Comicidade escandalosa no Enem 2017

Dados estatísticos do IBGE censo 2010 assegura a existência de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no Brasil, a Campanha da Fraternidade 2006 “Fraternidade e pessoas com deficiência”, “levante-te, vem para o meio” foi o maior processo de inclusão da comunidade de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência do Brasil.

O Brasil é signatário da convenção da ONU realizado em Salamanca na Espanha, quando 198 países através dos seus respectivos representantes decidiram oficializar as nomenclaturas: Pessoa com deficiência visual, pessoa com deficiência física, pessoa com deficiência auditiva, pessoa com deficiência intelectual, pessoa com autismo, com síndrome de Down, muletante, cadeirante, múltiplas deficiências e deficiências sensoriais.

O texto dessa redação foi ratificado na constituição federal brasileira, com base nesse dispositivo estabeleceu-se o projeto de lei 13.146-7/2015-Lei Brasileira da Inclusão/LBI ou Estatuto da Pessoa com Deficiência do Brasil aprovado pelo Congresso Nacional sancionada pela presidenta da República Dilma Rousseff, e publicado no Diário da União, portanto em pleno vigor em todo território Nacional.

Em conformidade com o texto bíblico, nem Cristo agradou a todos, da mesma forma a legislação acima citada tambem não agradou aos que querem ser adjetivados por surdinho ou mudinho, encabeçaram movimentos fortíssimos no sul e sudeste do Brasil com o objetivo de revogarem o dispositivo legal através de dois projetos denominados de “cultura surda e orgulho surdo”.

Em virtude dos membros protagonistas da esdruxula contestação serem pessoas de classes sociais abastada de intelectualidade privilegiada, me permite assegurar que o maledicente projeto da redação do Enem 2017 pinçando a categoria dos mudinhos como tema para o importante concurso poderá possivelmente incidir em duas situações, sito: Uma pegadinha para que seja corrigido pelos concorrentes a inconstitucionalidade da nomenclatura como teste aferidor de conhecimento da politica de acessibilidade vigente no Brasil pertinente as garantias de direito das pessoas com algum tipo de deficiência.

A outra situação seria apoiar os movimentos acima mencionados, como também excluir dezenas de outros tipos de deficiências existentes. Estou ansioso com imensa expectativa aguardando as notas da redação do Enem, nenhum dos concorrentes poderá lograr a nota máxima na redação em baila, em virtude da explicita inconstitucionalidade na nomenclatura exigida, ficando a salvo apenas os que farão as provas em dezembro em decorrência de problemas levado ao conhecimento da opinião pública através da mídia jornalistica.

Me sinto humilhado, envergonhado e constrangido com a violenta degradação e desrespeito como são tratados o contingente brasileiro adjetivado de minoria, embora abraçado por vastíssima legislação municipal, estadual e federal é visível identificar brutal desobediência as garantias conquistadas a duras custas com muita insistência, perseverança, lágrima, sangue, suor e desgaste em incansáveis debates realizados nos quatro cantos do Brasil.

É praxe diária nos veículos de comunicação, sociedade civil organizada, entidades, autarquias e poderes mencionarem de forma descarada as errôneas terminologias “portador de deficiência, portador de necessidades especiais, ceguinho, doidinho, aleijadinho, surdinho e mudinho, como tambem o maléfico procedimento de exclusão a 6,5 milhões de pessoas exclusivamente com deficiência visual ao informar que o número do telefone, e-mail, site, endereço e outros estão postados no vídeo do televisor, lamentavelmente esse tipo de crime não e reprimido, acreditam piamente na certeza da impunidade, incentivando a cada edição o processo de preconceito, discriminação, exclusão, retaliação e represália às pessoas com deficiência deste país.

Me desgasto de forma incisiva ao fazer algumas interrogações, as produções desses programas, as assessorias e bastidores, os coordenadores, diretores e os mandatários máximos por ventura são todos cegos, surdos, mudos, ignorantes e burros em não perceberem gritantes aberrações sem que procurem corrigi-las evitando constrangimentos ao alvo afetado evitando tambem engrossar o projeto de desinformação e ludibriação ao consumidor de notícia.

Tenho convicção que estamos em processo de degradação com estes objetos imundos em desfavor dos que tem alguma dificuldade de locomoção, mobilidade reduzida ou dificuldade sensoriais. Com a palavra a famigerada justiça brasileira que permanece de olho bem aberto desobedecendo o seu símbolo representativo de forma irresponsável.

Carlos Amorim DRT 2081/PI



Este texto foi publicado em quinta-feira, novembro 16th, 2017 às 7:58 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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