Carnaval inclusão total

Estamos comemorando hoje as cinzas do carnaval, me refiro desta maneira ao reinado de momo por esse segmento juntamente aos demais da sociedade brasileira promover o nefasto procedimento da exclusão a pessoa com deficiência. Foi levado ao conhecimento da opinião pública através dos veículos de comunicação especialmente a televisão, os desfiles das escolas de samba da elite do carnaval brasileiro com vastíssima presença de celebridades nacionais homenageadas como destaque, espaço concedido em decorrência da repercussão do trabalho profissional desenvolvido por estes homenageados.

No Brasil existem 25 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, dados estatísticos oficiais do IBGE, todo este contingente sofre constrangimentos, humilhações, desrespeitos e vivem em sua absoluta maioria verdadeiro ostracismo, abandono e exclusão. Já é chegada a hora de um iluminado carnavalesco colocar em sua escola uma ala inteira formada por pessoas com deficiência, cadeirante, cegos, moletantes, paraplégicos, deficientes intelectuais, auditivos e sensoriais com o enredo da escola inteiramente comprometido a dissertarem seus versos a trajetória de luta, desengano, tristeza, sucesso, inclusão e ascensão a postos de destaque profissional.

Se fizermos um estudo encontraremos um número ínfimo de bem sucedidas personalidades com deficiência nas unidades da federação brasileira, sito a senhora Isabel Maior, cadeirante, ex-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência/CONADE e atual secretária dos direitos humanos da presidência da república, Dr. Luis Lopes Batista com deficiência visual, advogado, concursado e atualmente é servidor da mais alta corte da justiça do Brasil. Temos o Dudu Braga com deficiência visual filho do cantor Roberto Carlos comanda um programa de rádio na cidade de São Paulo que bate todos os recordes de audiência no seu horário, Geraldo Magela humorista com deficiência visual muito conhecido nos programas de humor da televisão brasileira, a cantora Kátia com deficiência visual reconhecida e consagrada ao longo de 20 anos sempre com sua agenda lotada, temos o velejador Lars Grael pertencente a nata da elite brasileira atleta tornou-se deficiente físico em decorrência de um acidente.

Há uma meia dúzia de pessoas com deficiência que são políticos em alguns estados e municípios brasileiros inclusive conquistaram cadeiras no congresso nacional. Em Teresina temos pessoas com deficiência detentores de três graduações acadêmicas, mas ainda lhes negam oportunizá-los a desenvolver cargos de comando ou de confiança.

Na cidade de João Pessoa estado da Paraíba existem duas deficientes visuais de nomes Suzi e Joana Belarmino, com níveis intelectuais altíssimos com várias formações superiores exercendo atividades como mestras na universidade federal daquele estado, encampam em seu currículo outras atividades ministrando palestras em vários estados do Brasil com atuações no exterior como convidadas.

Aqui está uma pequena síntese da competência, inteligência, esforço, força de vontade e superação de alguns membros desse universo de pessoas que o Brasil e sua sociedade insistem em não reconhecê-lo apesar da vastíssima legislação federal de garantia de direito a essa comunidade. Se por ventura alguma autoridade ou diretoria dessas verdadeiras fábricas de sonhos e ilusão queiram tomar para si essa responsabilidade pela inclusão dessa gente colocando seu carnaval na avenida e mostrando para o mundo que essas pessoas existem, poderemos acreditar em melhores dias e garantir sem medo de errar que o futuro chegou para esse contingente e essa agremiação carnavalesca estará construindo desta feita não apenas um sonho repleto de glamour, mas construindo um projeto verdadeiro de realidade nua e crua ao alcance dos olhos do mundo ficando definitivamente concretizado a garantia de uma cota de 100% dessas pessoas na mente e nos corações da população global.

Atenção: Leia matéria Apoiadores.

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