Calhordopatas vigorosos

Terça-feira(11) a Assembleia Legislativa do estado do Piauí realizou solenidade em homenagem ao dia da pessoa com deficiência do estado, proposição do deputado Franzé Silva. É desnecessário mencionar nomes das figurinhas presentes, esse tipo de reunião tem objetivo único para laurear, aplaudir e elogiar a dama de vermelho do proselitismo, enganação e desrespeito a 850 mil pessoas com algum tipo de deficiência na província do Piauí. Me refiro a senhora Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida, promotora de justiça do Piauí, eterna coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Pessoa com Deficiência. Atualmente foi “alcunhado” por uma nova nomenclatura que em conformidade com a própria gestora abrange outras atribuições.

Primeiro ato da peça teatral cômica que pode ser classificada por comédia Grega de mau gosto. Fala Mansa, presidente da Assembleia ao transferir o comando do cerimonial para o Franzé, alertou a todos de forma rigorosa, intransigente e autoritária: Os que forem se pronunciar não podem extrapolar o tempo de 5m.

O cômico se não fosse trágico o evento tinha o objetivo de elencar, denunciar e reivindicar a obediência e aplicação da vastíssima legislação das três esferas de governo de proteção ao contingente piauiense adjetivado de minoria, quando a política de acessibilidade vigente no Brasil executada em Teresina e no estado é o mesmo que bosta de jumenta prenha expelida na calçada de entrada da porta da sede do governo do estado, portanto com a miséria e desgraça vitimando essa parcela da população é impossível ser relatada em 5m.

Lembro-me que a senhora Helena Lima, mãe de autista e presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, em seu pronunciamento reclamou da indignidade do espaço concedido deixando claro que estava sendo obrigada a encerrar seu discurso lamentando não poder dissertar e relatar o que gostaria. A Marlúcia foi ovacionada de pé, a banda podre desse segmento desempenhou sua atividade profissional de forma brilhante como batedores de palma profissionais, contratados e pagos a peso de ouro para essa atividade produtiva e elogiável.

O momento alto do seu pronunciamento foi a referência a Lei 7.853 de 24 de outubro de 1989 regulamentada após a sanção pelo decreto Federal 3.298/1999, foi efusiva e rigorosa ao denunciar que um autista foi contido com truculência e força excessiva por parte de professores, cujo ato provocou a vítima avarias e roxidão em todo o corpo, quando as marcas das mãos dos algoses ficaram por três dias no corpo do deficiente com espectro de autismo, asseverou peremptoriamente em seu discurso falacioso que está há 20 anos na missão de proteger e garantir direitos a pessoa com algum tipo de deficiência. Antes de finalizar sua obra-prima verbal garantiu que continuaria denunciando ostensivamente todo e qualquer desrespeito em desfavor da legislação.

Não sei se sou burro demais ou se estou acometido de profunda e cronica amnésia, essa autoridade é a mesma que em audiência com esse jornalista e a cúpula da Strans acatou a estúpida exigência do Ricardo Freitas, que declinou em alto e bom som no termo de audiência que para preceder os sinais sonoros com câmeras para identificar e punir motoristas invasores e desobedientes a zelosa promotora deveria provar através de documentos emitidos por prontos socorros de Teresina quantas pessoas com deficiência haviam morrido acidentados nos pontos sonoros semaforizados. Por incrível que pareça a genial coordenadora obedeceu pacificamente esse embuste. A promotora Marlúcia deu parecer proibitivo a instalação de sinais sonoros ao longo da frenética Avenida Frei Serafim incidindo em vergonhosa desobediência a Lei Federal 10.098 artigo 9º ( A título de informação esse aparato legal existe em toda a extensão da Avenida paulista em São Paulo capital).

