Ceguinha banguela não morde, só lambe

Semana passada tomei conhecimento de um vídeo postado no You tube em BH de autoria de uma cega identificada como Késia Pontes, com o título “vergonha: Projeto de lei prevê talheres e pratos adaptados para pessoas cegas em restaurantes”. De imediato percebi tratar-se de uma irresponsável e desqualificada agredindo e atacando de forma vil instituições, poderes e autoridades legalmente constituídas. O horrendo fato demonstra estúpido desconhecimento relativo ao que critica de forma inconsequente, petulante, audaciosa e constrangedora.

Em 2 de fevereiro de 2011 depositei em um anexo do Instituto Nacional da Propriedade Industrial/INPI, pedido de patente de “prato e talher adaptados a deficientes visuais”, objetos de minha criatividade. Em 24 de abril de 2013 o INPI publicou em seu diário o número definitivo da MU 9100241-9. Em 29 de setembro de 2015 foi deferido o pedido e em 13 de outubro recebi a Carta Patente que assegura a propriedade da inovação tecnológica por mim desenvolvida.

O trâmite do processo de análises, pesquisas, perícias e avaliações por parte dos técnicos da autarquia demandou 4 anos e oito meses em virtude de garantia legal a prioridade por ser pessoa com deficiência visual o autor do pedido, fato que para ser cumprido foi necessário a intervenção das procuradorias da República Federativa do Brasil secções Piauí, Distrito Federal e Rio de Janeiro, local onde situa-se a matriz do INPI.

Houve nesse processo determinações expressas do então ministro da Ciência e Tecnologia Aldo Rebelo. Fui contemplado com reconhecimento pela magnitude da inédita patente, com voto de louvor da Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, como também, da Câmara Municipal de Teresina, ambas votações de forma unânime. Há um mês tramita no poder legislativo municipal de Teresina projeto de lei que assegura a obrigatoriedade de pratos e talheres adaptados a deficientes visuais em bares, restaurantes e similares, proposição da excelentíssima senhora vereadora Cida Santiago, pessoa com deficiência física.

É importante informar que a Câmara Municipal de Teresiana é legalmente constituída, obedecendo ditames do texto constitucional brasileiro, é soberana, livre e independente para promover atos sobre todos os temas políticos, sociais, administrativos, financeiros, educativos e outros, não necessita pedir ou solicitar a quem quer que seja se aceita ou rejeita determinações da livre manifestação de seus representantes através do voto.

Para desespero da késia Pontes, o projeto da vereadora Cida, está aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça. O órgão federal Instituto Nacional da Propriedade Industrial/INPI com base em vastíssima legislação é a única instituição brasileira que regulamenta autenticidade e propriedade de qualquer invenção de forma soberana, independente e com fé pública, não necessitando promover pesquisa perante a sociedade e segmentos no território brasileiro para que possa desenvolver seu trabalho rigorosíssimo de cunho técnico, científico e real.

A senhora Késia Pontes, em sua estúpida manifestação de se autopromover e obter notoriedade, visibilidade e notabilidade incide em desobediência a legislação brasileira, causando constrangimento público de forma vergonhosa e humilhante, criando factoide em conformidade com sua minúscula capacidade de vislumbrar um palmo além de sua venta. Tenho convicção de sua reles capacidade para atividade diária, quando propagandeia suas bengalas coloridas as quais usa no seu dia a dia de ociosidade. Não entendo o tipo de contribuição que tais informações possa colaborar para o desenvolvimento da pessoa com algum tipo de deficiência, como também aos ditos normais.

Estamos movimentando nossas assessorias jurídicas para reprimir e reparar terríveis danos materiais, morais e profissionais que estamos sendo submetidos por essa senhora desprovida de cidadania, ética, moral e educacional. Quero deixar bem claro que o acessório de minha propriedade em fase de fabricação contempla principalmente a deficientes visuais, sendo Modelo de Utilidade para deficientes físicos com um membro superior amputado, pessoas com Síndrome de Down, autistas, crianças na iniciação alimentar e idosos com patologia neurológica.

A matéria do excrescente vídeo, não menciona uma única vírgula aos quesitos mencionados acima, fato que denota a incompetência de análises da denunciante que cai clamorosamente em vários adágios populares, cito um: “ouviu o galo cantar mas não sabe aonde”, outra questão, verborrage de forma lamentável a obrigatoriedade do produto nos estabelecimentos que a lei determina, não sendo impositivo ao cliente, se quiseres podes usar prato e talher tradicionais, tem opção de usares prato e talher adaptado a deficientes visuais, mas se queres radicalizar poderá usar um pinico para tomar uma sopa como prato de entrada.

