Corregedoria impõe disciplina, doutrina e hierarquia

Em quinze dias gravíssimos expedientes de três membros enxovalharam o uniforme da Polícia Militar do Piauí, fatos que estremeceram as bases edificadas a quase duzentos anos de fundação do braço armado do estado, quero me referir aos fatídicos eventos ocorridos, quando dois policiais prenderam um acusado pelo furto de uma moto, o algemaram e o conduziram a uma delegacia da Polícia Civil, os dois covardões indisciplinados, irresponsáveis e desajustados agrediram o preso de forma violentíssima, os atrozes atos de violência generalizada a base de dezenas de tapas, socos, murros e o tradicional telefone aplicado com impacto aterrorizador nos ouvidos do prisioneiro, algemado com as mãos para trás, sem esboçar a mínima reação, apenas clamava por socorro e perdão, chegando as lágrimas com os insuportáveis chutes que lhes eram desferidos pelos dois jagunços travestidos de policiais.

Quem teve a oportunidade de ler o livro Tortura nunca mais de Dom Paulo Evaristo Arns, reviveu de forma humilhante e constrangida as terríveis lembranças do período de chumbo dos atos criminosos, desumanos, repugnáveis de torturas sanguinárias aplicadas aos presos até a morte, foi o vilão do processo cruel e degradante as imagens geradas em Piripiri, são idênticas ou superiores as que foram vividas ao vivo pelas vítimas do processo inexpugnável praticados pelos torturadores nos porões do DOI-CODI da famigerada ditadura militar.

Dia 17, próximo passado, uma policial repetiu a mesma dose com requinte de perversidade, desta feita vitimando um acusado de assalto a uma papelaria. As três indisciplinadas figuras foram presas e continuam na grade, respondendo pelos seus atos de insubordinação. O que é cônico se não fosse muito grave são os pretextos de colegas de farda apoiando a maledicência do trio ao arrepio da Carta Magna, colocando asas de querubins em seus protegidos cumulando com evasivas cito: O stress, a intensa carga horária, descontrole emocional e revanchismo por terem ao exercício laboral vitimado com palavras de baixo calão.

Um fato que me chamou atenção, refere-se a um presidente numa associação de militares que fundamentou a defesa da policial agressora como sendo mãe de uma pessoa com autismo, precisando ser liberada para cuidar do seu familiar PCD.

É importante que o policial carregue todo aprendizado da capacitação profissional a operacionalidade. A atribuição do policial na execução no policiamento ostensivo e preventivo é apenas e tão somente prender o infrator, delinquente, criminoso, bandido e conduzi-lo a uma delegacia de polícia judiciária, a função do policial militar não garante direito a julgar, punir, torturar, espancar e abusar, em um enfrentamento com troca de tiros a polícia está autorizada a matar se for necessário em sua legítima defesa.

Quando o policial se arvora de valentão, desobediente desconstitui o ordenamento jurídico e o estado democrático de direito, desmoralizando e destituindo garantias legais, cito: direito a defesa, direito ao contraditório, direito ao devido processo legal, direito de julgamento e direito a recurso de apelação, na ausencia desses direitos anula de forma generalizada atuação dos advogados assegurados pela OAB, descredencia os promotores membro do Ministério Público, veda de forma equivocada a atuação de juízes e desembargadores sem esquecer o papel primordial do inquérito policial.

Por incrível que pareça a imprensa brasileira presta desserviço a essas garantais legalmente constituídas, quando boçais e analfabetos propagam, propalam e massificam livremente e impunemente que bandido bom é bandido morto, que a polícia deve matar a seu bel prazer, que o povo revoltado deve promover chacinas diariamente, que quando a polícia prende a justiça solta.

Os delinquentes da comunicação, são verdadeiros terrores ao desrespeitarem o processo constitucional brasileiro, inconvenientes aberrações são veiculadas todos os dias sem que haja qualquer reação por parte da república federativa do Brasil transformando-se em justiceiros eletrônicos acusando, sentenciando, condenando e desrespeitando de forma vil o poder judiciário. É chegada a hora de uma verdadeira caça as bruxas pelas verborragias absurdas levada ao conhecimento da opinião pública no rádio e televisão.

Ouço diariamente alguns imbecis promovendo o seguinte comentário: Os policiais estão presos, mas os bandidos foram liberados pelo juiz de custódia. Não é necessário que sejamos um Rui Barbosa para perceber a maledicência deses canalhas com objetivos escusos de enganar e ludibriar o gado velho, gado novo e gado doente para tornarem-se ídolos de uma causa inexistente, vejamos: As ocorrências foram duas de forma diferente, a primeira refere-se ao crime cometido pelos policiais e a segunda o crime cometido pelos acusados devidamente reconhecidos por quem de direito para solucionar a demanda, é importante lembrarmos do velho adágio “cada macaco no seu galho”, quem errou tem que pagar pelos seus erros nas devidas proporções de suas gravidades.

Parabenizo a alta cúpula da Polícia Militar por estar atenta e disposta a garantir que essa instituição preste excelente serviço ao contribuinte cidadão piauiense mantenedor de todos os órgãos que dão vida ao estado do Piauí.

Carlos Amorim DRT 2081

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