministério Público, conselhos municipal e estadual, Egrégio Tribunal de Justiça, Defensoria Pública, Procuradoria da República secção Piauí e parlamentares fecham os olhos acometidos de profundo sono a esses atos repugnantes, desmoralizadores e maledicentes.

Em relação a rádio Antares pertencente a fundação Antares são órgãos públicos mantidos pelo erário através dos impostos dos contribuintes, promovem ações atrozes e inconsequentes, vejamos: A omrádio, escola de capacitação profissional de operadores da comunicação é privada, cobra mensalidade dos alunos, visa lucro, mas tem espaço assegurado na programação da emissora citada, em forma de convênio não posso negar a importância para a profissionalização dos futuros locutores e etc, mas não consigo entender qual motivo ou razão pelo qual Associação dos Cegos do Piauí/Acep, entidade de direito trabalhando a inclusão, integração, profissionalização da pessoa com deficiência visual, escolaridade ao exercício de cidadania desse contingente de 350 mil homens e mulheres existente no Piauí exclusivamente com deficiência visual, dados estatísticos oficiais do IBGE censo 2010.

Gostaria imensamente de conhecer os motivos que levam a direção da Fundação Antares negar, rejeitar e desrespeitar solicitação da diretoria da Acep a ocupar espaço na grade da programação da emissora com o objetivo único de esclarecer, educar, conscientizar e informar a sociedade fundamentos da vida diária desses homens e mulheres, como tambem divulgar, propagar e massificar a vastíssima legislação federal municipal e estadual de garantias de direitos a comunidade formada por indivíduos com deficiência visual.

Retroagindo a 8 anos, a então presidente da Fundação Antares, senhora de prenome Núbia, divulgou internamente circular determinando a proibição de qualquer divulgação oriunda das pessoas com deficiência visual, na ocasião usou a expressão “os cegos”. O que a nossa associação solicitou e aprovou junto ao então secretário de educação do estado do Piauí Fenelon Rocha, seria apenas a divulgação do processo de eleição da entidade de forma parametrizada, ou seja, eleição em urna eletrônica, parceria formada com o Tribunal Regional Eleitoral do Piauí.

A título de informação a Associação dos Cegos é a única entidade de pessoas com algum ripo de deficiências no Brasil que realiza eleições para renovação de sua diretoria nesse formato eletrônico há 14 anos, cujo ato inaugural foi veiculado pela rede globo, jornal nacional. Por incrível que pareça a rádio Antares não pode continuar sendo moeda de troca eleitoreira em detrimento das ações positivas desenvolvidas pelo piuiense.

Qualquer simples mortal ao tomar conhecimento dessa pauta verifica a necessidade de longa cadeia a esses canalhas protagonistas dessas indecentes denúncias.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em segunda-feira, janeiro 14th, 2019 às 9:26 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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