Chute no saco dos velhinhos

A faixa azul projetada pela Strans como solução mágica para a implantação do Sistema de Integração do Transporte Coletivo Urbano de Teresina, na minha concepção trata-se de uma via exclusiva funcionando como corredor para circulação de ônibus expresso como o modelo de via rápida na Av. Brasil no Rio de Janeiro, quando esta tem início no cemitério do caju e segue ininterruptamente até o subúrbio de Irajá.

Aqui em Teresina esse projeto foi criado sem observar direitos legalmente constituídos para garantir inclusão e acessibilidade à pessoa com deficiência. Quero perguntar a excelentíssima senhora Alzenir Porto, que assessorada por um grupelho de incompetentes, totalitários e intransigentes, qual a base legal para definição da instalação desse procedimento maléfico ao usuário do transporte coletivo? Esses técnicos de meia tigela será que perguntaram alguém? Fizeram alguma pesquisa? Informaram antecipadamente a sociedade como seria a operacionalidade prática desse procedimento? Essas são algumas questões que denotam o gritante desrespeito ao processo democrático brasileiro, quando autoridades acham-se suficientemente poderosas para agredir direitos dificultando a vida do cidadão, principalmente o pobre.

Gostaria que essas autoridades que administram o transito urbano de Teresina, mais especificamente o transporte coletivo informasse qual opção a um cadeirante que reside nos bairros servidos pela linha de ônibus 610, este tendo compromisso a cumprir na DRT situado na Avenida Frei Serafim? Ele deveria descer no ponto da Rua Des. Pires de Castro com Rua São Pedro ou na parada situada no fripisa? A lei federal 10.098/2000 garante acessibilidade à pessoa com deficiência assegurando que ajam adaptações adequadas nos espaços para facilitar seu direito de ir e vir, a Strans rasga a legislação e a joga no lixo ao impor dificuldade e sacrifícios a esse contingente de pessoas cada dia mais ridicularizado por essas medíocres autoridades. Será que o Ministério Público está dormindo?

Os projetos públicos para atrapalhar a vida do pobre são implementados com intransigente rigor, mas do outro lado para punir e fiscalizar intocáveis, poderosos, ricos e privilegiados não é movido sequer um palito de fósforo. Por que a Strans não proíbe o estacionamento de carros sobre as calçadas? Quantos reboques possue a Strans? Onde fica o depósito da Strans para carros apreendidos por ilícitos cometidos por seus condutores? Por que a Strans não promove o rodízio de veículos com o mesmo modelo da metrópole paulista? Quais motivos garantem a desobediência da Strans em não instalar sinais sonoros na Avenida Frei Serafim? Se eu fosse enumerar abusos e desrespeitos absurdos da Strans, escreveria 10 anos e não concluiria todo relato.

Virá uma eleição municipal em 2.012, o teresinense tem obrigação de refletir antes de votar nos parasitas da Câmara Municipal há décadas se locupletando com a miséria e desespero dessa gente, são rigorosamente inacessíveis, improdutivos e ausentes nas questões vitais em benefício dos mais frágeis, pois estão sempre pensando no voto para sua reeleição. Reflita sobre tudo isso com bastante atenção.

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Este texto foi publicado em quarta-feira, dezembro 21st, 2011 às 9:16 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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