Ceguinho puxado pela vara, diz ex-deputado

O Piauí tem praxe cultural, além de patinho feio da nação é useiro e vezeiro em ocupar o mais alto degrau no pódio do anedotário nacional. O advogado e ex-secretário de justiça do Piauí por sua livre iniciativa ajuizou uma ação de habeas corpus em favor da liberdade de Luis Inácio Lula da Silva, preso em uma das dependências da carceragem da Polícia Federal do Paraná.

O cômico desse episódio é que o suposto beneficiário não aceita os préstimos advocatícios desse holofote de televisão do Piauí, determinou a sua bancada advocatícia que impeça o ato contrário a sua vontade. Os formadores de opinião da mídia piauiense, principalmente jornalistas rabo de cabra, jabazeiros, faroleiro, farofeiros e descompromissados exploram no mais alto grau essa ignomínia, evidentemente com objetivos obscuros e depreciáveis, várias entrevistas foram concedidas por juristas, promotores, desembargadores e membros da OAB, todos com palpites de proselitismos jurídicos diferenciados.

Lembro-me de um expert que asseverou ter encontrado uma jurisprudência de uma ação no Mato Grosso do Sul, que o condenado beneficiado com a liberdade não queria deixar a cadeia, apenas com uma diferença, no caso em tela o pobre-diabo não tinha residência fixa e por ser persona non grata os familiares o rejeitavam. Ao ouvir tais excrescências, lembrei-me de um julgamento em uma vara criminal de Teresina, quando o meritíssimo juiz perguntou ao réu seu endereço, este de forma descarada declinou que morava em uma rua perto do shopping Riverside, não lembrava o número do prédio.

O que posso entender desse ato temeroso é o mesmo procedimento do Fernandinho Beira-Mar, após promover uma chacina dentro da cadeia ligou para um comparsa declinando, “está tudo dominado”. Outra atitude generosa, dantesca e digna de um Tiririca da vida, foi o gesto do meritíssimo juiz informando ao réu: “Você pode permanecer calado, você não é obrigado a falar, o seu silencia não trará prejuízo a sua defesa”. Com base nessa estupidez juridiquês, o povo brasileiro está no mato sem cachorro no quesito execício de cidadania e garantia de direitos legalmente constituído.

O fato inusitado é que a audiência de instrução e julgamento de uma ação penal foi realizada desmembrada da audiência que a vítima prestou depoimento e suas testemunhas, o motivo da necessidade de outra audiência para o depoimento do réu foi arguida pelo advogado, referindo-se a ausência da testemunha chave o detentor da concessão pública Mario Rogério da Costa Soares, por motivo não justificado não compareceu a audiência conforme foi acordado.

O que gera suspeição, indignação e decepção é que a audiência de instrução e julgamento do réu foi realizada 6 meses após a audiência da vítima, havendo o explícito descompromisso pelo advogado do acusado perante juiz e promotora com ausência da testemunha, tomei conhecimento da sentença prolatada contemplando o réu com perdão judicial como prêmio pela agressão a desonra e ao caráter de uma pessoa com deficiência visual ao receber a seguinte “honraria” (com base do pensamento do autor): Sua mediocridade é do tamanho da sua cegueira, não sou homem de mudar de calçada para inimigo, imagine para um cego safado como você, repito cego safado.

Essa “belíssima” expressão foi confirmada pelo réu em juízo, o réu na oportunidade garantiu peremptoriamente que divulgou essa “maravilhosa” frase na rádio Difusora de Teresina e determinou a um subalterno de prenome Valdeci, para que postasse no portal do réu a agressão que dignifica a essência de qualquer ser humano no plano terrestre, lamentavelmente os caminhos da justiça brasileira são ingrimes, tortuosos e desmoralizados. Não verifiquei o acordo do advogado do réu com juiz e promotor registrado na ata de audiência (qualquer semelhança é mera coincidência).

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em sábado, maio 4th, 2019 às 10:25 am na(s) categoria(s) Crítica, Denúncia, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

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