Para fechar minha sugestão com chave de ouro solicito ao internauta que tome uma faca de talher, pegue apenas no cabo da mesma sem que haja contato com a lâmina, feche os olhos, gire a faca algumas vezes para direita e para esquerda e tente localizar a parte correta do corte da mesma, dificilmente conseguirá.

Obs. Quando me referi no início da matéria nominando a késia Pontes como “cega”, não é de meu comportamento normal, pois conheço e respeito a legislação determinada pela convenção da ONU realizado em Salamanca na Espanha, cujo texto foi ratificado na Carta Magna brasileira contemplado pela Lei 13.146-7/2015/LBI, mas como essa senhora desconhece e desrespeita essa determinação legal, sou obrigado a permanecer acocorado a seu lado, pois quem se mistura com porcos farelos come.

Carlos Amorim DRT 2081/PI

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Este texto foi publicado em segunda-feira, abril 24th, 2017 às 10:07 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

1 comentário para “Ceguinha banguela não morde, só lambe”

  1. Késia Pontes

    ​NOTA DE REPÚDIO AO PROJETO DE LEI QUE OBRIGA BARES E RESTAURANTES A FORNECEREM PRATOS E TALHERES ADAPTADOS ÀS PESSOAS CEGAS

    Nós, membros dos Movimentos Independentes de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência Visual, com abrangência nacional, repudiamos veementemente o projeto de lei da vereadora Cida Santiago, do PHS, em tramitação na Câmara Municipal de Teresina, Piauí, que prevê a obrigatoriedade de estabelecimentos que comercializam alimentos adquirirem pratos e talheres adaptados às pessoas com deficiência visual, com sanções em caso de descumprimento, que vão de advertência à suspensão do alvará de funcionamento.

    Devemos informar que este projeto de lei é inconstitucional, uma vez que fere a Lei Brasileira de Inclusão e a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com valor de emenda constitucional, em seus princípios do Desenho Universal e da Adaptação Razoável.
     
    Sendo assim, se bares e restaurantes forem obrigados a comprar e a oferecer pratos e talheres adaptados a pessoas com deficiência visual,  poderão ser acionados judicialmente por estes clientes por discriminação, prevista na Convenção, uma vez que estarão sendo constrangidos com produtos que os segregam.

    Este projeto de lei e os tais pratos e talheres para cegos, cujo inventor é o sr. Carlos Amorim, também cego, têm sido divulgados pela imprensa e redes sociais e nada mais fazem além de prestar enorme desserviço às pessoas cegas e com baixa visão, mais uma vez estigmatizadas como incapazes e constrangidas publicamente. A cegueira do sr. Carlos Amorim, em vez de legitimar seus produtos, apenas passa um atestado público de má-fé e oportunismo, pois deveria ser o primeiro a saber que cegos não precisam de pratos adaptados e muito menos de garfos e facas com  marcações em relevo para que os lados corretos sejam identificados.

    Se existem casos em que pessoas com deficiência visual derrubam comida ou se machucam com talheres convencionais, a causa não é a falta de visão e sim uma habilitação inadequada, isso no caso de crianças cegas, porque quem ficou cego já adulto sabe perfeitamente como utilizá-los.

    O fato de ter inventado e patenteado estes inúteis utensílios para cegos não significa, de maneira alguma, que se encaixem no padrão de Desenho Universal. Pelos relatos de seu inventor, não houve qualquer experiência ou processo científico que comprovasse a eficácia e a necessidade de sua adoção, nem por pessoas cegas nem por quaisquer outras deficiências. Enquanto isso, tecnologias assistivas essenciais às pessoas cegas e previstas em normas técnicas não são oferecidas em bares e restaurantes, como pisos táteis ou cardápios digitais, que possam ser lidos pelos leitores de tela de seus celulares… 

    Além desta nota para redes sociais, enviamos a todos os órgãos competentes um documento solicitando a imediata retirada deste projeto de lei de pauta por absoluta inconstitucionalidade e pelo desrespeito a pessoas cegas e com outros tipos de deficiência que possa estigmatizar.

    Cegos não precisam de pratos adaptados, nem de garfos e facas adaptados, mas sim de dignidade e respeito. Quem parece precisar dessas bizarras invencionices são os que pretendem se promover e lucrar com elas às custas de nossa deficiência.

    Cidade para Todos

    Visibilidade Cegos Brasil

    Cegos em Rede
    Movimento pela Acessibilidade

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