A promotora de justiça Marlúcia Gomes Evaristo de Almeida é a mesma que se recusou a ler para este jornalista com deficiência visual o termo de audiência que havia digitado rechaçando minha exigência de forma mau educada, imbecilizada, arrogante, truculenta e ameaçadora. De forma indignada levantou-se de seu confortável birô aplicando violento soco na mesa, cujo ato surpreendeu o Ricardo Freitas, que ao se assustar deixou cair de suas mãos uma folha de papel em forma de cilindro.

O gesto estúpido dessa senhora veio acompanhado das seguintes expressões: Ponha se daqui pra fora já, eu não te atendo mais nem que vaca tussa. Declarei que a denunciaria ao Conselho Nacional, ela odiosa e raivosa em alto brado garantiu: Você pode ir até ao papa, eu não trabalho coagida por ninguém, finalizou o ato tresloucado gritando desesperada pelo nome da secretária que estava em outra sala, essa imediatamente veio e recebeu a seguinte determinação: Toma esse papel e leva esse moço para assinar lá na tua sala. Pasmem, esse procedimento tem validade até a presente data

Você caro internauta que até esse momento que não sabia o que era missão divina, aí está um exemplo tácito e autentico presenciado pela vítima e mais 4 testemunhas que se faziam presentes na audiência.

Quem conhece Teresina vive diariamente verdadeira tragédia urbana com o quesito desobediência e desrespeito as garantias conquistadas pelas pessoas com algum tipo de deficiência nesse estado. Carros estacionados permanentemente em cima de calçadas em flagrante e criminoso ato visível a todos, placas, painéis, toldos, rebaixamento de guia, rampas, estacionamentos designados a deficientes e outros ao arrepio da legislação, como também em desconformidade com as regras da ABNT.

Há 8 anos o deficiente físico de prenome Claudemir, foi morto e teve seu corpo esfacelado em cima da faixa de pedestre em frente ao shopping Teresina, lamentavelmente a sinalização garantia seu livre acesso cujo direito lhe foi negado por um criminoso impune até os dias atuais. Gostaria de saber que tipo de providência a excelentíssima Marlúcia Evaristo Gomes de Almeida promoveu.

Há 3 anos um deficiente físico foi atropelado por um ônibus ao transpor a faixa de pedestre no cruzamento da Av. Frei Serafim com Rua Coelho de Resende, não tenho conhecimento de qualquer providência formulada pela Marlúcia Evaristo Gomes de Almeida. O que me deixa embasbacado é o poder que essa senhora tem em permanecer por mais de duas décadas a frente dessa promotoria cometendo os mais estúpidos abusos, contando com o apoio da absoluta maioria das vítimas e a inercia, conivência, omissão e irresponsabilidade da OAB especificamente do setor comandado pelo advogado Joaquim Santana.

Em toda solenidade a marca da discriminação, exclusão, preconceito e falta de respeito deu-se por conta de apenas 3 deputados presentes em um universo de 30, esses estavam em debates acalorados nas comissões temáticas, em conformidade com informações do Fala Mansa e do Franzé Silva que presidia a mesa, significa dizer que este mau exemplo humilhante, vergonhoso e depreciativo confirma que nós pessoa com algum tipo de deficiência damos um passo para frente e 50 para trás, configuração propicia a cultura do coitadinho do ceguinho e o ceguinho de cuia na mão de fato e de direito os mais afetados.

Carlos Amorim DRT 2081



Este texto foi publicado em quinta-feira, junho 13th, 2019 às 10:08 am na(s) categoria(s) Crítica, Geral. Você pode acompanhar todos os comentários deste post através do feed RSS 2.0. Você pode deixar um comentário, ou dar trackback através do seu próprio site.

1 comentário para “Calhordopatas vigorosos”

  1. Marcelo

    a promotora de Justiça Marlúcia Evaristo, titular da 28ª Promotoria de Justiça, foi nomeada para integrar o Grupo de Trabalho de Defesa da Pessoa com Deficiência, do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Esse grupo atuará, pelo período de um ano, junto à Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais.

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